Análise: Disco Elysium – The Final Cut

Disco Elysium parece mais uma história de detetive, porém logo se revela nada convencional ao abordar temas de maneira ímpar. O trabalho de estreia da produtora independente ZA/UM transforma conceitos de RPG de mesa em uma aventura excepcional com muita liberdade e texto bem escrito. Além disso, Disco Elysium conta também com uma narrativa densa e envolvente, que aborda um protagonista repleto de falhas morais e temas políticos e sociais relevantes, sempre com uma pitada de excêntrico. A versão The Final Cut marca a estreia do jogo nos consoles e inclui várias novidades que o deixam ainda mais magnético, como dublagem completa de todos os personagens e missões inéditas. Continue Lendo “Análise: Disco Elysium – The Final Cut”

Análise: Loop Hero

Loop Hero tem um conceito bem inventivo. Neste título indie desenvolvido pelo estúdio russo Four Quarters, guiamos indiretamente um herói preso em um ciclo sem fim em um misto de RPG, roguelike e construtor de baralhos. O resultado é uma aventura estratégica única e repleta de possibilidades, que envolve também com sua atmosfera sombria e retrô. No entanto, o jogo é comprometido com mecânicas obscuras e uma grande necessidade de grind. Continue Lendo “Análise: Loop Hero”

Análise: Haven

O quão longe você iria para ficar com quem você gosta? Em Haven, dois jovens apaixonados fogem para outro planeta para ficarem juntos. Para sobreviver, eles vão precisar explorar, se apoiar um no outro e enfrentar aqueles que desejam separá-los. O jogo explora essa premissa em uma aventura que combina RPG, aventura e um pouco de sobrevivência, sempre prezando por sistemas descomplicados. Estas escolhas, em conjunto com uma ótima dupla de protagonistas, resulta em uma experiência envolvente e criativa. Continue Lendo “Análise: Haven”

Análise: Ikenfell

Em Ikenfell exploramos uma escola de magia em um RPG conservador e inspirado em títulos clássicos. A exploração é básica, já o combate se destaca ao apresentar elementos de posicionamento e comandos de ação. Além disso, uma trama envolvente, personagens carismáticos e ambientação bem construída nos convidam a acompanhar a jornada até o fim. A despeito de alguns problemas de balanceamento e alguns conceitos simples demais, Ikenfell oferece uma experiência divertida. Continue Lendo “Análise: Ikenfell”

Análise: Against The Moon

Against The Moon mescla elementos de estratégia, tabuleiro e montagem de baralhos para criar um jogo por turnos único. As batalhas são repletas de situações complicadas e, para vencer, precisamos usar com cuidado os poucos recursos disponíveis — às vezes até mesmo somos forçados a sacrificar unidades para receber menos dano. As mecânicas são bem interessantes, porém problemas de balanceamento e quantidade reduzida de conteúdo impedem que o título se destaque. Continue Lendo “Análise: Against The Moon”

Análise: Star Renegades

Em Star Renegades, um exército espalha o caos e terror pela galáxia, e somente um grupo de guerreiros é capaz de enfrentar essa ameaça em um conflito que se espalha por diferentes dimensões. Combinando conceitos consagrados de RPG com a estrutura de roguelike, este título indie me conquistou com seu combate por turnos altamente estratégico e ótima ambientação com visual pixel art. O jogo ficou devendo um pouco em alguns aspectos, como os momentos de exploração, mas, mesmo assim, seus sistemas me envolveram e tentei inúmeras vezes derrotar o Imperium e sua agenda de caos. Continue Lendo “Análise: Star Renegades”

Do Japão: Seiken Densetsu 3

O Super Nintendo é lembrado até hoje como um console que tinha incríveis RPGs, muitos deles exclusivos do Japão. Um destes títulos notáveis é Seiken Densetsu 3 (聖剣伝説3), terceiro episódio da série que ficou conhecida como Mana no Ocidente. O jogo expandiu e melhorou vários conceitos de Secret of Mana, mas ficou restrito ao Japão por causa de várias questões, para a decepção dos fãs ocidentais. Surpreendentemente ele foi lançado oficialmente no resto do mundo 24 anos depois, mas mesmo assim ainda é interessante conhecer suas origens. Continue Lendo “Do Japão: Seiken Densetsu 3”

Análise: Virgo Versus the Zodiac

Em um universo alternativo, personificações dos signos do Zodíaco criaram reinos pelo cosmo, mas uma dessas entidades não aguenta mais a organização atual da galáxia e decide mudar tudo com as próprias mãos. Em Virgo Versus the Zodiac controlamos a representação do signo de Virgem em uma aventura moralmente dúbia. O jogo para PC produzido pelo estúdio brasileiro Moonana é um RPG que se destaca com temática ímpar, personagens carismáticos e sistema de batalha elaborado e variado. A mescla conceitos clássicos e modernos, com inspirações em Mario & Luigi e Mother, resulta em uma experiência empolgante. Continue Lendo “Análise: Virgo Versus the Zodiac”

Retrô: Breath of Fire

A desenvolvedora nipônica Capcom é conhecida principalmente por séries de ação de renome, como Street Fighter, Mega Man e Resident Evil. Mesmo assim, a companhia já explorou inúmeros gêneros, como a série de RPGs Breath of Fire. O primeiro jogo da franquia foi lançado para SNES na década de 1990 e tinha charme e personalidades únicos, mesmo não inovando a fórmula. Mesmo assim, é um título que é lembrado constantemente por jogadores — incluindo eu, afinal foi o meu primeiro contato com RPGs.

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Análise: Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

O mundo do entretenimento japonês é o palco de Tokyo Mirage Sessions #FE Encore, um curioso JRPG que mescla conceitos das franquias Fire Emblem e Shin Megami Tensei. No jogo, acompanhamos um grupo de artistas que precisa enfrentar criaturas de outra dimensão em uma aventura colorida, bem humorada e com muita música J-Pop. Por trás da atmosfera animada há um RPG sólido, cujo principal destaque é o ótimo sistema de batalha repleto de combos. Lançado originalmente para Wii U, o jogo chega ao Switch em uma versão com algumas novidades e melhorias, sendo uma ótima oportunidade para aproveitar esse crossover. Continue Lendo “Análise: Tokyo Mirage Sessions #FE Encore”