Lykke Li – Indie é o novo preto

Sempre gostei de cantoras desconhecidas e indies, sendo assim era inevitável que eu não encontrasse e gostasse da Lykke Li. O que me faz gostar muito da Lykke Li? Suas músicas completamente diferentes e imprevisíveis. Em seu álbum de estréia não existe uma canção igual, cada uma é única e diferente (pelo menos na sonoridade, pois sou um ouvinte que foca no ‘som’ e não na letra). Some isso a clipes tão únicos quanto e temos uma cantora muito legal.
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Impressões: Xam’d Lost Memories

Xam’d Lost Memories (Bounen no Xamdou – 亡念のザムド) é o novo anime do estúdio Bones (famoso por Fullmetal Alchemist e Darker Than Black, por exemplo) e é impressionante e peculiar. Peculiar pelo formato (pelo menos até o momento): distribuição digital na Playstation Store. E impressionante pela qualidade de tudo no anime. Assisti os dois primeiros episódios.

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Jorane e o “Vento Louco”

Jorane (ou Jorânia, como chama um amigo) é uma cantora francesa-canadense que utiliza um violoncelo em suas músicas. Parece que ela é excepcional por conseguir tocar e cantar ao mesmo tempo (não tenho conhecimento suficiente pra decidir se isso é incrível ou não), mas realmente parece que não é uma tarefa fácil. Sim, entendo somente umas poucas palavras da lingua francesa, mas gosto muito da Jorane.

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Peixes conceituais e torrente de memes

Piranhas desconstrutivas

Cabeça Tubarão (The Raw Shark Texts no original)  é um livro muito legal. A história gira em torno de Eric Sanderson: um dia ele acorda em uma cama sem lembrar quem é e de nada sobre o seu passado. Ele então começa a receber cartas de si mesmo (que se auto intitula “Eric Sanderson Numero 1”, seu “eu anterior”) e descobre que suas memórias estão sendo devoradas pouco a pouco pelo ludovício, um tipo de peixe conceitual (sendo nesse caso um tubarão). Sendo assim ele vai tentar de tudo pra se livrar dessa ameça e de muitas outras conspirações no caminho.

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Video Games Live Brasil

Video Games Live

Ao contrário do que muita gente por aí videogame não é coisa “de criança”, muito menos música de videogame. E pra provar isso está aí o Vídeo Games Live. Vídeo Games Live é um concerto com músicas de jogos eletrônicos, com um jogo de luzes que lembra shows de rock e um telão exibindo vídeos dos jogos em questão.

Na turnê brasileira deste ano incluíram uma apresentação em Brasília, e eu como não sou bobo não deixei de participar. O VGL aconteceu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, achei ótima a estrutura do lugar (por mais que estacionar ali perto foi muito difícil, sem contar a poeira). O concerto em questão começaria às 19h, mas já a partir das 15h era possível entrar no lobby do local e conferir alguns jogos. Nesse ponto um problema: só estava disponível tvs ligadas com Guitar Hero II, uma mini lanhouse com uns 10pcs e 2 estações de um jogo de Fórmula 1 da Petrobrás. Achei isso muito fraco em comparação com RJ e SP, podiam ter trago mais coisas. Por fim era possível comprar uma camiseta do evento, um livreto com o programa do show (caríssimo, por sinal), posters e um boné.

Por volta das 18:30h foram abertas as portas do auditório aonde o show realmente iria ocorrer, boa parte das pessoas foram para seus lugares. Após um concurso de cosplay, começa então o VGL. É mostrado no telão um simpático vídeo de Pac-man e logo em seguida é tocado um medley de arcade/clássicos. Tommy Tallarico e Jack Wall se apresentam e o show continua. Martin Leung, conhecido por tocar músicas da série Mario com os olhos vendados tocou algumas músicas. Também houveram participações especiais: a banda 8bit tocando Metroid e Street Fighter e Lucas Vandanezi que tocou vários temas da série Mario no violão. Não vou entrar em detalhes sobre as músicas em questão, mas para mim os destaques foram Crono Cross, Beyond Good & Evil, Myst, Civilization e Metal Gear.

