Análise: Sea of Solitude

Uma garota transformada em monstro que se vê presa em uma cidade alagada repleta de estranhas criaturas é a premissa de Sea of Solitude. O jogo indie produzido pelo pequeno time da Jo-Mei Games usa as experiências da equipe em uma aventura que explora vários temas, como solidão, depressão e frustração. A jornada tem visuais cativantes e discute questões importantes, no entanto o andamento lento, a simplicidade das mecânicas e algumas escolhas infelizes na narrativa atrapalham a experiência. Continue Lendo “Análise: Sea of Solitude”

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Análise: Lethal League Blaze

Uma competição perigosa em que os combatentes tentam acertar uma bola antigravidade nos oponentes foi proibida na cidade futurista de Shine City, mas as partidas continuam acontecendo de forma clandestina. Essa é a premissa de Lethal League Blaze, título cujo conceito mescla luta e algo parecido com baseball de forma muito divertida. O jogo, que tem como foco multiplayer, conquista a atenção com partidas rápidas, várias camadas de complexidade e uma atmosfera urbana envolvente. Blaze é uma continuação de Lethal League e apresenta ajustes na jogabilidade e mais conteúdo. Continue Lendo “Análise: Lethal League Blaze”

Análise: Blazing Chrome

Em Blazing Chrome, sistemas de inteligência artificial e máquinas dominaram o mundo, e os poucos humanos restantes são caçados constantemente. Na pele de um membro da resistência humana, o objetivo é acabar com os robôs em uma aventura de tiro e plataforma muito intensa e de dificuldade acentuada. Inspirado em clássicos como Contra e Metal Slug, o jogo do estúdio brasileiro JoyMasher (de Oniken e Odallus) acerta ao oferecer uma experiência empolgante e variada. Continue Lendo “Análise: Blazing Chrome”

Análise: Eagle Island

Um colorido e simpático visual em pixel art esconde a real complexidade de Eagle Island. Por trás da atmosfera relaxada há um jogo com conceitos bem simples, no entanto repleto de situações complicadas e difíceis. Em conjunto com aspectos gerados proceduralmente, temos uma aventura que demanda experimentação e destreza, resultando em um título interessante e divertido. Continue Lendo “Análise: Eagle Island”

Resenha: A Vegetariana, de Han Kang

“Mas olhe só para o jantar que ela tinha preparado agora. Sentada de lado na cadeira, estava levando para a boca colheradas de sopa de alga marinha claramente sem sabor, enquanto enrolava pasta de soja e arroz numa folha de alface enchendo a bochecha e mastigando.
Eu não sabia absolutamente nada sobre aquela mulher — foi o pensamento que de repente me ocorreu.” (Pág. 19)

A Vegetariana, da autora sul-coreana Han Kang, me pegou de surpresa. Eu sabia por alto que a trama era sobre como a decisão de uma mulher de não comer mais carne afeta a vida dela e de sua família, mas eu não estava preparado para os desenvolvimentos do livro. É uma trama densa, repleta de camadas e questionamentos, embaladas por uma narrativa exótica e hipnotizante — mais uma daquelas obras que ficam na mente por muito tempo. Continue Lendo “Resenha: A Vegetariana, de Han Kang”

Análise: Persona Q2: New Cinema Labyrinth

Um dos aspectos centrais e marcantes da série de JRPGs Persona é seu foco nos personagens e relacionamentos: os laços dos heróis se fortalecem durante as aventuras e conhecemos melhor cada um deles. Persona Q2: New Cinema Labyrinth é um spin-off que explora ainda mais esse aspecto ao unir em um único jogo os elencos de Persona 3, Persona 3 Portable, Persona 4 e Persona 5.
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Análise: 198X

O período de transição entre a infância e a vida adulta é bem conturbado com suas inúmeras mudanças e incertezas. 198X, título de estreia do estúdio sueco Hi-Bit Games, explora esse momento na forma de trechos de narrativa intercalados com jogos de arcades da década de 80. Desde que soube da existência do jogo eu fiquei intrigado com sua atmosfera estonteante e seu conceito ambicioso de explorar vários gêneros simultaneamente. No fim, 198X é uma experiência interessante mesmo com suas várias falhas. Continue Lendo “Análise: 198X”

Análise: My Friend Pedro

Dois atiradores estão de prontidão na próxima sala, preparados para me matar. Pulo pela janela quebrando o vidro de maneira dramática, e em seguida descarrego minhas duas metralhadoras nos dois alvos simultaneamente enquanto faço uma pirueta em câmera lenta. Pode parecer uma cena de um blockbuster de ação, mas na verdade é um dos vários momentos de My Friend Pedro, título de tiro e plataforma publicado pela Devolver Digital. O jogo nos convida constantemente a ser extravagante e teatral, em uma aventura frenética divertida e empolgante. Continue Lendo “Análise: My Friend Pedro”

God of War: meu diário fotográfico da aventura

Confesso que nunca tive muito interesse nos jogos da série God of War com sua ação desenfreada e (supostamente) sem estratégia. No entanto, assim que vi o reboot da franquia para PlayStation 4 eu mudei de ideia: o título parecia interessantíssimo ao combinar narrativa, aventura, ação e RPG. Mais de um ano depois tive finalmente a oportunidade de experimentar God of War e me surpreendi — a nova aventura de Kratos é impressionante e imperdível.

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Análise: Voidrun

Em um primeiro momento, Voidrun parece um shoot ‘em up tradicional, afinal controlamos uma nave e precisamos destruir inimigos. No entanto, sua mecânica principal subverte o conceito principal do gênero: o veículo não atira e os oponentes são derrotados ao serem cercados com bombas. O resultado é um jogo criativo e interessante, por mais que um pouco frustrante. Continue Lendo “Análise: Voidrun”