Minhas leituras favoritas de 2018

2018 foi um ano bem intenso e, para mim, passou num piscar de olhos. No campo das leituras, eu acabei lendo um pouco menos que no ano anterior, no entanto abri um pouco meus horizontes com alguns livros que eu nem sonhava em conferir. Continue Lendo “Minhas leituras favoritas de 2018”

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Resenha: Os Braceletes da Perdição (Mistborn: Segunda Era #3), de Brandon Sanderson

“— As pessoas são como cordões, Steris — disse Wax. — Nós saímos deslizando, para um lado e para outro, sempre procurando algo novo. Faz parte da natureza humana descobrir o que está escondido. Há tanto que podemos fazer, tantos lugares aonde podemos ir. — Ele se ajeitou no assento, mudando o centro de gravidade, o que fez a esfera girar para cima. — Mas se não há limites, ficamos enrolados — disse ele. — Imagine mil desses cordões disparando pela sala. A lei está aí para nos impedir de barrar a capacidade de explorar de todos os outros. Sem lei não há liberdade. Por isso sou o que sou.
— E a caçada? — perguntou Steris, verdadeiramente curiosa. — Isso não lhe interessa?
— Claro que sim — disse Wax, sorrindo. — Isso é parte da descoberta, parte da procura. Descobrir quem fez. Descobrir os segredos, as respostas.
Havia, claro, outra parte, a parte que Miles forçara Wax a admitir. Havia certa raiva perversa dirigida aos que violavam a lei, quase uma inveja. Como essas pessoas ousavam escapar? Como ousavam ir aos lugares aonde ninguém mais podia ir?”

Eletrizante é uma palavra que eu usaria para resumir Os Braceletes da Perdição, o terceiro livro de Mistborn: Segunda Era. O autor Brandon Sanderson apostou em uma aventura repleta de ação e reviravoltas, sem deixar de desenvolver os personagens e o universo. O andamento excelente me prendeu de uma maneira impressionante, devorei rapidamente o livro — e já quero mais. Continue Lendo “Resenha: Os Braceletes da Perdição (Mistborn: Segunda Era #3), de Brandon Sanderson”

Resenha: As Sombras de Si Mesmo (Mistborn: Segunda Era #2), de Brandon Sanderson

“Não. Aradel estava com outras pessoas quando o sacerdote foi morto. Ferrugem!… A criatura estava deixando Marasi assustada, desconfiada de que qualquer um que encontrasse podia ser a kandra. Resolveu pegar uma xícara de chá, esperando que isso ajudasse a afastar de sua cabeça a imagem do pobre padre Bin pendurado na parede. Não se encontrava nem a meio caminho da mesa onde estavam as garrafas quando as portas do vestíbulo se abriram e Waxillium entrou.
As tiras de seu casaco ondulavam como as brumas, e seus passos poderosos incentivavam os policiais menos graduados a saírem do caminho. Como podia encarnar tão completamente tudo o que os policiais deveriam ser e não eram? Nobre sem ser arrogante, contemplativo e ainda assim proativo, inflexível, mas curioso. Marasi sorriu e correu atrás dele. Foi só quando chegaram à capela, com a grande cúpula de vidro e o padre morto pendurado no extremo oposto, que ela percebeu que tinha esquecido completamente o chá.”

A Liga da Lei, primeiro livro da série Mistborn: Segunda Era, me surpreendeu com ótimos personagens, trama bem pensada e muitas referências sutis à trilogia inicial. O primeiro volume me incomodou um pouco com a sensação de ser somente uma introdução a algo maior, já As Sombras de Si Mesmo, o segundo livro da Segunda Era, aprofunda os aspectos apresentados anteriormente e vai em uma direção que eu não esperava. Mais séria e mais sombria, a segunda aventura de Wax e seus amigos me prendeu com sua trama mais intrincada.