Ao contrário do que imaginei, o público se comportou mutíssimo bem, ficando quase que completamente calado durante as músicas. Tommy Tallarico se mostrou muito carismático e divertido, ficava fazendo a dança do siri o tempo todo (ele deve pensar que é uma dança comum e típica aqui no Brasil). Um ponto que ficou devendo foi não terem tocado Castlevania, enquanto tocaram Mario e Final Fantasy três vezes cada, realmente uma pena. Destaque para a imagem que ficou no telão durante o intervalo (“Video Games Live Act II is loading…”).

No fim foi um concerto muito memorável e divertido. Parece que ano que vem eles voltarão a se apresentar em Brasília, irei novamente com certeza. E fica provado o que Tallarico disse no começo do show, videogame também é arte.

Algumas fotos, por Roberto Berlim

O tempo não espera por ninguém

Toki wo Kakeru Shoujo

4 estrelas!

Não me lembro ao certo quando exatamente descobri Toki wo Kakeru Shoujo (algo como “a garota que conquistou o tempo”), mas lembro que foi procurando informações sobre Paprika. Não fiquei tão animado em vê-lo como o Paprika, mas era certo que eu iria assisti-lo…

Makoto é uma estudante que está tendo um dia muito ruim: acorda atrasada para a aula, acaba tendo um teste surpresa, causa um incêndio na aula de culinária. Quando pensa que está tendo um momento de paz, ela se encontra presa no laboratório de química da escola e acaba tropeçando em algo e consequentemente caindo. Nos segundos que duraram este tombo, Makoto tem uma estranha visão… Por fim ela consegue sair da sala e volta pra casa de bicicleta, só que Makoto sofre um acidente fatal. Mas algo incrível acontece: Makoto volta no tempo alguns segundos e assim consegue evitar sua própria morte. Ela descobre então que adquiriu uma habilidade chamada “salto no tempo”, habilidade essa que lhe permite voltar no tempo. Makoto começa a utilizar este poder da maneira que bem lhe convém… Mas será que ela é capaz de aceitar as conseqüências do uso desse poder?

A essência da história pode parecer um pouco genérica e batida, mas a execução da trama se revela bem original. Cada personagem tem uma personalidade única, mas ao mesmo tempo muito próxima da realidade, fazendo com que muitos se identifiquem com os mesmos. O trio principal apresenta muito carisma, se sobressaindo em relação aos outros personagens. Na parte técnica, Toki wo apresenta lindos e detalhados cenários, como é de se esperar de qualquer longa-metragem de animação japonesa. O traço dos personagens é simplista, aproximando com a realidade do mundo. Para acompanhar a história, belas melodias ao piano foram utilizadas, dando um ar simples e único ao filme

Por fim, o que mais me impressionou e cativou foram as cenas finais, repletas de emoção e imprevisibilidade, por mais que alguns pontos do desfecho fossem completamente previsíveis. A mensagem em que a história foi montada também é muito interessante, assim como a maneira que foi trabalhada

Toki wo Kakeru Shoujo é um ótimo drama, com algumas pitadas de comédia e romance. E fica no ar a reflexão: você está utilizando bem o seu tempo?

Tem alguém rindo dentro do armário: Anja Garbarek

Anja Garbarek

Não ignore sinais. Se algo insiste em aparecer pra você este algo pode ser algo bom, dê uma chance. Foi isso o que aconteceu comigo: na minha dashboard do last.fm sempre tinha um nome na minha lista “artistas recomendados” e eu não dei muita atenção, por mais que o nome fosse diferente. Até que um dia dei atenção e encontrei Anja Garbarek.

Anja Garbarek nasceu em 1970 na Noruega e é filha do famoso saxofonista Jan Garbarek (ele é tão famoso que nunca ouvi falar dele). Seu primeiro álbum, Velkommen inn, não fez tanto sucesso assim, mesmo recebendo críticas positivas. Anja começou a ter mais reconhecimento com seu segundo álbum, intitulado Balloon Mood. Foi seu primeiro álbum totalmente em inglês e foi lançado em outros países além da Noruega. Após Balloon Mood, Anja lançou mais três álbuns, sendo que um deles é a trilha sonora do filme Angel-a.

