Video Games Live Brasil

Video Games Live

Ao contrário do que muita gente por aí videogame não é coisa “de criança”, muito menos música de videogame. E pra provar isso está aí o Vídeo Games Live. Vídeo Games Live é um concerto com músicas de jogos eletrônicos, com um jogo de luzes que lembra shows de rock e um telão exibindo vídeos dos jogos em questão.

Na turnê brasileira deste ano incluíram uma apresentação em Brasília, e eu como não sou bobo não deixei de participar. O VGL aconteceu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, achei ótima a estrutura do lugar (por mais que estacionar ali perto foi muito difícil, sem contar a poeira). O concerto em questão começaria às 19h, mas já a partir das 15h era possível entrar no lobby do local e conferir alguns jogos. Nesse ponto um problema: só estava disponível tvs ligadas com Guitar Hero II, uma mini lanhouse com uns 10pcs e 2 estações de um jogo de Fórmula 1 da Petrobrás. Achei isso muito fraco em comparação com RJ e SP, podiam ter trago mais coisas. Por fim era possível comprar uma camiseta do evento, um livreto com o programa do show (caríssimo, por sinal), posters e um boné.

Por volta das 18:30h foram abertas as portas do auditório aonde o show realmente iria ocorrer, boa parte das pessoas foram para seus lugares. Após um concurso de cosplay, começa então o VGL. É mostrado no telão um simpático vídeo de Pac-man e logo em seguida é tocado um medley de arcade/clássicos. Tommy Tallarico e Jack Wall se apresentam e o show continua. Martin Leung, conhecido por tocar músicas da série Mario com os olhos vendados tocou algumas músicas. Também houveram participações especiais: a banda 8bit tocando Metroid e Street Fighter e Lucas Vandanezi que tocou vários temas da série Mario no violão. Não vou entrar em detalhes sobre as músicas em questão, mas para mim os destaques foram Crono Cross, Beyond Good & Evil, Myst, Civilization e Metal Gear.

Ao contrário do que imaginei, o público se comportou mutíssimo bem, ficando quase que completamente calado durante as músicas. Tommy Tallarico se mostrou muito carismático e divertido, ficava fazendo a dança do siri o tempo todo (ele deve pensar que é uma dança comum e típica aqui no Brasil). Um ponto que ficou devendo foi não terem tocado Castlevania, enquanto tocaram Mario e Final Fantasy três vezes cada, realmente uma pena. Destaque para a imagem que ficou no telão durante o intervalo (“Video Games Live Act II is loading…”).

No fim foi um concerto muito memorável e divertido. Parece que ano que vem eles voltarão a se apresentar em Brasília, irei novamente com certeza. E fica provado o que Tallarico disse no começo do show, videogame também é arte.

Algumas fotos, por Roberto Berlim

O tempo não espera por ninguém

Toki wo Kakeru Shoujo

4 estrelas!

Não me lembro ao certo quando exatamente descobri Toki wo Kakeru Shoujo (algo como “a garota que conquistou o tempo”), mas lembro que foi procurando informações sobre Paprika. Não fiquei tão animado em vê-lo como o Paprika, mas era certo que eu iria assisti-lo…

Makoto é uma estudante que está tendo um dia muito ruim: acorda atrasada para a aula, acaba tendo um teste surpresa, causa um incêndio na aula de culinária. Quando pensa que está tendo um momento de paz, ela se encontra presa no laboratório de química da escola e acaba tropeçando em algo e consequentemente caindo. Nos segundos que duraram este tombo, Makoto tem uma estranha visão… Por fim ela consegue sair da sala e volta pra casa de bicicleta, só que Makoto sofre um acidente fatal. Mas algo incrível acontece: Makoto volta no tempo alguns segundos e assim consegue evitar sua própria morte. Ela descobre então que adquiriu uma habilidade chamada “salto no tempo”, habilidade essa que lhe permite voltar no tempo. Makoto começa a utilizar este poder da maneira que bem lhe convém… Mas será que ela é capaz de aceitar as conseqüências do uso desse poder?

