Análise: Persona Q: Shadow of the Labyrinth (3DS)

Etrian Odyssey e Persona se encontram nesse ótimo crossover que é o único jogo da franquia para consoles Nintendo.

Mesmo com a crescente popularidade da série, Persona não aparecia em consoles da Nintendo. Provavelmente, a Atlus sempre pensou que o ideal seria continuar produzindo jogos para os sistemas da Sony, afinal o público cativo estava concentrado neles. Contudo, a desenvolvedora estava enganada: um Persona para 3DS era um dos maiores desejos dos fãs. Por conta disso e do sucesso de Persona 4 Arena (PS3/X360), foi lançado Persona Q: Shadow of the Labyrinth para 3DS, que é um misto de spin-off e crossover. O mais curioso é que o jogo combina conceitos de Persona e da série de dungeon crawler Etrian Odyssey — e a mistura deu muito certo. Continue Lendo “Análise: Persona Q: Shadow of the Labyrinth (3DS)”

Análise: Tales of Berseria (PS4/PC)

Controle um grupo de anti-heróis em uma aventura repleta de ótimos sistemas e situações.

Tales of Berseria, o mais recente título da franquia de JRPGs para PS4 e PCs, quebra vários paradigmas da série. Em vez da tradicional jornada para salvar o mundo, o foco é uma trama de vingança repleta de personagens com motivações nada heroicas. Isso, em conjunto com um ótimo combate e muitos outros sistemas, resulta em uma aventura divertida e interessante. Continue Lendo “Análise: Tales of Berseria (PS4/PC)”

Resenha: O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin

—Quando você era garoto, pensava que os magos pudessem fazer qualquer coisa. Eu também já achei isso. Todos nós já pensamos isso. E a verdade é que, à medida que o verdadeiro poder de um homem cresce e seu conhecimento se amplia, o caminho que ele pode seguir fica cada vez mais estreito, até ele finalmente nada escolher, mas ter de fazer tão somente o que deve fazer. (Pág. 73-74)

Minha curiosidade por O Feiticeiro de Terramar surgiu por conta dele ser considerado um dos clássicos da fantasia e influência para muitas outras obras. Publicado pela primeira vez em 1968, o livro de Ursula K. Le Guin tem como foco a jornada de um mago por um mundo repleto de ilhas. Continue Lendo “Resenha: O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin”

Resenha: Ouça a canção do vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami

Infelizmente, só descobri muito depois que isso era uma armadilha. Tracei uma linha no centro de uma folha de caderno e escrevi no lado esquerdo tudo o que havia ganhado e no direito, o que havia perdido. No fim das contas, eu havia perdido tanto — coisas que eu havia abandonado, sacrificado, traído — que não tive espaço suficiente para terminar a lista.
Há um fosso profundo entre as coisas das quais gostaríamos de ter consciência e aquilo de que realmente temos. Nem a régua mais comprida conseguiria medir a profundidade desse fosso. O que eu posso registrar aqui é apenas uma lista. Não é um romance, nem literatura, muito menos arte. (Pág. 24)

Reagi com surpresa ao descobrir o lançamento de Ouça a Canção do Vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami. Sou fã do autor e lembro muito bem que em algum momento ele afirmou que não gostaria que essas duas novelas fossem relançadas por considerá-las sem polimento. Contudo, uma edição muito bonita e algumas opiniões favoráveis me fizeram conferir o livro. Continue Lendo “Resenha: Ouça a canção do vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami”

Análise: Shantae: Half-Genie Hero (Multi)

O novo jogo da garota meio-gênio é bem bonito, porém vários problemas fazem com que a aventura não seja tão prazerosa.

A meio-gênio Shantae surgiu lá no Game Boy Color em um jogo simpático e excepcional para os padrões do portátil, mas como saiu no fim da vida do console poucos jogadores tiveram a chance de experimentá-lo. A desenvolvedora WayForward continuou produzindo títulos da franquia, todos eles para portáteis Nintendo (mesmo que os últimos tenham sido portados para outros sistemas), e a popularidade foi aumentando. Shantae: Half-Genie Hero é o primeiro jogo da garota completamente pensado para consoles de mesa e tem como maior destaque o visual elaborado. O novo título funciona como uma espécie de reinício da série e resgata alguns conceitos clássicos, ao mesmo tempo em que experimenta novas características. Continue Lendo “Análise: Shantae: Half-Genie Hero (Multi)”

Coração de Aço, de Brandon Sanderson

“Eu sei, melhor do que qualquer outra pessoa, que não há heróis vindo nos salvar. Não há Épicos bons. Nenhum deles nos protege. O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.” (Pág. 21)

Estamos acostumados a ver muitas tramas em que pessoas normais tornam-se heróis depois de ganhar poderes especiais. Coração de Aço propõe justamente o contrário: o que acontece quando humanos recebem superpoderes e se tornam tiranos ao invés de heróis? A combinação de muita ação, ritmo ágil e conceitos interessantes resulta em um livro divertido e uma experiência muito prazerosa. Continue Lendo “Coração de Aço, de Brandon Sanderson”

Análise: Hatsune Miku: Project Diva Future Tone (PS4)

O novo jogo de ritmo traz uma ótima experiência por conta da quantidade impressionante de músicas e das novidades nas mecânicas.

Cada vez mais jogos da Vocaloid Hatsune Miku têm sido lançados no Ocidente — no passado, a localização desse tipo de jogo era muito improvável. Hatsune Miku: Project Diva Future Tone, o novo jogo da franquia Project Diva para PlayStation 4, tem muitos motivos para ser o maior lançamento até o momento: mais de 220 músicas estão disponíveis. Pequenos ajustes e foco no modo de ritmo são os grandes destaques desse título.

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Pedra no Céu, de Isaac Asimov

“—Para o resto da Galáxia, se é que notam a nossa existência, a Terra é apenas uma pedra no céu. Para nós é o nosso lar, e o único lar que conhecemos. No entanto, não somos diferentes de vocês dos mundos siderais; somos apenas mais desafortunados. Estamos apinhados em um mundo morto, imersos entre paredes de radiação que nos prendem, cercados por uma imensa Galáxia que nos rejeita. O que podemos fazer contra o sentimento de frustração que nos consome?” (Pág. 58)

Publicado em 1950, Pedra no Céu foi o romance de estreia de Isaac Asimov, conhecido escritor de ficção científica. Por conta da sinopse instigante e por gostar muito dos trabalhos do autor, resolvi conferir esse livro. Mesmo não sendo tão elaborado como outras obras do Asimov, Pedra no Céu é uma leitura interessante. Continue Lendo “Pedra no Céu, de Isaac Asimov”

Análise: Potion Explosion

Gosto muito de jogos de tabuleiro com mecânicas únicas e complexas, tanto é que o denso Mage Knight Board Game ainda é o meu jogo analógico favorito de todos os tempos. Contudo, ultimamente, tenho preferido experiências mais leves e rápidas. Potion Explosion é um jogo que apresenta justamente esse tipo de proposta. Além de ser muito acessível, ele tem componentes muito convidativos, ótima direção de arte e mecânicas simples. O resultado é um jogo muito bonito e extremamente divertido.

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Minhas cinco leituras favoritas de 2016

2016 foi um ano de muitas leituras interessantes por vários motivos: conheci muita coisa legal, obras que fogem um pouco do padrão de história que sempre leio. Também consegui ler um pouco mais em relação ao ano passado, mesmo com vários momentos sem avançar em nenhuma leitura. Continue Lendo “Minhas cinco leituras favoritas de 2016”