Resenha: A Terra Longa, de Terry Pratchett e Stephen Baxter

“    Ela pegou a caixa, sopesou-a; pesava quase nada. Levantou a tampa. Outro pedaço de papel, encabeçado pelas palavras TERMINE O APARELHO, tinha instruções simples, parecidas com o diagrama que fora parar na rede. Você não pode usar peças de ferro; essa advertência estava sublinhada. Era preciso apenas enrolar manualmente algumas bobinas de fio de cobre e deslizar contatos para sintonizá-las.
    A policial começou a trabalhar. Enrolar as bobinas era uma tarefa agradável, embora ela não soubesse explicar o porquê. (…)
    Quando terminou, ela fechou a tampa, segurou a chave, cruzou os dedos mentalmente e colocou a chave na posição OESTE.
    A casa desapareceu em uma lufada de ar fresco.
    Flores do campo, por toda parte, até a cintura, como em uma reserva natural.”

A Terra Longa me chamou a atenção com sua premissa: a humanidade descobriu a existência de Terras paralelas e, naturalmente, as pessoas decidem desbravá-las. De autoria conjunta de Terry Pratchett (da série Discworld) e Stephen Baxter (que lançou várias histórias de ficção científica), o livro explora o conceito de mundos paralelos na forma de uma grande viagem repleta de pequenas histórias. Mesmo com alguns pontos problemáticos, apreciei a jornada pelo multiverso da Terra Longa. Continue Lendo “Resenha: A Terra Longa, de Terry Pratchett e Stephen Baxter”

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Análise: The Gardens Between (Multi)

Dois amigos perdidos em uma série de jardins surreais é a premissa de The Gardens Between. Para navegar pelos cenários, é necessário manipular linhas de tempo a fim de superar obstáculos e resolver puzzles. Por trás do visual belo e atmosfera relaxante, está um jogo repleto de situações interessantes com resoluções surpreendentes, principalmente quando precisamos manipular várias linhas do tempo distintas. Com muita criatividade e charme, o resultado é uma aventura imersiva e ímpar. Continue Lendo “Análise: The Gardens Between (Multi)”

Impressões: Touhou Luna Nights (PC)

Touhou Project é uma franquia de shoot’em ups conhecida pela presença constante de muitos projéteis na tela (o tradicional bullet hell). Além disso, há também uma infinidade de personagens e tramas, o que cativou inúmeros fãs e incentivou a produção de jogos em outros gêneros. Touhou Luna Nights é um desses títulos e explora o universo da série na forma de metroidvania 2D. Continue Lendo “Impressões: Touhou Luna Nights (PC)”

Análise: Hyper Light Drifter – Special Edition (Switch)

Hyper Light Drifter chama a atenção com seu visual marcante repleto de cores neon e pixel art elaborado. Além de graficamente belo, o jogo conta com um mundo intrincado que convida à exploração, combate frenético e difícil, e ambientação nada usual. Esses detalhes, em combinação com mecânicas bem executadas, resultam em uma aventura imersiva e muito divertida. Lançado anteriormente para outros consoles, o jogo chega ao Nintendo Switch com algumas novidades. Continue Lendo “Análise: Hyper Light Drifter – Special Edition (Switch)”

Análise: The Messenger (PC/Switch)

Quando uma vila é sitiada por forças demoníacas, somente um ninja é capaz de impedir as criaturas malignas. The Messenger tem como maior inspiração os títulos clássicos em uma aventura de plataforma e ação. Ao invés de ser somente mais um indie retrô, o jogo introduz um conceito bem interessante de viagem no tempo, com visual acompanhando a mudança das eras. O resultado é um título que consegue passar uma atmosfera clássica e moderna simultaneamente. Continue Lendo “Análise: The Messenger (PC/Switch)”

Análise: Bad North (Multi)

Muita gente não gosta de títulos de estratégia em tempo real por causa da presença de várias mecânicas que deixam as coisas bem complexas: unidades e recursos para gerenciar, construções para administrar e assim por diante. Bad North é um representante do gênero que tem como principal destaque ser bem minimalista, focando somente em algumas poucas características. O resultado é uma experiência acessível, mas não se deixe enganar: é um jogo que pode ser muito brutal. Continue Lendo “Análise: Bad North (Multi)”

Resenha: Kindred: Laços de Sangue, de Octavia E. Butler

“Fechei os olhos e vi as crianças fazendo a brincadeira de novo. —A facilidade me pareceu muito assustadora — falei. —Agora entendo por quê.
—O quê?
—A facilidade. Nós, as crianças… Não sabia que as pessoas podiam ser condicionadas com tanta facilidade a aceitarem a escravidão.” (Pág. 164)

O que aconteceria se uma mulher negra da década de 1970 fosse parar na época da escravidão? Essa é a premissa de Kindred: Laços de Sangue, uma das obras mais famosas de Octavia E. Butler. Racismo e escravidão são abordados em uma história intensa, cuja sensação de perigo constante é palpável. A narrativa ágil e a temática nada usual me prenderam do início ao fim. Continue Lendo “Resenha: Kindred: Laços de Sangue, de Octavia E. Butler”

Análise: Guacamelee! 2 (PC/PS4)

luchador Juan está de volta em Guacamelee! 2, sequência do colorido metroidvania com temática mexicana. Desta vez, o herói precisa ir para uma dimensão paralela a fim de impedir que o Mexiverso seja destruído. O combate repleto de movimentos corpo a corpo e a troca de dimensões estão de volta em uma aventura repleta de momentos intensos que exigem muita destreza. A desenvolvedora Drinkbox Studios se concentrou em desenvolver mais os elementos característicos da franquia, sendo o resultado uma aventura sólida — e, também, bem louca. Continue Lendo “Análise: Guacamelee! 2 (PC/PS4)”

Análise: Treadnauts (Multi)

Um bom multiplayer precisa ser fácil de entender e oferecer mecânicas ágeis e divertidas. Treadnauts é um título que apresenta esses requisitos com batalhas frenéticas entre tanques acrobáticos. As partidas são rápidas e imprevisíveis, fazendo com que ele seja um ótimo party game para curtir com os amigos, sem deixar de apresentar camadas de complexidade para aqueles com espírito competitivo. Continue Lendo “Análise: Treadnauts (Multi)”

Nos ouvidos #17: Grimes — REALiTi

“Exótica” é uma palavra que eu usaria para descrever Grimes. A música da artista canadense é um forte misto de experimental, eletrônica e dream pop, com vocais e trechos bem inusitados e elaborados. É um som que, em um primeiro momento, pode causar estranheza: Grimes usa muitos elementos nada usuais em suas composições. Como fã de “música estranha”, gosto bastante do trabalho da cantora.

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