Resenha: Perdido em Marte, de Andy Weir

“Nem sei quem vai ler isto. Acho que alguém vai acabar encontrando. Talvez daqui a cem anos.
Que fique registrado: não morri em Sol 6. O restante da tripulação certamente achou que eu tivesse morrido, e não posso culpá-los. Talvez decretem um dia de luto nacional em minha homenagem e minha página na Wikipédia vá dizer: “Mark Watney foi o único ser humano que morreu em Marte.”
E, provavelmente, isso estará correto. Porque, sem dúvida, vou morrer aqui. Só que não em Sol 6, como todo mundo está achando.”

Marte é um planeta que emite uma aura de mistério, sendo fascínio da humanidade desde os tempos remotos. Sendo assim, é natural que ele seja o palco de várias tramas de ficção de todos os tipos. Perdido em Marte, como o nome sugere, é uma história de ficção científica sobre um astronauta que fica preso no planeta vermelho e faz de tudo para sobreviver. Com forte embasamento científico e praticamente nada de fantasia, esse livro me agradou principalmente por conta da trama interessante repleta de ótimos momentos. Continue Lendo “Resenha: Perdido em Marte, de Andy Weir”

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Resenha: O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu

Wang tirou o traje v. Depois de se acalmar um pouco, pensou mais uma vez que Três Corpos era uma tentativa deliberada de fingir ser apenas uma ilusão, embora na verdade possuísse alguma realidade subjacente. Em contrapartida, o mundo real diante de Wang havia começado a parecer complexo na superfície, mas na verdade muito simples, Qingming Shanghe Tu. (Pág. 124)

O Problema dos Três Corpos me deixou intrigado por conta de sua sinopse e até mesmo título. Sempre gostei de ficção científica, mas nunca tinha lido nada cujo o foco central fosse extraterrestres — decidi mudar isso lendo esse livro. A obra do chinês Cixin Liu é bem diferente do que eu imaginava, sem deixar de ser bem interessante e envolvente. Vencedora de prêmios como o Hugo, a obra foi um sucesso e será adaptada para o cinema em breve. Continue Lendo “Resenha: O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu”

Resenha: Pedra no Céu, de Isaac Asimov

“—Para o resto da Galáxia, se é que notam a nossa existência, a Terra é apenas uma pedra no céu. Para nós é o nosso lar, e o único lar que conhecemos. No entanto, não somos diferentes de vocês dos mundos siderais; somos apenas mais desafortunados. Estamos apinhados em um mundo morto, imersos entre paredes de radiação que nos prendem, cercados por uma imensa Galáxia que nos rejeita. O que podemos fazer contra o sentimento de frustração que nos consome?” (Pág. 58)

Publicado em 1950, Pedra no Céu foi o romance de estreia de Isaac Asimov, conhecido escritor de ficção científica. Por conta da sinopse instigante e por gostar muito dos trabalhos do autor, resolvi conferir esse livro. Mesmo não sendo tão elaborado como outras obras do Asimov, Pedra no Céu é uma leitura interessante. Continue Lendo “Resenha: Pedra no Céu, de Isaac Asimov”

Resenha: Neuromancer, de William Gibson

“Ciberespaço. Uma alucinação consensual vivenciada diariamente por bilhões de operadores autorizados, em todas as nações, por crianças que estão aprendendo conceitos matemáticos… uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não espaço da mente, aglomerados e constelações de dados. Como luzes da cidade, se afastando…” (Pág. 77)

Neuromancer é um romance de ficção científica muito famoso por conta de sua ambientação complexa e por ser forte representante (ou até mesmo um dos precursores) do movimento cyberpunk. Mesmo sendo bem conhecido, eu ainda não tinha lido esse livro,principalmente por estar conhecendo melhor literatura de ficção científica só agora. Quando a editora Aleph lançou uma edição muito bonita, decidi conferir esse clássico.

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Resenha: Guerra do Velho, de John Scalzi

— Em toda a nossa vida, aquele foi o único lugar no qual estivemos. Todos que conhecíamos e amávamos estavam lá. E agora estamos indo embora. Vocês não sentem um negócio?
— Empolgação — Jesse falou. — E tristeza. Mas não muita.
—Certamente, não muita — disse Harry. — Não restava nada a fazer lá além de envelhecer e morrer.
—Você ainda pode morrer, sabia? Afinal, está ingressando no serviço militar — comentei.
—Sim, mas não vou morrer velho — Harry retrucou. — Vou ter uma segunda chance para morrer jovem e deixar um cadáver boa-pinta. Isso vai compensar ter perdido a oportunidade da primeira vez. (Pág. 57)

Confesso que, inicialmente, me interessei por Guerra do Velho após ver sua bela arte de capa. O tema central — um exército interestelar no qual só é possível se alistar ao ter 75 anos — também parecia inusitado e fiquei curioso. Como gosto de ficção científica, fiz questão de conferi-lo logo. Depois de alguns poucos dias, terminei a leitura e até me diverti, contudo fiquei um pouco decepcionado. Continue Lendo “Resenha: Guerra do Velho, de John Scalzi”