Do Japão: Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (DS)

Em 2008, a produtora nipônica Level-5 estava comemorando seu aniversário de dez anos e decidiu criar um novo projeto para a ocasião. Para isso, a empresa convidou o aclamado Studio Ghibli, conhecido principalmente por longas de animação, para contribuir na produção desse novo jogo. Dessa colaboração nasceu a série Ni no Kuni, que combina o expertise de RPGs da Level-5 e o visual detalhado das animações do Studio Ghibli. Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (二ノ国 漆黒の魔導士, que pode ser traduzido como “Segundo País: O Mago Negro”), RPG lançado para Nintendo DS em 2010, foi o primeiro jogo da franquia. Infelizmente, o jogo nunca saiu do Japão.
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Análise: FAR: Lone Sails (PC)

Qual deve ser a sensação de estar sozinho em um cenário pós-apocalíptico? FAR: Lone Sails brinca com essa premissa em uma aventura simples, porém de grande carga emocional. É uma história sobre solidão e desolação, explorando a beleza e tristeza desse tipo de situação por meio de visual impecável e mecânicas charmosas. Continue Lendo “Análise: FAR: Lone Sails (PC)”

Nos ouvidos #16: Leah Dou — Brother / May Rain / Whistler’s Riddle

Em um primeiro momento, pode ser difícil identificar a nacionalidade de Leah Dou. A cantora é chinesa, porém ela usa um inglês límpido em suas composições, algo raro quando se trata de artistas asiáticos. O som de Leah se destaca com a combinação de vocais suaves e melodias elaboradas, resultando em uma música que navega entre o pop, indie, eletrônico e experimental.

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Análise: Just Shapes & Beats (PC/Switch)

Just Shapes & Beats chama a atenção com seu visual vibrante e estiloso. Tendo como inspiração música eletrônica, o jogo transforma a trilha sonora em em uma experiência que mistura elementos de bullet hell e ritmo. O resultado é um título de conceito simples, mas de alta dificuldade. Com opções de multiplayer e muitas composições, o Just Shapes & Beats é uma ótima pedida para um encontro entre amigos. Continue Lendo “Análise: Just Shapes & Beats (PC/Switch)”

Análise: Dillon’s Dead-Heat Breakers (3DS)

A série de jogos do tatu durão Dillon oferece um misto de ação e tower defense, sendo a dificuldade intensa uma das características marcantes. Dillon’s Dead-Heat Breakers, terceira aventura do personagem para o 3DS, traz mais polimento e uma mudança significativa na temática — um mundo pós-apocalíptico no lugar do Velho Oeste americano. Várias novidades resultam em uma experiência mais acessível, variada e divertida. Continue Lendo “Análise: Dillon’s Dead-Heat Breakers (3DS)”

Resenha: Tirza, de Arnon Grunberg

“A mesa já estava posta para dois. Ele a arrumava bem antes de o jantar estar pronto. Às vezes começava a fazer isso assim que chegava do trabalho. Porque mal podia esperar que ele e Tirza se sentassem a mesa, porque aquele momento restituía o equilíbrio que sempre ameaçava se perder. Tirza e ele, à mesa, jantando. O simulacro de uma família e, mais que isso, um pacto. Um pacto sagrado.”  (Pág. 34)

Tirza, do holandês Arnon Grunberg, é um livro desconcertante e interessantíssimo ao mesmo tempo. A premissa é bem simples: um homem tem uma vida perfeita, mas o que existe por trás dessa fachada? Um protagonista desagradável, fatos inquietantes e uma narrativa bem amarrada me prenderam e me intrigaram durante toda a leitura. Continue Lendo “Resenha: Tirza, de Arnon Grunberg”

Análise: Moonlighter (Multi)

Como será a jornada de alguém que é proprietário de uma loja e ainda precisa ele próprio procurar por mercadorias em calabouços? A resposta está em Moonlighter, título indie de ação e aventura. Nele, controlamos um jovem chamado Will, que tem como desafio balancear o trabalho em sua loja e a exploração de ruínas misteriosas. Com toques de administração e roguelike, o jogo conquista com uma aventura charmosa e viciante. Continue Lendo “Análise: Moonlighter (Multi)”

Análise: Battle Chasers: Nightwar (Multi)

Battle Chasers: Nightwar mostra suas intenções logo nas primeiras horas: resgatar as principais características de RPGs japoneses. O jogo não só faz isso, como também explora várias outras possibilidades, atualizando vários conceitos clássicos. Isso, combinado com uma ótima direção de arte, bom uso de mecânicas consagradas e um combate estratégico, resulta em uma experiência imersiva.  Continue Lendo “Análise: Battle Chasers: Nightwar (Multi)”

Análise: Wizard of Legend (Multi)

Para ser reconhecido como um mago lendário, um feiticeiro precisa vencer uma intensa competição. Essa é a premissa de Wizard of Legend, título independente de ação e dungeon crawling lançado para PCs e consoles. O foco das mecânicas é a velocidade: o herói é veloz e tem à disposição magias que podem ser utilizadas em sequências poderosas. O resultado é uma aventura frenética, variada e muito divertida.
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Resenha: Os Braceletes da Perdição (Mistborn: Segunda Era #3), de Brandon Sanderson

“— As pessoas são como cordões, Steris — disse Wax. — Nós saímos deslizando, para um lado e para outro, sempre procurando algo novo. Faz parte da natureza humana descobrir o que está escondido. Há tanto que podemos fazer, tantos lugares aonde podemos ir. — Ele se ajeitou no assento, mudando o centro de gravidade, o que fez a esfera girar para cima. — Mas se não há limites, ficamos enrolados — disse ele. — Imagine mil desses cordões disparando pela sala. A lei está aí para nos impedir de barrar a capacidade de explorar de todos os outros. Sem lei não há liberdade. Por isso sou o que sou.
— E a caçada? — perguntou Steris, verdadeiramente curiosa. — Isso não lhe interessa?
— Claro que sim — disse Wax, sorrindo. — Isso é parte da descoberta, parte da procura. Descobrir quem fez. Descobrir os segredos, as respostas.
Havia, claro, outra parte, a parte que Miles forçara Wax a admitir. Havia certa raiva perversa dirigida aos que violavam a lei, quase uma inveja. Como essas pessoas ousavam escapar? Como ousavam ir aos lugares aonde ninguém mais podia ir?”

Eletrizante é uma palavra que eu usaria para resumir Os Braceletes da Perdição, o terceiro livro de Mistborn: Segunda Era. O autor Brandon Sanderson apostou em uma aventura repleta de ação e reviravoltas, sem deixar de desenvolver os personagens e o universo. O andamento excelente me prendeu de uma maneira impressionante, devorei rapidamente o livro — e já quero mais. Continue Lendo “Resenha: Os Braceletes da Perdição (Mistborn: Segunda Era #3), de Brandon Sanderson”