A Bússola de Ouro, de Philip Pullman

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“The witches have talked about this child for centuries past,” said the consul. “Because they live so close to the place where the veil between the worlds is thin, they hear immortal whispers from time to time, in the voices of those beings who pass between the worlds. And they have spoken of a child such as this, who has a great destiny that can only be fulfilled elsewhere – not in this world, but far beyond. Without this child, we shall all die. So the witches say. But she must fulfill this destiny in ignorance of what she is doing, because only in her ignorance can we be saved. Do you understand that, Farder Coram?”

“No”, said Farder Coram, “I’m unable to say that I do.”

“What it means is that she must be free to make mistakes. We must hope that she does not, but we can’t guide her. I am glad to have seen this child before I die.” (pag 154)

Sempre me interessei por A Bússola de Ouro. Depois de assistir a adaptação cinematográfica fiquei extremamente curioso sobre o livro, mas acabou que nunca consegui lê-lo. Só agora, anos depois, tive a oportunidade de conferir. Continue Lendo “A Bússola de Ouro, de Philip Pullman”

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Impressões: Kid Icarus: Uprising

Minha relação com Kid Icarus: Uprising foi bem oscilante: no anúncio do jogo fiquei maravilhado e empolgado, mas conforme as informações foram sendo liberadas eu fui desanimando (como assim usar praticamente somente um botão do 3DS?). Mas aí a Nintendo começou sua campanha massiva e fui ficando animado, até que finalmente me rendi e não me arrependo nada.

O jogo é basicamente um shooter 3D dividido em dois momentos: batalha aérea estilo Sin & Punishment e shooter em terceira pessoa no solo (com uma batalha contra um chefe no final do estágio). Continue Lendo “Impressões: Kid Icarus: Uprising”

Impressões: Tales of the Abyss

Sempre gostei da série de RPGs “Tales of”. Infelizmente boa parte deles ou não sairam do Japão (Tales of Rebirth, por exemplo) ou sairam para consoles que eu não tive (os jogos de Playstation 2). Foi surpresa então quando a Namco anunciou um port para 3DS de Tales of the Abyss, lançado originalmente para Playstation 2 e considerado um dos pontos altos da série. Mais surpresa ainda foi ver que o jogo foi anunciado para o ocidente. Ótimo pra mim, finalmente tenho a oportunidade de jogá-lo. Sendo assim minhas impressões não levam tanto em conta o fato de ser um port.

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Gostei:

Um jogo que envelheceu bem: Mesmo sendo um jogo de 2006, Tales of the Abyss ainda é um jogo relativamente bonito, ainda mais numa tela pequena. Os modelos e texturas são razoáveis e os efeitos de luz são legais. A taxa de frames é estável e tem vários detalhes legais pelos cenários (salvo o mapa mundi tosco).

Personagens: Os personagens são bem carismáticos e é fácil se identificar com eles. As situações são bem divertidas e a história flui bem, por mais que não foge muito do estereótipo de JRPG. E um milagre nesse tipo de jogo: a dublagem é competente, muito melhor que outros RPGs por aí.

Batalha: A série Tales sempre teve como destaque o sistema de batalha e nesse caso não é excessão. Tales of the Abyss usa um sistema melhorado da batalha do Tales of Symphonia (Gamecube), sendo que a adição mais significativa foi a possiblidade de andar livremente pelo campo de batalha. Outra característica exclusiva que gostei muito foi o Field of Fonons, áreas elementais no campo de batalha que alteram as técnicas utilizadas dentro delas.

Música: Ah, eu sou fã do Motoi Sakuraba… logo gostei muito da trilha sonora até agora. Anos luz melhor que a de alguns Tales recentes (sim Tales of Vesperia, pensei em você mesmo). Minha favorita é “The Arrow Was Shot”, o tema de batalha (e também é um dos meus temas de batalha favoritos de toda a série).

