Do Japão: E.X. Troopers

Lost Planet é uma série de jogos de tiro em 3ª pessoa da Capcom que se passa em um planeta gelado. A atmosfera é séria e tensa, pois está situada em um futuro fictício no qual os humanos estão em guerra com aliens que parecem insetos. Surpreendendo a todos, a desenvolvedora lançou em 2012 um spin-off da franquia chamado E.X. Troopers. O novo jogo para 3DS e PS3 abandonou praticamente todas as características de Lost Planet, tendo como resultado um jogo com trama juvenil e visual de anime. Mesmo com o sucesso, o título nunca foi lançado fora do Japão. Continue Lendo “Do Japão: E.X. Troopers”

Do Japão: Live a Live (SNES)

Por toda a história da humanidade, alguns padrões se repetem. A luta do bem contra o mal é recorrente, mesmo contando com representações diferentes. É essa a premissa de Live A Live, RPG de SNES da Squaresoft que nunca foi lançado fora do Japão. O game conta com sete histórias independentes, cada qual com características de narrativa e jogabilidade únicas, compartilhando entre si o sistema de batalha.  Continue Lendo “Do Japão: Live a Live (SNES)”

Do Japão: Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (DS)

Em 2008, a produtora nipônica Level-5 estava comemorando seu aniversário de dez anos e decidiu criar um novo projeto para a ocasião. Para isso, a empresa convidou o aclamado Studio Ghibli, conhecido principalmente por longas de animação, para contribuir na produção desse novo jogo. Dessa colaboração nasceu a série Ni no Kuni, que combina o expertise de RPGs da Level-5 e o visual detalhado das animações do Studio Ghibli. Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi (二ノ国 漆黒の魔導士, que pode ser traduzido como “Segundo País: O Mago Negro”), RPG lançado para Nintendo DS em 2010, foi o primeiro jogo da franquia. Infelizmente, o jogo nunca saiu do Japão.
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Do Japão: Front Mission: Gun Hazard (SNES)

Front Mission, série de RPG estratégico com grandes robôs, nasceu no SNES como boa parte das franquias que conhecemos atualmente. Infelizmente as versões de SNES não foram lançadas no Ocidente, como vários outros RPGs da Squaresoft. O videogame de 16 bits da Nintendo recebeu dois jogos da franquia, sendo Front Mission: Gun Hazard um spin-off de plataforma 2D que utilizou de maneira interessante as características-chave da série. Continue Lendo “Do Japão: Front Mission: Gun Hazard (SNES)”

Do Japão: Rudra no Hihou

Diz o ditado: “As palavras têm poder”. É justamente nessa premissa que é construído todo o sistema de jogo de Rudra no Hihou (ルドラの秘宝, literalmente “O Tesouro dos Rudras”). Neste curioso RPG de SNES, a magia é invocada por meio de mantras, palavras que evocam poderes místicos, sendo possível desferir feitiços com qualquer combinação de letras criada pelo jogador. Lançado em 1996 pela Squaresoft, Rudra é mais um caso de RPG que não saiu do Japão e que faz os jogadores lamentarem o fato da língua daquele país ser tão complicada. Por sorte, depois de muito trabalho, um grupo de fãs traduziu o jogo para o inglês. Continue Lendo “Do Japão: Rudra no Hihou”

Meus jogos japoneses preferidos de Super Nintendo

Eu lembro até hoje das minhas inúmeras horas de jogatina no Super Nintendo e dos seus jogos incríveis. Era muito divertido chamar os amigos para explorar o grande mundo de Super Mario World ou tentar avançar no Breath of Fire com domínio limitado da língua inglesa. Para mim, é um pouco assustador perceber que o console já completou 25 anos de existência — minhas memórias sobre ele ainda estão bem fresquinhas na mente. Continue Lendo “Meus jogos japoneses preferidos de Super Nintendo”

O Marinheiro Que Perdeu As Graças do Mar, de Yukio Mishima

Acabei lendo esse livro por acaso e fiquei bem intrigado com ele…

O Marinheiro Que Perdeu As Graças do Mar é a história de um garoto de treze anos que junto de um gangue de garotos de sua idade possuem um ódio pelo mundo adulto. Diante do enlace amoroso de sua mãe, uma viúva atraente, e um oficial da marinha mercante, os seus sentimentos se tornam mais obsessivos e trágicos.

A trama, numa primeira olhada, parece extremamente simples (e realmente é), mas a escrita de Mishima e o trio de personagens principais deixa tudo bem atraente. Fusako é a viúva que sente falta de um companheiro e tem uma vida regular desde a morte do marido; Ryuji é um marinheiro solitário que finalmente encontra em Fusako um motivo para ficar em terra; Noburu é um garoto introspectivo e que na verdade se sente superior aos adultos e suas regras, influenciado facilmente por falta da figura de um pai. Todos eles têm personalidades bem profundas e reflexões bem interessantes, sendo Noburu e sua ‘gangue’ o maior destaque.

O estilo de Mishima é bem descritivo e rebuscado: um simples pensamento pode se estender por 2 ou mais parágrafos. Em boa parte do tempo esse recurso é bom, só que em alguns momentos se torna algo meio cansativo. Notei também que o texto tem várias passagens autobiográficas, principalmente no que diz respeito à gangue de Noburu, já que Mishima teve uma vida bem conturbada. E existem também alguns momentos bem desconcertantes, por mais que necessários.

No fim das contas ‘O Marinheiro Que Perdeu As Graças do Mar’ não é um livro fácil de se recomendar. Um pouco cansativo e muito brutal (principalmente no final), só agrada quem realmente tiver disposto a relevar estas questões. Mesmo com tantas ressalvas achei que foi uma ótima leitura.

Memórias de uma Gueixa, de Arthur Golden


Girando com minha cabeça inclinada em certo ângulo eu podia estar indagando: “Onde passaremos o dia juntos, Presidente?” Estendendo meu braço e abrindo meu leque eu dizia como estava grata por ele ter me honrado com sua companhia. E quando fechava de novo o leque mais tarde naquela dança, eu estava lhe dizendo que nada na vida me interessava mais do que agradar a ele. (pág 165)

Bem, Memórias de uma Gueixa foi uma surpresa bem agradável. Eu não esperava nada dele e no fim acabei gostando muitíssimo.

Em Memórias de uma Gueixa acompanhamos a vida de Chiyo, garota que é brutalmente retirada de sua simples vila natal e é levada a Quioto para ser uma gueixa. Chiyo, que depois passa a ser Sayuri, passa por todo tipo de dificuldade enquanto alimenta um amor platônico que dura a vida toda. No fim Sayuri acaba se tornando uma das maiores gueixas de Quioto.

A história de Sayuri é extremamente interessante e apaixonante, principalmente pelo fato da protagonista ser extremamente carismática e verossímel. Sim, o foco é um tanto que no sofrimento, mas o que me fez ler mais e mais era querer ver Sayuri superar tudo. Outra questão que gostei muitíssimo foi conhecer todo o ritual por trás de uma gueixa, é algo repleto de tradição e excelência, ao mesmo tempo que leva a uma vida relativamente triste.

O único defeito fica por conta de alguns pontos um pouco extensos de maneira desnecessária, seria mais agradável se alguns trechos fossem mais curtos. E também gostaria que alguns termos tivessem explicação/tradução, por mais que a maioria deles sejam detalhados muito bem.

Por fim é uma história de amor muito bonita, um convite para conhecer melhor o incrível mundo das gueixas.