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Resenha: A Liga da Lei (Mistborn: Segunda Era #1), de Brandon Sanderson

“Havia uma emoção naquilo, no voo de um Lançamoedas. Era uma liberdade que nenhum outro alomântico conhecia. Quando ele dominava o ar, sentia a mesma empolgação que teve anos antes, quando partiu para arriscar a vida nas Terras Brutas. Desejava que estivesse usando seu casaco de bruma e que houvesse brumas ao redor. Tudo parecia funcionar melhor nas brumas. Diziam que elas protegiam os justos.”

A série Mistborn me conquistou com seu sistema de magia único, personagens cativantes e mundo bem construído. Depois de terminar a primeira trilogia, fiquei com muita vontade de revisitar esse universo criado por Brandon Sanderson. Para a minha sorte, o autor tinha mais planos para franquia. Mistborn: Segunda Era se passa 300 anos após as aventuras de Vin e Elend e tem como protagonista um vigilante chamado Waxillium Ladrian. A Liga da Lei, o primeiro livro dessa quadrilogia, traz uma história de ritmo bem diferente, com pegada steampunk, sem deixar de ser divertida. Continue Lendo “Resenha: A Liga da Lei (Mistborn: Segunda Era #1), de Brandon Sanderson”

Minhas cinco leituras favoritas de 2017

Surpreendentemente, consegui ler bem mais do que imaginava em 2017. O mais curioso é que meu ritmo variou bastante: em várias semanas li quase nada, já em outros momentos devorei livros em questão de dias.

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Resenha: Coração de Aço, de Brandon Sanderson

“Eu sei, melhor do que qualquer outra pessoa, que não há heróis vindo nos salvar. Não há Épicos bons. Nenhum deles nos protege. O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.” (Pág. 21)

Estamos acostumados a ver muitas tramas em que pessoas normais tornam-se heróis depois de ganhar poderes especiais. Coração de Aço propõe justamente o contrário: o que acontece quando humanos recebem superpoderes e se tornam tiranos ao invés de heróis? A combinação de muita ação, ritmo ágil e conceitos interessantes resulta em um livro divertido e uma experiência muito prazerosa. Continue Lendo “Resenha: Coração de Aço, de Brandon Sanderson”

Minhas cinco leituras favoritas de 2016

2016 foi um ano de muitas leituras interessantes por vários motivos: conheci muita coisa legal, obras que fogem um pouco do padrão de história que sempre leio. Também consegui ler um pouco mais em relação ao ano passado, mesmo com vários momentos sem avançar em nenhuma leitura. Continue Lendo “Minhas cinco leituras favoritas de 2016”

Resenha: Mistborn: O Império Final, de Brandon Sanderson

De algum modo, a sala pareceu ficar mais silenciosa. Mais tranquila. Vin encarou sua caneca com olhos distraídos e incomodados. Nascida da Bruma. Ela tinha ouvido as histórias, é claro. As lendas.
Kelsier e Dockson sentavam-se em silêncio, deixando-a pensar. Finalmente, ela falou.
– Então… o que tudo isso significa?
Kelsier sorriu.
– Significa que você, Vin, é uma pessoa muito especial. Você tem um poder que muitos altos nobres invejam. Um poder que, se você tivesse nascido aristocrata, a tornaria uma das pessoas mais letais e influentes do Império Final.
Kelsier inclinou-se para frente novamente.
– Mas, você não nasceu aristocrata, Vin. Não é nobre. Não tem que jogar sob as regras deles… e isso a torna ainda mais poderosa.

Eu não sabia ao certo o que esperar de Mistborn: O Império Final. As únicas coisas que eu sabia do livro é que ele era de fantasia de ficção, gênero que gosto muito, e que era o primeiro volume de uma série popular. O Império Final me surpreendeu muito com seu mundo, personagens e trama interessantes. Continue Lendo “Resenha: Mistborn: O Império Final, de Brandon Sanderson”