Não gostei:

Efeito 3D: Ser um port não significa que tem que ter um efeito 3D mediano, mas a Namco não entendeu isso. O efeito é até ok na maior parte do tempo, mas é comum ver imagens duplas. Lugares óbvios como menus não usam o efeito e ativar o 3D afeta levemente a saturação das cores. Mas o pior mesmo é quando você entra em alguma batalha: assim que você toca um inimigo a tela “quebra” como um vidro, nesse momento o 3D é desligado bruscamente e dá uma sensação estranha nos olhos… Será que eles queriam que fosse tão realista ao ponto de você sentir cacos de vidro nos olhos? (hehehe) Mas mesmo assim eu prefiro jogar com o 3D ligado.

Somente um port: Mais uma vez a Namco foi preguiçosa e não adicionou nenhum conteúdo extra. Além do efeito 3D mediano, melhora nos tempos de loading (parece que na versão de PS2 eles eram horríveis) e adaptação dos controles (a tela de toque pode ser utilizada para atalhos de técnicas nas batalhas), nada mais foi alterado. Para mim não é algo tão negativo já que nunca tinha jogado a versão original, mas o jogo não oferece atrativos para quem já terminou no PS2.

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No mais Tales of the Abyss é uma excelente escolha para os donos de 3DS que gostam de RPGs, mesmo que não seja um jogo completamente novo. Inclusive é até melhor que alguns Tales mais recentes (*cof cof* Tales of Vesperia *cof cof*). Felizmente o jogo não envelheceu muito e tem muito conteúdo, oferecendo no mínimo umas 40h de jogo. Recomendado :]

Análise: Sakura Samurai: Art of the Sword

E a safra de bons jogos de eShop continua. Depois do excelente Pushmo e do bom Mighty Switch Force, o próximo destaque foi Sakura Samurai: Art of the Sword.

Em Sakura Samurai controlamos um jovem samurai que tem como missão resgatar a princesa Cherry Blossom, princesa esta que foi capturada por um lorde maligno. O importante aqui é esquecer outros jogos de samurai como Sengoku Basara, onde a ação é desenfreada e os personagens fazem ataques incríveis. Precisão e simplicidade são os principais objetivos em Sakura Samurai. A jogabilidade consiste em basicamente atacar no momento certo e somente quando necessário. Para isso é importante observar os ataques inimigos, esquivar e em seguida atacar. É um conceito simples, mas na prática é bem mais difícil do que parece e morrer é algo que acontece muito. A dificuldade é crescente: conforme avança novos inimigos com diferentes armas e padrões de ataque mais complexos vão aparecendo. Ao menos é possível utilizar itens que ajudam no combate.

Existe um incentivo para que todos os ataques sejam executados de forma perfeita: a cada movimento de esquiva executado com sucesso o jogador ganha um Precision Point, pontos estes que podem ser trocados por dinheiro. Quanto mais pontos acumulados maior é a recompensa, mas basta somente um erro para que todos os pontos sejam perdidos. Claro que é possível simplesmente ficar esquivando interruptamente para acumular pontos de precisão rapidamente, mas ao abusar da esquiva os inimigos ficam irritados e passam a ser bem mais agressivos, aumentando drasticamente a chance de cometer um erro e perder todos os pontos.

O jogo é dividido em fases curtas, nas quais é necessário derrotar um ou mais grupos inimigos para avançar. Existem também cidades que oferecem alguns serviços como lojas de itens, hotel (para recuperar a energia e salvar o progresso) e ferreiro (afia e melhora o corte da espada). Nas cidades é possível jogar alguns minigames que também envolvem atacar com precisão, sendo possível ganhar alguns itens e ataques especiais no processo. No fim de cada área está o castelo do lorde maligno da região, nestes castelos enfrentamos vários grupos de inimigos e um chefe no final. Os chefes oferecem um desafio considerável com padrões de ataques bem mais difíceis de entender e escapar.

Tecnicamente Sakura Samurai não é um jogo muito excepcional. Os graficos são medianos, lembrando jogos de algumas gerações atrás com modelos e texturas simples, sendo um exemplo claro o horrível mapa… ao menos o jogo usa de profundidade de campo para ajudar a esconder esses defeitos. Os cenários não têm muita variedade, não passam de grandes espaços vazios com inimigos espalhados, com pedras ou grama espalhados ocasionalmente. O efeito 3D é até bom, com alguns efeitos interessantes como pétalas de cerejeira caindo dos inimigos derrotados e objetos quase que saltando para fora da tela, mas o principal uso continua sendo a sensação de profundidade. A música é bem agradável e tem como tema o Japão feudal, com toques de dinamismo durante as batalhas, mas infelizmente não é muito memorável.

