Análise: Shantae: Half-Genie Hero (Multi)

O novo jogo da garota meio-gênio é bem bonito, porém vários problemas fazem com que a aventura não seja tão prazerosa.

A meio-gênio Shantae surgiu lá no Game Boy Color em um jogo simpático e excepcional para os padrões do portátil, mas como saiu no fim da vida do console poucos jogadores tiveram a chance de experimentá-lo. A desenvolvedora WayForward continuou produzindo títulos da franquia, todos eles para portáteis Nintendo (mesmo que os últimos tenham sido portados para outros sistemas), e a popularidade foi aumentando. Shantae: Half-Genie Hero é o primeiro jogo da garota completamente pensado para consoles de mesa e tem como maior destaque o visual elaborado. O novo título funciona como uma espécie de reinício da série e resgata alguns conceitos clássicos, ao mesmo tempo em que experimenta novas características. Continue Lendo “Análise: Shantae: Half-Genie Hero (Multi)”

Resenha: Coração de Aço, de Brandon Sanderson

“Eu sei, melhor do que qualquer outra pessoa, que não há heróis vindo nos salvar. Não há Épicos bons. Nenhum deles nos protege. O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.” (Pág. 21)

Estamos acostumados a ver muitas tramas em que pessoas normais tornam-se heróis depois de ganhar poderes especiais. Coração de Aço propõe justamente o contrário: o que acontece quando humanos recebem superpoderes e se tornam tiranos ao invés de heróis? A combinação de muita ação, ritmo ágil e conceitos interessantes resulta em um livro divertido e uma experiência muito prazerosa. Continue Lendo “Resenha: Coração de Aço, de Brandon Sanderson”

Análise: Hatsune Miku: Project Diva Future Tone (PS4)

O novo jogo de ritmo traz uma ótima experiência por conta da quantidade impressionante de músicas e das novidades nas mecânicas.

Cada vez mais jogos da Vocaloid Hatsune Miku têm sido lançados no Ocidente — no passado, a localização desse tipo de jogo era muito improvável. Hatsune Miku: Project Diva Future Tone, o novo jogo da franquia Project Diva para PlayStation 4, tem muitos motivos para ser o maior lançamento até o momento: mais de 220 músicas estão disponíveis. Pequenos ajustes e foco no modo de ritmo são os grandes destaques desse título.

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Resenha: Pedra no Céu, de Isaac Asimov

“—Para o resto da Galáxia, se é que notam a nossa existência, a Terra é apenas uma pedra no céu. Para nós é o nosso lar, e o único lar que conhecemos. No entanto, não somos diferentes de vocês dos mundos siderais; somos apenas mais desafortunados. Estamos apinhados em um mundo morto, imersos entre paredes de radiação que nos prendem, cercados por uma imensa Galáxia que nos rejeita. O que podemos fazer contra o sentimento de frustração que nos consome?” (Pág. 58)

Publicado em 1950, Pedra no Céu foi o romance de estreia de Isaac Asimov, conhecido escritor de ficção científica. Por conta da sinopse instigante e por gostar muito dos trabalhos do autor, resolvi conferir esse livro. Mesmo não sendo tão elaborado como outras obras do Asimov, Pedra no Céu é uma leitura interessante. Continue Lendo “Resenha: Pedra no Céu, de Isaac Asimov”

Análise: Potion Explosion

Gosto muito de jogos de tabuleiro com mecânicas únicas e complexas, tanto é que o denso Mage Knight Board Game ainda é o meu jogo analógico favorito de todos os tempos. Contudo, ultimamente, tenho preferido experiências mais leves e rápidas. Potion Explosion é um jogo que apresenta justamente esse tipo de proposta. Além de ser muito acessível, ele tem componentes muito convidativos, ótima direção de arte e mecânicas simples. O resultado é um jogo muito bonito e extremamente divertido.

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Minhas cinco leituras favoritas de 2016

2016 foi um ano de muitas leituras interessantes por vários motivos: conheci muita coisa legal, obras que fogem um pouco do padrão de história que sempre leio. Também consegui ler um pouco mais em relação ao ano passado, mesmo com vários momentos sem avançar em nenhuma leitura. Continue Lendo “Minhas cinco leituras favoritas de 2016”

Meus 10 jogos favoritos de 2016

Em um primeiro momento, pensei que joguei muita coisa em 2016, afinal não faltaram lançamentos. Mas depois que parei para observar e montar uma lista, e, na verdade, experimentei poucos jogos. Percebi que essa sensação veio do fato de eu ter jogado títulos diferentes e repletos de ótimas experiências.

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Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, de J.K. Rowling, Jack Thorne & John Tiffany

Lembro-me até hoje do dia em que comecei a ler Harry Potter e a Pedra Filosofal e como fui sugado para aquele universo. Acompanhei de perto os lançamentos e me tornei fã da série, fui crescendo acompanhando a história de Harry. Admito que a franquia de J.K. Rowling teve grande influência em meu gosto pela leitura, mas nunca fui fã fervoroso — principalmente pelo fato do meu gosto por literatura ter mudado com o passar dos anos. Foi com surpresa que recebi a notícia do lançamento da peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, que seria continuação direta do sétimo e último livro da série principal — fiquei me perguntando como o universo do bruxo funcionaria nos palcos. Mais surpreendente ainda foi o anúncio de que uma versão do roteiro da peça seria lançada em formato de livro. Continue Lendo “Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, de J.K. Rowling, Jack Thorne & John Tiffany”

À Noite Andamos em Círculos, de Daniel Alarcón

“Depois de um ano desanimador — um término de namoro, uma extensão de contrato num emprego desinteressante, os meses de frustração após uma formatura tanto almejada quanto temida —, Nelson ficou simplesmente extasiado com a notícia. Henry tinha razão: Nelson, aos quase vinte e três anos, tinha uma mochila cheia de roteiros, um caderno abarrotado de histórias manuscritas, uma cabeça cheia de cachos rebeldes, e parecia muito, muito mais jovem. Talvez tenha sido por isso que ele ganhou o papel — sua juventude. Sua ignorância. Sua maleabilidade. Sua ambição. A turnê começaria dali a um mês. E foi então que os problemas começaram.”

De tempos em tempos, gosto de ler alguma história mais densa e não necessariamente feliz. À Noite Andamos em Círculos, do peruano Daniel Alarcón, é justamente esse tipo de livro. Indicação de um amigo, o livro me conquistou com sua narrativa ágil, seus personagens bem construídos e sua trama simples, porém bem explorada. Continue Lendo “À Noite Andamos em Círculos, de Daniel Alarcón”

Resenha: Neuromancer, de William Gibson

“Ciberespaço. Uma alucinação consensual vivenciada diariamente por bilhões de operadores autorizados, em todas as nações, por crianças que estão aprendendo conceitos matemáticos… uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não espaço da mente, aglomerados e constelações de dados. Como luzes da cidade, se afastando…” (Pág. 77)

Neuromancer é um romance de ficção científica muito famoso por conta de sua ambientação complexa e por ser forte representante (ou até mesmo um dos precursores) do movimento cyberpunk. Mesmo sendo bem conhecido, eu ainda não tinha lido esse livro (principalmente por estar conhecendo melhor literatura de ficção científica só agora). Quando a editora Aleph lançou uma edição muito bonita, decidi conferir esse clássico.

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