Resenha: Perdido em Marte, de Andy Weir

“Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
Que fique registrado: não morri em Sol 6. O restante da tripulação certamente achou que eu tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu em Marte.”
E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em Sol 6, como todo mundo está achando.”

Marte é um planeta que emite uma aura de mistério, sendo fascínio da humanidade desde os tempos remotos. Sendo assim, é natural que ele seja o palco de várias tramas de ficção de todos os tipos. Perdido em Marte, como o nome sugere, é uma história de ficção científica sobre um astronauta que fica preso no planeta vermelho e faz de tudo para sobreviver. Com forte embasamento científico e praticamente nada de fantasia, esse livro me agradou principalmente por conta da trama interessante repleta de ótimos momentos. Continue Lendo “Resenha: Perdido em Marte, de Andy Weir”

Análise: Flinthook (Multi)

Flinthook, o novo título da produtora independente Tribute Games para PC, PlayStation 4 e Xbox One, em uma primeira olhada, pode se passar por um jogo da era 16 bits por conta do seu visual em pixel art e da sensação de aventura 2D arcade. Contudo, o título se destaca por conta de duas principais habilidades: o herói se movimenta pelos cenários com a ajuda de um gancho e consegue deixar a ação em câmera lenta. Isso, aliado a alta dificuldade e características do gênero roguelike, faz com que Flinthook seja uma experiência intensa e bem divertida.

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Persona 5 (PS3/PS4): primeiras impressões

Depois de muita espera e adiamentos, Persona 5 finalmente chegará ao PlayStation 3 e PlayStation 4. O quinto título da franquia da Atlus vem com a promessa de trazer uma trama profunda, personagens carismáticos, refinamentos nos sistemas e ótimas mecânicas. Joguei por volta de 18 horas da nova aventura no PS4 e gostei muito do que vi, confira o que me chamou a atenção nesse início.

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Nos ouvidos #5: Metric — Gold Guns Girls

Conheci Metric por acaso em algum site sobre música. Na época, a banda canadense estava lançando o álbum Fantasies, e vi o clipe de Gold Guns Girls, uma das faixas do disco. Depois de ouvir essa música, fui atrás de conferir mais composições deles. Continue Lendo “Nos ouvidos #5: Metric — Gold Guns Girls”

Resenha: O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu

Wang tirou o traje v. Depois de se acalmar um pouco, pensou mais uma vez que Três Corpos era uma tentativa deliberada de fingir ser apenas uma ilusão, embora na verdade possuísse alguma realidade subjacente. Em contrapartida, o mundo real diante de Wang havia começado a parecer complexo na superfície, mas na verdade muito simples, Qingming Shanghe Tu. (Pág. 124)

O Problema dos Três Corpos me deixou intrigado por conta de sua sinopse e até mesmo título. Sempre gostei de ficção científica, mas nunca tinha lido nada cujo o foco central fosse extraterrestres — decidi mudar isso lendo esse livro. A obra do chinês Cixin Liu é bem diferente do que eu imaginava, sem deixar de ser bem interessante e envolvente. Vencedora de prêmios como o Hugo, a obra foi um sucesso e será adaptada para o cinema em breve. Continue Lendo “Resenha: O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu”

Análise: Hollow Knight (PC)

Com ótimos visual e ambientação, este indie se destaca pela vastidão dos cenários e pelas ótimas mecânicas.

Hollow Knight é um metroidvania lançado para PCs (e futuramente Nintendo Switch) que, em um primeiro momento, chama a atenção com sua direção de arte única e bela. A fórmula básica do gênero está ali, porém bastam alguns minutos para perceber que o jogo traz conceitos interessantes e não muito explorados no estilo, como grande liberdade de exploração e combate desafiante. A combinação das características gera uma aventura que consegue ser imersiva e tensa, resultando em uma experiência única. Continue Lendo “Análise: Hollow Knight (PC)”

Análise: Persona Q: Shadow of the Labyrinth (3DS)

Etrian Odyssey e Persona se encontram nesse ótimo crossover que é o único jogo da franquia para consoles Nintendo.

Mesmo com a crescente popularidade da série, Persona não aparecia em consoles da Nintendo. Provavelmente, a Atlus sempre pensou que o ideal seria continuar produzindo jogos para os sistemas da Sony, afinal o público cativo estava concentrado neles. Contudo, a desenvolvedora estava enganada: um Persona para 3DS era um dos maiores desejos dos fãs. Por conta disso e do sucesso de Persona 4 Arena (PS3/X360), foi lançado Persona Q: Shadow of the Labyrinth para 3DS, que é um misto de spin-off e crossover. O mais curioso é que o jogo combina conceitos de Persona e da série de dungeon crawler Etrian Odyssey — e a mistura deu muito certo. Continue Lendo “Análise: Persona Q: Shadow of the Labyrinth (3DS)”

Análise: Tales of Berseria (PS4/PC)

Controle um grupo de anti-heróis em uma aventura repleta de ótimos sistemas e situações.

Tales of Berseria, o mais recente título da franquia de JRPGs para PS4 e PCs, quebra vários paradigmas da série. Em vez da tradicional jornada para salvar o mundo, o foco é uma trama de vingança repleta de personagens com motivações nada heroicas. Isso, em conjunto com um ótimo combate e muitos outros sistemas, resulta em uma aventura divertida e interessante. Continue Lendo “Análise: Tales of Berseria (PS4/PC)”

Resenha: O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin

—Quando você era garoto, pensava que os magos pudessem fazer qualquer coisa. Eu também já achei isso. Todos nós já pensamos isso. E a verdade é que, à medida que o verdadeiro poder de um homem cresce e seu conhecimento se amplia, o caminho que ele pode seguir fica cada vez mais estreito, até ele finalmente nada escolher, mas ter de fazer tão somente o que deve fazer. (Pág. 73-74)

Minha curiosidade por O Feiticeiro de Terramar surgiu por conta dele ser considerado um dos clássicos da fantasia e influência para muitas outras obras. Publicado pela primeira vez em 1968, o livro de Ursula K. Le Guin tem como foco a jornada de um mago por um mundo repleto de ilhas. Continue Lendo “Resenha: O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin”

Resenha: Ouça a canção do vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami

Infelizmente, só descobri muito depois que isso era uma armadilha. Tracei uma linha no centro de uma folha de caderno e escrevi no lado esquerdo tudo o que havia ganhado e no direito, o que havia perdido. No fim das contas, eu havia perdido tanto — coisas que eu havia abandonado, sacrificado, traído — que não tive espaço suficiente para terminar a lista.
Há um fosso profundo entre as coisas das quais gostaríamos de ter consciência e aquilo de que realmente temos. Nem a régua mais comprida conseguiria medir a profundidade desse fosso. O que eu posso registrar aqui é apenas uma lista. Não é um romance, nem literatura, muito menos arte. (Pág. 24)

Reagi com surpresa ao descobrir o lançamento de Ouça a Canção do Vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami. Sou fã do autor e lembro muito bem que em algum momento ele afirmou que não gostaria que essas duas novelas fossem relançadas por considerá-las sem polimento. Contudo, uma edição muito bonita e algumas opiniões favoráveis me fizeram conferir o livro. Continue Lendo “Resenha: Ouça a canção do vento & Pinball, 1973, de Haruki Murakami”