A essência da história pode parecer um pouco genérica e batida, mas a execução da trama se revela bem original. Cada personagem tem uma personalidade única, mas ao mesmo tempo muito próxima da realidade, fazendo com que muitos se identifiquem com os mesmos. O trio principal apresenta muito carisma, se sobressaindo em relação aos outros personagens. Na parte técnica, Toki wo apresenta lindos e detalhados cenários, como é de se esperar de qualquer longa-metragem de animação japonesa. O traço dos personagens é simplista, aproximando com a realidade do mundo. Para acompanhar a história, belas melodias ao piano foram utilizadas, dando um ar simples e único ao filme

Por fim, o que mais me impressionou e cativou foram as cenas finais, repletas de emoção e imprevisibilidade, por mais que alguns pontos do desfecho fossem completamente previsíveis. A mensagem em que a história foi montada também é muito interessante, assim como a maneira que foi trabalhada

Toki wo Kakeru Shoujo é um ótimo drama, com algumas pitadas de comédia e romance. E fica no ar a reflexão: você está utilizando bem o seu tempo?

Tem alguém rindo dentro do armário: Anja Garbarek

Anja Garbarek

Não ignore sinais. Se algo insiste em aparecer pra você este algo pode ser algo bom, dê uma chance. Foi isso o que aconteceu comigo: na minha dashboard do last.fm sempre tinha um nome na minha lista “artistas recomendados” e eu não dei muita atenção, por mais que o nome fosse diferente. Até que um dia dei atenção e encontrei Anja Garbarek.

Anja Garbarek nasceu em 1970 na Noruega e é filha do famoso saxofonista Jan Garbarek (ele é tão famoso que nunca ouvi falar dele). Seu primeiro álbum, Velkommen inn, não fez tanto sucesso assim, mesmo recebendo críticas positivas. Anja começou a ter mais reconhecimento com seu segundo álbum, intitulado Balloon Mood. Foi seu primeiro álbum totalmente em inglês e foi lançado em outros países além da Noruega. Após Balloon Mood, Anja lançou mais três álbuns, sendo que um deles é a trilha sonora do filme Angel-a.

A música de Anja é definitivamente trip-hop. Trip-hop, como o nome sugere, coloca quem está ouvindo numa viagem, num passeio em um mundo paralelo. Com sons ousados e diferentes, Anja passeia por vários estilos, sempre valorizando o diferente, sem exagerar, lembrando em boa parte canções do mundo pop. Brincando com as palavras, Anja fala de tudo em suas músicas: a inquietude do amor, as maravilhas da incerteza, as loucuras pessoais diárias.

Na procura pelo diferente Anja Garbarek é mais um ótimo achado. Quem se arrisca em ouvir o som dessa norueguesa acaba encontrando um mundo diferente, uma dimensão paralela.

Vídeos: The Last Trick, Beyond my control, Something Written, I.C.U., Picking up pieces, Stay tuned, Big Mouth

Livros felizes

Como fui indicado pelo Luciano na tal da corrente do bem (versão livros), aí estão as minhas cinco indicações.

Se um viajante numa noite de invernoSe um viajante numa noite de inverno
por Italo Calvino

Você, Leitor, acaba de comprar o novo e esperado romance de Italo Calvino: Se um viajante numa noite de inverno. Começa a lê-lo, está gostando muito. Infelizmente o seu exemplar está com problema a partir da página 32, a partir dali o livro repete o primeiro capítulo até o final. Você, então, volta à livraria e troca o livro. Acontece que você recebe um livro totalmente diferente do primeiro. Você gosta muito do livro, mas este também apresenta um problema e você volta à livraria para trocá-lo… É sobre a premissa de encorajar o leitor a encarnar o protagonista da história que Se um viajante numa noite de inverno começa. O leitor aparentemente não consegue ler nenhum livro até o fim… Ítalo Calvino faz uma crítica à indústria de best-sellers, enquanto apresenta ao leitor variados estilos literários.

Depois daquela viagemDepois daquela viagem
por Valéria Piassa Polizzi

Depois daquela viagem é uma pequena-pseudo-auto-biografia. Valéria conta como a sua vida mudou após contrair o vírus da AIDS aos 16 anos. É um livro bem adolescente e descontraído, sobre coisas que acontecem com boa parte das pessoas nessa fase da vida. O que diferencia de outros livros do gênero é o fato de Valéria ser portadora do HIV e dela mostrar que é possível viver normalmente com esta doença.