Um ponto importante é o fator replay, já que Sakura Samurai oferece alguns modos além do modo principal. Existem 3 modos survival no qual é necessário derrotar uma quantidade específica de inimigos (30, 50 e 100 inimigos) no menor tempo possível. Outro desafio é a campanha difícil, na qual a quantidade de corações é limitada em três e os inimigos são bem mais agressivos e fortes. Por fim está disponível também o Rock Garden, um pequeno jardim no qual o jogador ‘dedica’ os passos acumulados pelo 3DS para fazer florescer cerejeiras e melhorar o jardim. Estes modos ajudam a manter a longevidade do jogo.

Mesmo com alguns poucos defeitos, Sakura Samurai: Art of Sword é um jogo bem divertido. Com sua dificuldade moderada (e quase frustrante em alguns momentos) pode não ser apreciado por todos, é um jogo que demanda calma e atenção. No mais é um lançamento de eShop bem completo, recomendado :]

Sakura Samurai: Art of Sword está disponível no Nintendo eShop. Site oficial aqui.

Resenha: Cabeça Tubarão, de Steven Hall

Senti aquela alfinetada de horror típica de quando percebemos a extensão de algo ruim – quando estamos perigosamente perdidos ou cometemos algum erro terrível -, a realidade de uma situação subindo pela nuca feito um Drácula de pantomima.
Eu não sabia quem eu era. Não sabia onde estava.
Simples assim.
Assustador assim.
(Pág. 13)

Um dos meus planos para esse ano era justamente reler alguns dos meus livros favoritos. Isso pois sei que agora minha mente é diferente e provavelmente eu veria coisas que não vi na primeira leitura. E o primeiro escolhido foi Cabeça Tubarão. Continue Lendo “Resenha: Cabeça Tubarão, de Steven Hall”

O Rei da Sarjeta, de William C. Gordon

Romance policial é um dos meus estilos favoritos. Que surpresa ter ganhado um livro assim de presente :]

Armand Hagopian é um homem de negócios bem-sucedido. No entanto, ele tem um fim de vida macabro. O corpo do empresário armeno é mutilado e pendurado no portão do depósito de lixo do qual era dono, tal qual uma sinistra lembrança. Ao que parece, o crime tem como suspeitos imigrantes mexicanos que eram funcionários de Armand. Porém, a verdade não é tão simples para o jovem repórter Samuel Hamilton. Dono de uma persistência incansável, ele decide investigar o crime. Ao lado de Janak Marachak, advogado de defesa dos acusados, o repórter descobre um sórdido mundo de vingança e violência.

William C. Gordon é um autor direto e sem floreios. Seu texto é simples e limpo, sempre direto ao ponto. Mas Gordon não consegue fazer a história ser completamente envolvente, ele é tão objetivo que o texto mais parece uma reportagem detalhada de revista ou jornal. Sim, ele tenta desenvolver seus personagens (e consegue até certo ponto), mas fica bem claro que seu foco é a trama. Gordon também tenta dar mais dinamismo à narrativa, alternando entre vários pontos de vista e personagens, até funciona, mas acaba confundindo o leitor.

A trama, que deveria ser o maior destaque do livro, é regular. Já bem no começo são apresentadas pistas que o leitor sabe que vão ser extremamente importantes para a solução do caso, só que o autor deixa isso óbvio demais (como um inseto grudado na calça do cadáver que a polícia insiste em ignorar). E a trama vai ficando mais confusa conforme a investigação prossegue, misturando fatos históricos com fictícios. Mas o maior problema são as coincidências: elas acontecem o tempo todo e são elas que resolvem a maioria dos problemas, achei isso extremamente preguiçoso da parte do autor.

