Do Japão: Tales of Phantasia (Multi)

Uma das características mais marcantes dos RPGs japoneses nas eras 8-bit e 16-bit era o combate por turnos. Títulos como Dragon Quest, Final Fantasy e Breath of Fire apresentavam batalhas estáticas nas quais inimigos e aliados executavam ações individualmente e de maneira assíncrona. Alguns jogos experimentaram sistemas de combate diferenciados, focados na ação, mas poucos conseguiram se destacar. Mas isso mudou com o lançamento de Tales of Phantasia: o RPG, lançado no fim da vida do SNES, apresentou um dinâmico sistema de batalha em tempo real, e foi o ponto de partida para a popular série “Tales of”. Continue Lendo “Do Japão: Tales of Phantasia (Multi)”

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Análise: Hollow Knight (PC/Switch)

Um mundo sombrio e repleto de insetos bizarros é o cenário de Hollow Knight, metroidvania lançado PC Nintendo Switch. A ambientação que lembra um desenho animado macabro chama a atenção, mas esse é um dos poucos destaques do jogo. A fórmula básica do gênero está ali, no entanto bastam alguns minutos para perceber que o jogo traz conceitos interessantes e não muito explorados no estilo, como grande liberdade de exploração e combate intenso. A combinação das características resulta em uma aventura imersiva e e também tensa, o que fez com que Hollow Knight entrasse para a minha lista de jogos favoritos de todos os tempos. Continue Lendo “Análise: Hollow Knight (PC/Switch)”

Análise: OVERWHELM (PC)

Você está sozinho em um lugar apertado e escuro, com sons estranhos vindo de todos os cantos. Quando você se atenta, criaturas bizarras estão te cercando e a munição do seu rifle está praticamente no fim — sobreviver parece improvável. Parece um filme de terror, mas é OVERWHELM, título de ação e plataforma independente. Dificuldade intensa e recursos audiovisuais fazem com que o jogo tenha uma ambientação tensa e pesada, resultando em uma experiência simultaneamente frustrante e intensa. Continue Lendo “Análise: OVERWHELM (PC)”

Análise: Lumines Remastered (Multi)

Criada por Tetsuya Mizuguchi, produtor da franquia de ritmo Space Channel 5, a série Lumines é conhecida por combinar puzzles de juntar blocos com música. Depois de versões para inúmeros consoles, a franquia retorna com Lumines Remastered. O nome infere que esta é uma remasterização do primeiro título de PSP, mas na verdade não é bem isso: o jogo oferece uma experiência nova, com conteúdo dos dois primeiros títulos e algumas novidades. Continue Lendo “Análise: Lumines Remastered (Multi)”

Resenha: O elefante desaparece, de Haruki Murakami

“Quando começava a amanhecer, finalmente eu sentia uma ligeira vontade de cochilar. Mas essa sonolência estava longe de ser chamada de sono. Eu sentia nas pontas dos dedos uma vaga sensação de tocar no umbral das fronteiras do sono, mas o meu estado de vigília insistia em permanecer alerta. As poucas e breves cochiladas eram acompanhadas de uma nítida impressão de que minha consciência, sempre vigilante, observava-me atentamente do quarto ao lado, separada por uma fina parede. O meu corpo pairava relutante na penumbra, sentindo na pele sua respiração e seu olhar. Da mesma forma que o meu corpo desejava dormir, minha consciência queria igualmente me manter alerta.” (Sono)

O elefante desaparece é uma coletânea de 17 contos de Haruki Murakami. Pode não parecer, mas o título dá uma ideia do que esperar nas histórias: fatos estranhos capazes de afetar a realidade de maneiras curiosas. Como é de costume do autor japonês, as tramas são repletas de personagens solitários e melancólicos, com a presença pontual de surrealismo. A ambientação envolvente da maior parte das narrativas foi o detalhe que me fez gostar bastante dessa coletânea.

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Análise: Darkest Dungeon: The Color of Madness (PC)

Estresse e tensão são palavras que descrevem a experiência de Darkest Dungeon, RPG e dungeon crawler que apresenta mecânicas focadas no estado mental dos heróis. O jogo é bem difícil, com várias situações complicadas capazes de tirar a paciência e a calma de alguns jogadores — e é justamente isso o que o torna tão divertido. The Color of Madness, a segunda expansão do título, oferece uma experiência diferenciada por se concentrar nos combates por turnos. A alteração na dinâmica traz possibilidades interessantes, sem deixar de lado os conceitos principais de Darkest Dungeon. Continue Lendo “Análise: Darkest Dungeon: The Color of Madness (PC)”

Do Japão: Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (DS)

Em 2008, a produtora nipônica Level-5 estava comemorando seu aniversário de dez anos e decidiu criar um novo projeto para a ocasião. Para isso, a empresa convidou o aclamado Studio Ghibli, conhecido principalmente por longas de animação, para contribuir na produção desse novo jogo. Dessa colaboração nasceu a série Ni no Kuni, que combina o expertise de RPGs da Level-5 e o visual detalhado das animações do Studio Ghibli. Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (二ノ国 漆黒の魔導士, que pode ser traduzido como “Segundo País: O Mago Negro”), RPG lançado para Nintendo DS em 2010, foi o primeiro jogo da franquia. Infelizmente, o jogo nunca saiu do Japão.
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Análise: FAR: Lone Sails (PC)

Qual deve ser a sensação de estar sozinho em um cenário pós-apocalíptico? FAR: Lone Sails brinca com essa premissa em uma aventura simples, porém de grande carga emocional. É uma história sobre solidão e desolação, explorando a beleza e tristeza desse tipo de situação por meio de visual impecável e mecânicas charmosas. Continue Lendo “Análise: FAR: Lone Sails (PC)”

Nos ouvidos #16: Leah Dou — Brother / May Rain / Whistler’s Riddle

Em um primeiro momento, pode ser difícil identificar a nacionalidade de Leah Dou. A cantora é chinesa, porém ela usa um inglês límpido em suas composições, algo raro quando se trata de artistas asiáticos. O som de Leah se destaca com a combinação de vocais suaves e melodias elaboradas, resultando em uma música que navega entre o pop, indie, eletrônico e experimental.

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Análise: Just Shapes & Beats (PC/Switch)

Just Shapes & Beats chama a atenção com seu visual vibrante e estiloso. Tendo como inspiração música eletrônica, o jogo transforma a trilha sonora em em uma experiência que mistura elementos de bullet hell e ritmo. O resultado é um título de conceito simples, mas de alta dificuldade. Com opções de multiplayer e muitas composições, o Just Shapes & Beats é uma ótima pedida para um encontro entre amigos. Continue Lendo “Análise: Just Shapes & Beats (PC/Switch)”