A música de Anja é definitivamente trip-hop. Trip-hop, como o nome sugere, coloca quem está ouvindo numa viagem, num passeio em um mundo paralelo. Com sons ousados e diferentes, Anja passeia por vários estilos, sempre valorizando o diferente, sem exagerar, lembrando em boa parte canções do mundo pop. Brincando com as palavras, Anja fala de tudo em suas músicas: a inquietude do amor, as maravilhas da incerteza, as loucuras pessoais diárias.

Na procura pelo diferente Anja Garbarek é mais um ótimo achado. Quem se arrisca em ouvir o som dessa norueguesa acaba encontrando um mundo diferente, uma dimensão paralela.

Vídeos: The Last Trick, Beyond my control, Something Written, I.C.U., Picking up pieces, Stay tuned, Big Mouth

Livros felizes

Como fui indicado pelo Luciano na tal da corrente do bem (versão livros), aí estão as minhas cinco indicações.

Se um viajante numa noite de invernoSe um viajante numa noite de inverno
por Italo Calvino

Você, Leitor, acaba de comprar o novo e esperado romance de Italo Calvino: Se um viajante numa noite de inverno. Começa a lê-lo, está gostando muito. Infelizmente o seu exemplar está com problema a partir da página 32, a partir dali o livro repete o primeiro capítulo até o final. Você, então, volta à livraria e troca o livro. Acontece que você recebe um livro totalmente diferente do primeiro. Você gosta muito do livro, mas este também apresenta um problema e você volta à livraria para trocá-lo… É sobre a premissa de encorajar o leitor a encarnar o protagonista da história que Se um viajante numa noite de inverno começa. O leitor aparentemente não consegue ler nenhum livro até o fim… Ítalo Calvino faz uma crítica à indústria de best-sellers, enquanto apresenta ao leitor variados estilos literários.

Depois daquela viagemDepois daquela viagem
por Valéria Piassa Polizzi

Depois daquela viagem é uma pequena-pseudo-auto-biografia. Valéria conta como a sua vida mudou após contrair o vírus da AIDS aos 16 anos. É um livro bem adolescente e descontraído, sobre coisas que acontecem com boa parte das pessoas nessa fase da vida. O que diferencia de outros livros do gênero é o fato de Valéria ser portadora do HIV e dela mostrar que é possível viver normalmente com esta doença.

O Diabo veste PradaO diabo veste prada
por Lauren Weisberger

Andrea Sachs é uma garota recém-formada que consegue o emprego dos sonhos (um emprego que qualquer garota daria a vida para ter) como assistente de Miranda Priestly, poderosa editora da revista de moda Runaway. O único problema é que Miranda Priestly é um verdadeiro demônio e transforma a vida de Andrea em um verdadeiro inferno. O Diabo é uma comédia muito divertida e descontraída, não há quem não sinta ódio por Miranda diante de suas absurdas tarefas. Não se deixe levar pelo mediano filme, que remete a muito pouco da diversão do filme.

DráculaDrácula
por Bram Stoker

Inspiração de muitas releituras sobre o famoso Conde Vampiro, Drácula mostra os resultados da influência de Conde Drácula sobre Jonathan Haker e seus amigos. A principal característica de Drácula é que a história é contada através de diários, cartas e memorandos dos personagens envolvidos, proporcionando variados estilos de narrativa. Por fim conta com um alto grau de detalhamento, fazendo que o leitor sinta-se imerso no universo de Drácula.