Mas o livro não é descartável, existem partes muito interessantes e os ganchos são bem colocados. Mesmo com os vários problemas o texto flui bem, a leitura é bem rápida. Destaque principalmente para o julgamento dos mexicanos, é um trecho bem energético e frenético, com algumas reviravoltas legais.

No mais “O Rei da Sarjeta” é um livro mediano, um passa-tempo rápido.

Recomendações: DSiWare

O DSiWare foi a segunda plataforma de jogos digitais da Nintendo. Mas ao contrário do WiiWare, o DSiWare teve visibilidade bem reduzida por só estar disponível no DSi (console que nem todo mundo comprou por já ter o DS normal). Com o lançamento do 3DS e seu eShop estes jogos passaram a ter maior visibilidade, já que agora muito mais gente pode conferir os jogos de DSiWare. O único problema é que o serviço está infestado de jogos ruins… sendo assim pensei em recomendar meus favoritos. O título de cada jogo leva para a respectiva página no catálogo de jogos de DSiWare da própria Nintendo. Continue Lendo “Recomendações: DSiWare”

O Temor do Sábio, de Patrick Rothfuss

-Não era inútil – protestei. – São as perguntas que não sabemos responder que mais nos ensinam. Elas nos ensinam a pensar. Se você dá uma resposta a um homem, tudo o que ele ganha é um fato qualquer. Mas, se você lhe der uma pergunta, ele procurará suas próprias respostas.
(…)
-Assim, quando ele encontrar as respostas – continuei -, elas lhe serão preciosas. Quanto mais difícil a pergunta, com mais empenho procuramos a resposta. Quanto mais a procuramos, mais aprendemos.
(pág 545)

O Nome do Vento foi um dos livros que mais gostei em 2010, sendo assim eu aguardava ansiosamente pela continuação. E depois de alguns atrasos finalmente O Temor do Sábio foi lançado e corri para ler.

Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Olhar para o livro pode assustar alguns: são exatas 960 páginas. Meu primeiro pensamento, baseado no que vi no primeiro volume, era que boa parte dessas páginas seria meio que enrolação, mas me enganei em boa parte. O estilo de Rothfuss melhorou consideravelmente e a narração está ainda mais fluída, você mal nota as páginas passando. O autor também foi inteligente e decidiu omitir fatos não tão importantes (no contexto da história Kvothe simplesmente diz para o Cronista que não era muito importante), evitando assim trechos desnecessários e possivelmente cansativos. Além disso não houve mais alterações no estilo da narrativa, contando ainda com um texto envolvente.

A trama em si é continuação dos relatos de Kvothe. Enquanto o primeiro livro tratava de sua infância, aqui acompanhamos sua adolescência e seu amadurecimento. Também conhecemos um pouco mais dos Quatro Cantos da Civilização, já que Kvothe viaja para a região leste deste mundo. Lá ele passa por todo tipo de situação e problema, enquanto continua buscando pistas sobre o Chandriano. Kvothe vai construindo aos poucos sua reputação de herói e mito, mesmo que para isso ele tenha que omitir e manipular certos fatos, mostrando o quanto ele também é falho e orgulhoso. É interessante também perceber o contraste entre os dois Kvothe através dos capítulos de interlúdio: o do passado é um jovem aventureiro e destemido; enquanto o do presente é somente um sopro do que já foi um dia, lamentavelmente simplório e sem esperanças.

Analisando com cuidado percebe-se que na verdade a trama é dividida em pequenas sub-histórias, quase independentes entre si, sendo que Rothfuss consege amarra-lás bem. Outro ponto interessante é o cuidado do autor em construir bem a cultura das várias regiões, mostrando com cuidado histórias e mitos de cada povo. Detalhes como a dinâmica da corte da região de Vintas, a ligação entre o mundo mortal e o mundo dos Encantados, os contos do Grante Taborlin (uma espécie de herói mítico nesse mundo), por exemplo, são explorados minuciosamente sem parecerem enfadonhos. Destaque principalmente para a região de Ademre, lá a cultura é completamente diferente e única.

