Resenha: Recursão, de Blake Crouch

“É intenso demais. Pior que a tortura da asfixia, mas igualmente fora de seu controle, porque não é uma lembrança que ele esteja buscando por conta própria. De alguma forma, está sendo projetada em sua mente, contra sua vontade, e lhe ocorre que talvez haja um motivo para nossas lembranças serem armazenadas com um ar nebuloso e desfocado. Talvez a abstração que as reveste sirva como um anestésico, um amortecedor que nos protege da agonia do tempo e de tudo que ele rouba e apaga de nossa vida.”

Conheci Blake Crouch por meio de seu livro Matéria Escura, o qual li em pouquíssimos dias por causa de sua trama interessante e excelente ritmo. Sendo assim, fiquei animado quando soube da existência de Recursão, seu segundo trabalho. Assim como a obra anterior, o novo livro usa um aspecto científico para criar uma história única de ficção científica misturada com mistério em uma narrativa ágil, em uma interpretação bem pensada de viagem no tempo. Continue Lendo “Resenha: Recursão, de Blake Crouch”

Minhas leituras favoritas de 2019

O meu ano de 2019 foi um pouco mais inconstante e muitas coisas aconteceram em ciclos — teve momentos que eu consegui me concentrar bem, em outros os hábitos sumiram quase que completamente. Isso se refletiu nas minhas leituras do ano, que tiveram grande variação: alguns livros eu li em dois dias, outros demorei semanas, e também tive períodos longos sem ler. Mas mesmo assim, milagrosamente, bati minha meta de 30 livros. Continue Lendo “Minhas leituras favoritas de 2019”

Meus jogos favoritos de 2019

Meu 2019 foi bem interessante e recheado de jogos. Sempre fui entusiasta de indies, logo boa parte dos mais de 60 títulos que tive a oportunidade de experimentar foram produzidos por equipes independentes. No entanto, felizmente, também consegui jogar algumas produções maiores, assim como alguns títulos de 2018 que eu tinha interesse (como God of War e Octopath Traveler).
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God of War: meu diário fotográfico da aventura

Confesso que nunca tive muito interesse nos jogos da série God of War com sua ação desenfreada e (supostamente) sem estratégia. No entanto, assim que vi o reboot da franquia para PlayStation 4 eu mudei de ideia: o título parecia interessantíssimo ao combinar narrativa, aventura, ação e RPG. Mais de um ano depois tive finalmente a oportunidade de experimentar God of War e me surpreendi — a nova aventura de Kratos é impressionante e imperdível.

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Nos ouvidos #20: Viratempo — Se Eu Soubesse

 

A banda paulista Viratempo me conquistou com seu som que remete à década de 1980 com sintetizadores e guitarras. A música do grupo tem uma pegada meio indie dreampop com composições de atmosfera etérea e misteriosa, sem deixar de contar com melodias marcantes ou dançantes.

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Minhas leituras favoritas de 2018

2018 foi um ano bem intenso e, para mim, passou num piscar de olhos. No campo das leituras, eu acabei lendo um pouco menos que no ano anterior, no entanto abri um pouco meus horizontes com alguns livros que eu nem sonhava em conferir. Continue Lendo “Minhas leituras favoritas de 2018”

Nos ouvidos #19: Grimes — We Appreciate Power

Grimes lançou “We Appreciate Power”, uma nova música três anos após seu último disco, Art Angels. Desde que ouvi a faixa pela primeira vez não consegui parar de ouvir. Continue Lendo “Nos ouvidos #19: Grimes — We Appreciate Power”

Análise: Persona 3: Dancing in Moonlight & Persona 5: Dancing in Starlight (PS4/PS Vita)

Uma das características mais marcantes da franquia de JRPGs Persona é a sua trilha sonora contagiante e muito bem produzida, sendo que cada título da série tem identidade musical própria. Pensando nesse detalhe e aproveitando a popularidade de Persona, a Atlus decidiu lançar spin-offs de ritmo baseado nos jogos da franquia. Persona 3: Dancing in Moonlight e Persona 5: Dancing in Starlight colocam os personagens de Persona 3 e Persona 5 para dançar ao som da música dos jogos. É fácil notar que os fãs de Persona são o público alvo desses títulos, porém uma jogabilidade divertida, trilha sonora notável e atmosfera estilosa os tornam acessíveis para todo tipo de público.
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Nos ouvidos #18: Mitski — Nobody

Mitski me conquistou com sua voz marcante: seu timbre é suave e firme ao mesmo tempo. O som da cantora é uma espécie de pop-rock com um toque de indie, sensação essa alcançada com o uso de guitarras e pianos nas músicas.

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Resenha: Kindred: Laços de Sangue, de Octavia E. Butler

“Fechei os olhos e vi as crianças fazendo a brincadeira de novo. —A facilidade me pareceu muito assustadora — falei. —Agora entendo por quê.
—O quê?
—A facilidade. Nós, as crianças… Não sabia que as pessoas podiam ser condicionadas com tanta facilidade a aceitarem a escravidão.” (Pág. 164)

O que aconteceria se uma mulher negra da década de 1970 fosse parar na época da escravidão? Essa é a premissa de Kindred: Laços de Sangue, uma das obras mais famosas de Octavia E. Butler. Racismo e escravidão são abordados em uma história intensa, cuja sensação de perigo constante é palpável. A narrativa ágil e a temática nada usual me prenderam do início ao fim. Continue Lendo “Resenha: Kindred: Laços de Sangue, de Octavia E. Butler”