O Diabo veste PradaO diabo veste prada
por Lauren Weisberger

Andrea Sachs é uma garota recém-formada que consegue o emprego dos sonhos (um emprego que qualquer garota daria a vida para ter) como assistente de Miranda Priestly, poderosa editora da revista de moda Runaway. O único problema é que Miranda Priestly é um verdadeiro demônio e transforma a vida de Andrea em um verdadeiro inferno. O Diabo é uma comédia muito divertida e descontraída, não há quem não sinta ódio por Miranda diante de suas absurdas tarefas. Não se deixe levar pelo mediano filme, que remete a muito pouco da diversão do filme.

DráculaDrácula
por Bram Stoker

Inspiração de muitas releituras sobre o famoso Conde Vampiro, Drácula mostra os resultados da influência de Conde Drácula sobre Jonathan Haker e seus amigos. A principal característica de Drácula é que a história é contada através de diários, cartas e memorandos dos personagens envolvidos, proporcionando variados estilos de narrativa. Por fim conta com um alto grau de detalhamento, fazendo que o leitor sinta-se imerso no universo de Drácula.

O Mundo de SofiaO mundo de Sofia
por Jostein Gaarde

Sofia Amundsen é uma garota de 15 que mora na Noruega com sua mãe. Sofia vive uma vida normal até começar a receber misteriosas cartas com perguntas como “Quem é você?” e “De onde vem o mundo?”, assim como cartões endereçados a uma garota chamada Hilde Møller Knag. Por fim Sofia acaba recebendo um curso de filosofia e começa a ter aulas com um filósofo chamado Alberto Knag. Basicamente é um livro educativo, mas conta também com uma misteriosa (se não também bizarra) história entre as “aulas”. O Mundo de Sofia é uma ótima e divertida maneira de aprender alguns conceitos de filosofia aplicados à vida de uma jovem garota.

Como a minha blogesfera é reduzidíssima, por ora não vou indicar ninguém. Mas se algum dos meus 3 leitores, além do Luciano, desejar citar 5 livros pode faze-lo nos comentários =]

Paprika: sonhos temperados

Paprika2

4estrelas

Chiba Atsuko, uma psicoterapeuta, e Okita Kosaku, um cientista, criaram em conjunto com a sua equipe um impressionante aparelho chamado DC-mini. Com este aparelho é possível entrar nos sonhos dos pacientes para facilitar o tratamento dos mesmos. Os primeiros DC-mini criados são somente protótipos, sendo utilizados com cautela, pois é possível destruir a personalidade dos pacientes caso algo errado seja feito. O problema começa quando alguns desses DC-mini são roubados e logo em seguida os integrantes da equipe de desenvolvimento começam a serem atacados em seus sonhos. Dra. Chiba então passa a investigar quem está por trás destes ataques assumindo a forma da bela Paprika, correndo contra o tempo para evitar que os problemas tomem proporções ainda maiores.

Paprika é um passeio na mente dos personagens da trama. Dúvidas, problemas e lembranças são mostradas através de cenas repletas de simbolismos e detalhes. Por mais que não pareça, Paprika1boa parte dos personagens tem personalidade rica e complexa, que são exteriorizadas ao máximo nos sonhos. É necessária muita atenção para entender o que realmente se passa, o que realmente cada personagem sofre ou pensa.

Algo muito legal em Paprika é a maneira que a história é contada, ora na realidade, ora nos sonhos. Chega um momento que estes dois mundos parecem estar (ou realmente estão) sobrepostos, ficando difícil distinguir o que é sonho e o que é real, trazendo assim várias cenas interessantes. A trama é simples, sua conclusão mais ainda. Os mais atentos conseguirão perceber com certa facilidade quem está por trás dos ataques investidos contra a equipe. Outro ponto interessante são referências ao mundo da Psicologia e Mitologia, como o momento em que Paprika se transforma em uma fada com asas de borboleta (que representa a alma e a liberdade do corpo).

A arte é simplesmente incrível. O traço dos personagens tem um certo ar surreal (como o Dr. Shima), Paprika3ao mesmo tempo que são belos. Os cenários apresentam detalhamento absurdo e cores muito vivas e fortes. Destaque para o desfile estranho que acontece nos sonhos dos personagens. A trilha sonora é composta de poucas músicas, mas consegue dar o ar necessário ao filme. São canções que apelam mais para o estilo eletrônico e psicodélico, adicionando ainda mais à atmosfera surreal do filme. As duas músicas mais tocadas no filme grudam na cabeça com facilidade.

Paprika não é tão fácil de ser digerido. Muitos não irão gostar, dizendo que é muito confuso ou bagunçado. Já acho que este foi um fator decisivo para eu gostar muito do filme: é bem surreal, diferente. Como era de se esperar, assistir mais de uma vez ajuda a entender melhor o que se passa, assim como os motivos de cada personagem.

Enfim, Paprika é um ótimo tempero para a mente.

Jem: mistura agradável

 

Jem

Jem foi meu primeiro achado (de vários) no last.fm. Estava ouvindo a rádio artistas similares à Imogen Heap e uma faixa de 30 segundos tocou. Gostei muito, mas infelizmente eram somente 30 segundos… Fui atrás pra descobrir quem cantava e a encontrei. E não me arrependo.

Natural do País de Gales, no Reino Unido, Jem começou a cantar e escrever aos treze anos. Anos depois, enquanto fazia sua faculdade de direito, trabalhou como uma “DJ agent” promovendo discotecas e outros lugares do gênero. Por fim Jem largou tudo e montou um estúdio móvel, produzindo então quatro músicas demo que deram começo a sua carreira.

Seu estilo musical é difícil de definir: é uma mistura de vários gêneros, indo do pop, passando pelo reggae e indo até trilhas sonoras e trip-hop. Sua voz também é outra característica de difícil definição, é algo incomum, lembra sussurro, algo suave. É comum em suas canções experimentar artifícios como vocais e sons mais incomuns, mas nada muito exagerado.

Todas estas características podem ser comprovadas em Finally Woken, seu primeiro e único álbum até o momento. Composto de doze canções, o álbum apresenta uma grande diversidade musical. Temos a pop Just a ride, a rock 24, a reggae Save Me, a experimental They. As letras vão de coisas do cotidiano a questionamentos sobre regras, não sendo nem tão profundas e nem tão tolas.

Por mais que caracterize uma cantora meio ame-ou-odeie, Jem oferece um pouco pra todos, já que mistura vários estilos. Será que ela te agrada?

Clipes: They, Just a ride 

Vuduuu necessário

Volta

4estrelas

Ainda lembro como conheci a Björk: um colega louco pseudo-suicida me falou “Já que você gosta de Enya você vai gostar de Björk”… Hmmm, e lá fui eu. Comecei com Pagan Poetry, achei meio estranho, mas acabei gostando. Em seguida caí em Pluto, achei horrenda quando ouvi (e hoje é uma das minhas favoritas). Quando dei por mim já era fã dela. Fã só de mp3, até que agora estou tendo oportunidade de comprar os álbuns dela, e é aí que Volta, o novo álbum da Björk, entra na história.

Eu nem pretendia compra-lo por causa do abusivo preço de lançamentos no Brasil, mas acabei ouvindo algumas faixas como Earth Intruders e Innocence…. Apaixonei. E pra minha sorte consegui o álbum por somente 28 dinheiros.

O conjunto justifica o preço: a versão brasileira do álbum é bem simples. Enquanto a versão americana/inglesa é em embalagem digipack recheada de fotos e extras, com a björk-pezão-maçã-mclanche-feliz na capa, a versão brasileira tem um encarte simplíssimo (uma folha somente, com a letra de todas as músicas em fonte minúscula) e a björk-fogo-da-loucura na capa (o que deixou muitos fãs indignados, mas eu gostei). Realmente uma pena que os encartes sejam simples e a capa diferente, mas pelo menos o álbum foi lançado no Brasil.

O álbum em si é composto de 10 canções que vão de batidas africanas aos ritmos meio industriais e batidas techno. Gostei muito de Earth Intruders, Wanderlust, Innocence, I see who you are, Hope e Declare Independence. E odiei Vertebrae by Vertebrae, The Dull Flame of Desire e Pneumonia.