Um ponto que não gostei tanto foi a questão da inserção de sexualidade na história: não foi de forma muito natural e acabou que Kvothe se transformou e acostumou com isso muito rapidamente. Em alguns poucos pontos a trama chega a ser um pouquinho arrastada sim, principalmente assim que Kvothe chega a Vintas e em seu encontro com a Feluriana. Além disso tudo flui bem.

O Temor do Sábio é um excelente livro. Rothfuss conseguiu expandir muito bem esse universo, mostrando mais e mais detalhes, tornando tudo muito rico. Estou muitíssimo curioso em relação ao próximo volume, quero saber o motivo da mudança de Kvothe e especulo também o que pode ser contado além de suas memórias. Para quem gosta de tramas de fantasia, O Temor do Sábio é altamente recomendado.

Análise: Mighty Switch Force!

E o eShop continua mostrando sinais de que vai sempre trazer jogos de qualidade. Além do ótimo Pushmo, eu estava de olho também no Mighty Switch Force, que saiu bem antes que eu esperava. Mesmo não sendo muito bem o que eu esperava eu gostei muito do jogo.

Em Mighty Switch Force controlamos a official Patricia Wagon, uma policial robótica que tem que capturar as fugitivas Hooligan Sisters. Para isso ela conta com uma arma para destruir os inimigos e uma sirene que é capaz de alterar a posição de blocos espalhados pelas fases. A principal mecânica de jogo é justamente essa de ficar alternando a posição dos blocos (do “plano de fundo” para o “plano de frente” e vice-versa) para poder prosseguir, resultando numa espécie de “puzzle de plataforma”.

A apresentação é excelente: os gráficos são muito bonitos, com bonitos sprites que apresentam animações fluídas. O efeito 3D é simples e sutil, colocando os varios planos em camadas diferentes, resultando num efeito muito agradável. O problema fica por conta dos cenários extremamente repetitivos e a pouca variedade de inimigos, dá pra contar nos dedos as poucas diferenças entre as fases. A música é legal também, com uma variedade boa de canções.

Veja o vídeo para entender a jogabilidade

O maior destaque mesmo é a jogabilidade de puzzle-plataforma. Começa com situações bem simples como “troque os blocos para prosseguir” e evolui para situações bem complexas que exigem pulos precisos e trocas de blocos na hora certa. Algo que ajuda a manter a jogabilidade sempre nova são outros tipos de blocos com outros usos, como um que serve para jogar inimigos (e a própria Patricia) pelos cenários. Uma pena que essas ideais sejam usadas de maneira meio superficial, dá para sentir que era possível criar situações mais complexas e variadas.

Olhando com atenção Mighty Switch Force parece um jogo inacabado. Isso pois são somente 13 fases, com fator replay praticamente nulo (a única coisa que existe além de passar das fases é bater um tempo específico em cada uma), sendo possível terminar o jogo em aproximadamente uma hora. Ao menos é um jogo barato, com conteúdo relativamente compatível. E mais uma vez é um jogo que não usa os recursos do 3DS, será que isso vai ser um estigma dos jogos de eShop?


No mais Mighty Switch Force é um jogo legal, mesmo apresentando uma quantidade reduzida de conteúdo. Não está no mesmo nível de alguns outros lançamentos digitais da Wayforward (Mighty Flip Champs! e Shantae, por exemplo), mas tem ideias bem interessantes. Quem sabe não surge uma espécie de expansão no futuro?

Mighty Switch Force! está disponível no Nintendo eShop. Site oficial aqui.

Minhas cinco leituras favoritas de 2011

Continuando a tradição, mais uma vez compilei uma lista com as minhas leituras favoritas do último ano (nesse caso 2011). Foi um ano repleto de altos e baixos com algumas surpresas muito boas (Eu, robô, Feios, Sob Mil Disfarces) e outras bem medianas (A Carta Esférica, Em uma noite sem luar, Histórias Extraordinárias). Acabou também que li bem menos do que gostaria (cheguei a passar um mês sem ler), mas foi bem interessante. Ah, como projeto paralelo tirei fotos de todos os livros que li, vou continuar fazendo isso esse ano, achei bem divertido =] Continue Lendo “Minhas cinco leituras favoritas de 2011”