Análise: Souldiers

Souldiers faz uma ode às aventuras da era 16-bits ao mesmo tempo em que explora conceitos modernos. Produzido pelo estúdio espanhol Retro Forge, o jogo mescla plataforma 2D, combate brutal inspirado em soulslikes, pitadas de metroidvania e belo visual em pixel art para criar uma jornada elaborada. A ideia principal funciona, mesmo não sendo muito original, e as mecânicas principais são competentes, no entanto problemas notáveis de ritmo e um nível de desafio bastante irregular diminuem o brilho deste título indie. Continue Lendo “Análise: Souldiers”

Análise: Tales of Arise

Tales of Arise, o mais novo episódio da série de JRPG, veio com a intenção de revitalizar e expandir a franquia, que ainda é considerada como de nicho. Para isso, o título conta com visual estonteante e um combate em tempo real frenético e divertido, além de várias outras mudanças e novidades. Mas por trás das renovações dos gráficos e sistemas, é fácil perceber que este Tales ainda é bastante conservador e explora novamente vários conceitos tradicionais da franquia. Como resultado, temos uma aventura envolvente e bem acabada, porém um pouco familiar demais — para o bem e para o mal. Continue Lendo “Análise: Tales of Arise”

Análise: TOEM

TOEM é um daqueles jogos que nos convida a relaxar em uma carismática e suave experiência. Com uma câmera na mão, desbravamos um mundo repleto de personagens e localidades peculiares em que tirar fotos é a solução para a maioria dos problemas. A temática descomplicada, o ritmo tranquilo e uma direção de arte monocromática charmosa tornam essa viagem bastante agradável. Continue Lendo “Análise: TOEM”

Análise: Recompile

Recompile tem uma proposta no mínimo interessante: no controle de um programa, precisamos consertar um computador mainframe por dentro. O jogo usa essa premissa em uma aventura de ação e plataforma 3D por um mundo digital visualmente único em que é possível hackear inúmeros elementos. A ideia principal é bem interessante, mas, infelizmente, o título esbarra em inúmeros problemas estruturais que tornam a experiência completamente esquecível. Continue Lendo “Análise: Recompile”

Análise: Scarlet Nexus

Em Scarlet Nexus, criaturas bizarras ameaçam o mundo e somente pessoas com poderes psíquicos são capazes de derrotá-las. No controle de dois diferentes heróis, participamos de combates em que elementos dos cenários podem ser lançados nos inimigos, resultando em embates ágeis e variados. O jogo utiliza conceitos de animes para criar um mundo único e com personagens carismáticos, e há vários sistemas de RPG para deixar a aventura mais elaborada. O título é ambicioso e tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo, acertando principalmente na ação ágil, mas escorrega em sua narrativa e na superficialidade de certos aspectos. Continue Lendo “Análise: Scarlet Nexus”

Análise: Disco Elysium – The Final Cut

Disco Elysium parece mais uma história de detetive, porém logo se revela nada convencional ao abordar temas de maneira ímpar. O trabalho de estreia da produtora independente ZA/UM transforma conceitos de RPG de mesa em uma aventura excepcional com muita liberdade e texto bem escrito. Além disso, Disco Elysium conta também com uma narrativa densa e envolvente, que aborda um protagonista repleto de falhas morais e temas políticos e sociais relevantes, sempre com uma pitada de excêntrico. A versão The Final Cut marca a estreia do jogo nos consoles e inclui várias novidades que o deixam ainda mais magnético, como dublagem completa de todos os personagens e missões inéditas. Continue Lendo “Análise: Disco Elysium – The Final Cut”

Análise: Olija

Um náufrago preso em um estranho mundo é a premissa principal de Olija, jogo de ação e plataforma produzido pelo estúdio indie Skeleton Crew Studio. Claramente inspirado em clássicos como Out of This World (também conhecido como Another World), o título combina exploração, puzzles e narrativa cinematográfica para criar um universo instigante. Há boas ideias no decorrer da jornada, porém o subdesenvolvimento de vários aspectos impedem que o real potencial do jogo seja explorado. Continue Lendo “Análise: Olija”

Análise: Cyber Shadow

Em Cyber Shadow, um tirano devastou o mundo e a única esperança é um ninja transformado em ciborgue. O jogo oferece uma aventura de ação e plataforma focada em velocidade e precisão que resgata e atualiza mecânicas clássicas da era 8 bits. Controles fluidos, grande variedade de desafios pelos estágios e um mundo construído com esmero resultam em uma experiência empolgante e muito divertida.

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Análise: Haven

O quão longe você iria para ficar com quem você gosta? Em Haven, dois jovens apaixonados fogem para outro planeta para ficarem juntos. Para sobreviver, eles vão precisar explorar, se apoiar um no outro e enfrentar aqueles que desejam separá-los. O jogo explora essa premissa em uma aventura que combina RPG, aventura e um pouco de sobrevivência, sempre prezando por sistemas descomplicados. Estas escolhas, em conjunto com uma ótima dupla de protagonistas, resulta em uma experiência envolvente e criativa. Continue Lendo “Análise: Haven”

Análise: The Pathless

Fluidez define The Pathless, o novo jogo do estúdio Giant Squid (de ABZÛ). Na pele de uma caçadora acompanhada de uma águia, tentamos livrar o mundo de um grande mal em uma jornada por uma vasta ilha. O seu maior destaque é o criativo e estiloso sistema de movimentação, que é amplamente explorado em uma aventura de progressão majoritariamente aberta. O jogo encanta com sua ambientação e beleza, mas várias limitações e elementos subdesenvolvidos impedem que todo o seu potencial seja alcançado. Continue Lendo “Análise: The Pathless”