O Mundo de SofiaO mundo de Sofia
por Jostein Gaarde

Sofia Amundsen é uma garota de 15 que mora na Noruega com sua mãe. Sofia vive uma vida normal até começar a receber misteriosas cartas com perguntas como “Quem é você?” e “De onde vem o mundo?”, assim como cartões endereçados a uma garota chamada Hilde Møller Knag. Por fim Sofia acaba recebendo um curso de filosofia e começa a ter aulas com um filósofo chamado Alberto Knag. Basicamente é um livro educativo, mas conta também com uma misteriosa (se não também bizarra) história entre as “aulas”. O Mundo de Sofia é uma ótima e divertida maneira de aprender alguns conceitos de filosofia aplicados à vida de uma jovem garota.

Como a minha blogesfera é reduzidíssima, por ora não vou indicar ninguém. Mas se algum dos meus 3 leitores, além do Luciano, desejar citar 5 livros pode faze-lo nos comentários =]

Paprika: sonhos temperados

Paprika2

4estrelas

Chiba Atsuko, uma psicoterapeuta, e Okita Kosaku, um cientista, criaram em conjunto com a sua equipe um impressionante aparelho chamado DC-mini. Com este aparelho é possível entrar nos sonhos dos pacientes para facilitar o tratamento dos mesmos. Os primeiros DC-mini criados são somente protótipos, sendo utilizados com cautela, pois é possível destruir a personalidade dos pacientes caso algo errado seja feito. O problema começa quando alguns desses DC-mini são roubados e logo em seguida os integrantes da equipe de desenvolvimento começam a serem atacados em seus sonhos. Dra. Chiba então passa a investigar quem está por trás destes ataques assumindo a forma da bela Paprika, correndo contra o tempo para evitar que os problemas tomem proporções ainda maiores.

Paprika é um passeio na mente dos personagens da trama. Dúvidas, problemas e lembranças são mostradas através de cenas repletas de simbolismos e detalhes. Por mais que não pareça, Paprika1boa parte dos personagens tem personalidade rica e complexa, que são exteriorizadas ao máximo nos sonhos. É necessária muita atenção para entender o que realmente se passa, o que realmente cada personagem sofre ou pensa.

Algo muito legal em Paprika é a maneira que a história é contada, ora na realidade, ora nos sonhos. Chega um momento que estes dois mundos parecem estar (ou realmente estão) sobrepostos, ficando difícil distinguir o que é sonho e o que é real, trazendo assim várias cenas interessantes. A trama é simples, sua conclusão mais ainda. Os mais atentos conseguirão perceber com certa facilidade quem está por trás dos ataques investidos contra a equipe. Outro ponto interessante são referências ao mundo da Psicologia e Mitologia, como o momento em que Paprika se transforma em uma fada com asas de borboleta (que representa a alma e a liberdade do corpo).

A arte é simplesmente incrível. O traço dos personagens tem um certo ar surreal (como o Dr. Shima), Paprika3ao mesmo tempo que são belos. Os cenários apresentam detalhamento absurdo e cores muito vivas e fortes. Destaque para o desfile estranho que acontece nos sonhos dos personagens. A trilha sonora é composta de poucas músicas, mas consegue dar o ar necessário ao filme. São canções que apelam mais para o estilo eletrônico e psicodélico, adicionando ainda mais à atmosfera surreal do filme. As duas músicas mais tocadas no filme grudam na cabeça com facilidade.

Paprika não é tão fácil de ser digerido. Muitos não irão gostar, dizendo que é muito confuso ou bagunçado. Já acho que este foi um fator decisivo para eu gostar muito do filme: é bem surreal, diferente. Como era de se esperar, assistir mais de uma vez ajuda a entender melhor o que se passa, assim como os motivos de cada personagem.

Enfim, Paprika é um ótimo tempero para a mente.

Jem: mistura agradável

 

Jem

Jem foi meu primeiro achado (de vários) no last.fm. Estava ouvindo a rádio artistas similares à Imogen Heap e uma faixa de 30 segundos tocou. Gostei muito, mas infelizmente eram somente 30 segundos… Fui atrás pra descobrir quem cantava e a encontrei. E não me arrependo.

Natural do País de Gales, no Reino Unido, Jem começou a cantar e escrever aos treze anos. Anos depois, enquanto fazia sua faculdade de direito, trabalhou como uma “DJ agent” promovendo discotecas e outros lugares do gênero. