Nos ouvidos #4: We Were Evergreen — Best Thing

We Were Evergreen é uma banda francesa de música alternativa, uma combinação de indie, eletrônico e pop. Conheci por um colega, que descreveu a música deles como “um som extremamente hipster” — concordo quase que completamente com ele. O que mais gosto em We Were Evergreen é a mistura de instrumentos bem inusitada e as melodias únicas, quase exóticas. Gosto, também, do cuidado deles ao produzir seus clipes. Até o momento o grupo lançou três EPs e um álbum chamado Towards. Continuar lendo “Nos ouvidos #4: We Were Evergreen — Best Thing”

Análise: ABZÛ (PS4/PC)

A primeira impressão que se tem de ABZÛ (PS4/PC) é que ele se trata de um jogo de mergulho. Contudo, bastam alguns minutos para perceber que a aventura é muito mais profunda e interessante do que parece. É fácil entender o motivo: o título foi idealizado pelos criadores de Journey (PS4/PS3) e Flower (Multi). O resultado é uma experiência familiar, porém com várias nuances e qualidades próprias.

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Análise: I am Setsuna (PS4/PC)

Os RPGs japoneses têm tentado se reinventar nos últimos anos com a presença de narrativas complexas, sistemas focados na ação e muita grandiosidade. Contudo, ainda há quem prefira uma aventura mais clássica, que remeta aos títulos das eras 16 e 32 bits. I am Setsuna, primeiro trabalho do estúdio Tokyo RPG Factory, retoma características de RPGs do passado, principalmente com a presença de batalhas por turnos e uma jornada para salvar o mundo. Com forte apelo à nostalgia e alguns sistemas modernos, o jogo lançado para PlayStation 4 e PC tem tudo para agradar veteranos e novatos. Continuar lendo “Análise: I am Setsuna (PS4/PC)”

Guerra do Velho, de John Scalzi

— Em toda a nossa vida, aquele foi o único lugar no qual estivemos. Todos que conhecíamos e amávamos estavam lá. E agora estamos indo embora. Vocês não sentem um negócio?
— Empolgação — Jesse falou. — E tristeza. Mas não muita.
—Certamente, não muita — disse Harry. — Não restava nada a fazer lá além de envelhecer e morrer.
—Você ainda pode morrer, sabia? Afinal, está ingressando no serviço militar — comentei.
—Sim, mas não vou morrer velho — Harry retrucou. — Vou ter uma segunda chance para morrer jovem e deixar um cadáver boa-pinta. Isso vai compensar ter perdido a oportunidade da primeira vez. (Pág. 57)

Confesso que, inicialmente, me interessei por Guerra do Velho após ver sua bela arte de capa. O tema central — um exército interestelar no qual só é possível se alistar ao ter 75 anos — também parecia inusitado e fiquei curioso. Como gosto de ficção científica, fiz questão de conferi-lo logo. Depois de alguns poucos dias, terminei a leitura e até me diverti, contudo fiquei um pouco decepcionado. Continuar lendo “Guerra do Velho, de John Scalzi”

Análise: Star Ocean: Integrity and Faithlessness (PS4)

Os RPGs japoneses tentaram se reinventar durante os últimos anos. O gênero era conhecido principalmente por seus combates por turnos e narrativas complexas. Star Ocean é uma série que nasceu no SNES e que foi pioneira no sentido de explorar temas não muito comuns na época, como a viagem interestelar, e também ao incluir sistemas únicos e interessantes. Star Ocean: Integrity and Faithlessness é o quinto título da série principal e tinha como principal missão resgatar as características mais marcantes da franquia, ao mesmo tempo que a apresenta a novos jogadores. O RPG para PlayStation 4 apresenta várias ideias promissoras, que, infelizmente, não alcançam seu potencial por conta da execução mediana. Continuar lendo “Análise: Star Ocean: Integrity and Faithlessness (PS4)”

Vocação para o Mal, de Robert Galbraith (J.K. Rowling)

“Assim como as vigas de aço de um prédio são reveladas à medida que ele arde em chamas, Strike viu neste lampejo de inspiração o esqueleto do plano do assassino, reconhecendo as falhas cruciais que deixara passar — que todos deixaram passar —, mas que, enfim, podiam ser os meios de demolir o criminoso e seus esquemas macabros.” (Pág. 424)

Vocação para o Mal é meu livro favorito de Robert Galbraith. Gosto muito da série de romances policiais que J.K. Rowling está produzindo sob um pseudônimo, mas este se superou em vários aspectos. O terceiro volume tem ritmo acelerado, narrativa instigante e ótimos personagens, não queria largá-lo de jeito algum. Continuar lendo “Vocação para o Mal, de Robert Galbraith (J.K. Rowling)”

Análise: Grand Kingdom (PS4/PS Vita)

Os RPGs japoneses são conhecidos por explorar fórmulas e estereótipos similares. Grand Kingdom, novo título do gênero para PlayStation 4 e PS Vita, tenta inovar ao combinar algumas características familiares com elementos únicos. O jogo mistura turnos, estratégia e ação em tempo real e o resultado é uma aventura densa e divertida. Além disso, Grand Kingdom conta com uma modalidade online bem interessante — algo raro quando o assunto é JRPGs.
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O Chamado de Cthulhu e Outros Contos, de H.P. Lovecraft

Vi o abismo do negro universo
Onde os astros vagueiam no escuro
Onde vagam em horror indizível,
Sem passado, presente ou futuro.

H.P. Lovecraft é um daqueles escritores que todo mundo já ouviu falar, mas que poucos realmente conhecem de fato o trabalho. Eu era um desses, até que li o conto A cor que caiu do céu — achei muito legal a atmosfera angustiante da história, que tem um leve toque de ficção científica. Sendo assim, procurei algo para conhecer mais Lovecraft e minha escolha foi a coletânea O Chamado de Cthulhu e Outros Contos. Gostei muitíssimo do que li. Continuar lendo “O Chamado de Cthulhu e Outros Contos, de H.P. Lovecraft”

Análise: SteamWorld Heist (Multi)

Um grupo de piratas, composto de robôs movidos a vapor, é o foco deSteamWorld Heist. O título é um RPG estratégico em duas dimensões que mistura conceitos como turnos e mira manual na hora de atirar. Lançado até o momento para 3DS, PS4, PS Vita e PC, o jogo oferece uma aventura variada, um universo interessante e mecânicas de jogo bem divertidas. O mais curioso é que Heist é uma espécie de continuação de SteamWorld Dig (Multi): a trama se passa no mesmo universo e até mesmo a direção de arte é similar, mas o jogo em si traz uma experiência completamente diferente. Continuar lendo “Análise: SteamWorld Heist (Multi)”

Nos ouvidos #3: Kate Bush — How To Be Invisible

Kate Bush é uma cantora eclética: seus álbuns são difíceis de definir por conta da grande variedade de estilos presentes nas faixas. Gosto muito de sua voz, que ora é suave e misteriosa, ora é poderosa e aguda. Perdi as contas das vezes em que ouvi Hounds of Love, seu quinto álbum — acho ele incrível, principalmente as músicas Hounds of Love, Jig of Life e Cloudbusting.

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