Por mais “pop” que o álbum seja em relação ao seu ultimo trabalho (Medulla), ele ainda vai assustar os ouvintes mais “comuns”. Mesmo não tendo a “variedade” dos trabalhos anteriores, Volta é delicioso.

Ouça um trecho de Earth Intruders, música que dá nome ao post, aqui

3007

Para quebrar esses tantos posts de animes, fiz duas mini-análises de dois filmes que vi recentemente:

300

 

4estrelas

O Império Persa quer tomar a cidade de Esparta a força. Mas Leônidas, rei de Esparta, não vai deixar isso acontecer. Como não teve a benção dos anciões da cidade, Leônidas vai enfrentar o exército Persa somente com sua guarda pessoal composta de 300 soldados. E pronto, não tem mais história.

300 é basicamente um épico de ação, a história é mínima. Tem uma side-story da mulher do Leônidas tentando ajuda-lo, mas são cenas totalmente inúteis e sem graça. Boa parte do filme é somente lutas, sendo essas muito bem coreografadas e repletas de efeitos como câmera lenta. Outro destaque do filme é sua fotografia, é belíssima e dá um ar totalmente único ao filme. A trilha sonora me pareceu inconsistente, ora são belas canções orquestradas, ora são músicas com arranjos de guitarra (que me lembraram a trilha sonora do jogo Prince of Persia na hora…). Algo interessante é que o filme retrata bem que tipo de cidade era Esparta: um lugar machista e perfeccionista, aonde os fracos e defeituosos são descartados. Não sei se realmente Esparta era mais ou menos do que foi retratado no filme, mas deu para observar esse ponto.

No mais é um ótimo filme-pipoca. Muito sangue, violência e luta. Pena que infelizmente não passa disso. O problema é que fui assisti-lo com uma expectativa muito alta e acabei me decepcionando um pouco.

007 Cassino Royale

 

2estrelas

Nunca consegui assistir um filme de James Bond até o fim, então decidi me esforçar e tentar acompanhar um deles até o fim. Pena que não foi uma experiência boa.

007 Cassino Royale é a primeira história de Bond como 007. Após se tornar um agente 00, Bond precisa ganhar um torneio de Pôquer e impedir que um banqueiro de organizações terroristas do mundo todo ganhe esse torneio e consequentemente o dinheiro.

A história é contada de maneira muito confusa. É possível que se chegue até a metade do filme sem entender muito bem o que se está passando. A fotografia e trilha sonora não oferecem nada de muito interessante, somente o básico e tornando-se praticamente esquecível. Para quebrar um pouco a monotonia foram colocadas algumas poucas cenas de ação, que sofrem muito, acredito eu, por causa da censura. A atuação do elenco também não chama muita atenção.

Ao fim do filme tive a sensação de ter visto algo feito especialmente para fãs. Acabei decepcionado e frustrado.

Contratantes e robôs com brocas

Após uma temporada com altos (Code Geass) e baixos (Busou Renkin), conferi alguns animes da nova temporada que teve início no começo de Abril. Na verdade peguei só duas séries: Tengen Toppa Gurren-Lagann e Darker Than Black. E não me arrependo das escolhas. Vou comentar o que vi no primeiro episódio de cada uma das séries.

Tengen Toppa Gurren-Lagann

 

Em uma vila subterrânea aonde todos acreditam que não existe mundo na superfície vive Simon, garoto que trabalha na escavação a fim de expandir a vila. Um dia ele encontra uma pequena broca e decide usa-la como cordão. Logo após isso, Simon encontra Kamina, rapaz que acredita que tem um mundo além do teto da vila, que tenta sem sucesso ir para a superfície. Após pequena confusão um robô gigante cai do teto e junto com ele vem Yoko, jovem e misteriosa (ou seria “espetaculosa”? hehe) garota que estava perseguindo o robô. Fugindo do robô gigante Simon encontra então um robô que pode ser ligado com a broca encontrada anteriormente. Com a ajuda de Kamina e Yoko, Simon consegue derrotar o robô gigante e os três conseguem escapar para a superfície, aonde a verdadeira aventura começa.

Tudo isso acima acontece no primeiro episódio e de forma muito boa. Muitas cenas de ação e comédia, com animação fluída e de qualidade. Os personagens são muito carismáticos, principalmente o doidão Kamina. A música não me chamou muita atenção, mas gostei muito do tema de abertura. Não foi dada nenhuma dica de como a história será desenvolvida, mas é possível prever que ela pode tomar rumos imprevisíveis. No fim parece uma série muito promissora, com muita ação e comédia.

Darker Than Black

 

Em Tokyo várias pessoas conhecidas como “Contratantes” aparecem logo após o surgimento de um estranho lugar chamado de “Portão do Inferno”. Estes Contratantes possuem poderes sobre-humanos e estão cometendo crimes brutais, enquanto disputam algo entre si. Paralelamente as autoridades tentam ocultar tudo isso das pessoas normais. A história gira em torno de Hei e seu grupo, que estão atrás de algo.

A história é meio nebulosa, mas ao mesmo tempo muitíssimo interessante. Esse primeiro episódio foi um tanto quanto parado, no mais introduzindo os personagens, mas longe de ser um episódio ruim. Tudo nesse anime é bem produzido: a arte é muito boa, assim como a trilha sonora (da mesma compositora de Cowboy Bebop) e animação extremamente fluída, o que constrói uma atmosfera muito boa. Gostei muito das músicas de abertura e encerramento, mas achei as animações que as acompanham muito simples. Outra coisa que estão comentando por aí é que será um anime “episódico”, com uma história separada a cada dois episódios. Tendo uma história correndo por trás não tem muito problema. É uma serie que tem tudo pra se tornar famosa, tem todos os ingredientes para isso.

Acho que foi um bom começo. Com isso agora só faltam Paprika e Baccano! pra completar a minha lista “to see” dessa temporada =]

Troca não tão equivalente

3estrelas

Após muito tempo de espera e especulações finalmente o mangá de Fullmetal Alchemist foi lançado no Brasil pela Editora JBC e está atualmente na 5ª edição. Infelizmente essa espera não foi tão bem recompensada.

Fullmetal Alchemist conta a história dos irmãos Edward e Alphonse Elric, em um mundo que a alquimia é uma ciência que faz parte da vida das pessoas. Edward e Alphonse executaram a alquimia proibida: a transmutação humana. Com isso Alphonse perdeu todo o seu corpo e Edward perdeu uma das pernas e um dos braços (utilizado como troca para fixar a alma de seu irmão em uma armadura). Agora os dois andam pelo mundo de Amestris à procura da Pedra Filosofal, item que os dois acreditam que os ajudará a recuperarem seus corpos originais.

A trama do mangá gira inicialmente sobre as aventuras dos irmãos Elric. Muitos temas interessantes como vingança, religião e ética são abordados. Alguns podem não se interessar pela história de início, pois as duas primeiras edições são somente uma apresentação dos protagonistas e do mundo da alquimia. Diferentemente da versão anime, o mangá tem um ritmo mais rápido e trama bem mais desenvolvida, com muito mais personagens e pontos importantes. O traço é um tanto quanto simples, oscilando entre momentos muito bons e outros muito fracos, mas no geral cumpre o seu papel.

O problema da versão brasileira foi o tratamento que a editora JBC deu ao mangá. São edições quinzenais, sendo que estas representam metade de uma edição original japonesa. A adaptação é fraquíssima e cheia de gírias, descaracterizando a personalidade de alguns personagens. A edição também não é das melhores, contando com quadrados brancos e feios em volta de alguns dos nomes dos capítulos. A qualidade do papel é bem menor em comparação com outros títulos de meia edição da editora como XXXHOLiC e Tsubasa Reservoir Chronicle. Para completar o terror cada edição custa absurdos R$6,90, totalizando R$13,80 mensais. Felizmente a partir da terceira edição a qualidade da adaptação e edição melhorou muito, mas ainda não explica o preço abusivo.

Fullmetal Alchemist tem uma ótima história, que é melhor que a do anime. O preço salgado atrapalha muito, mas se você tiver algum (algum nada, muito) dinheiro sobrando é um ótimo investimento.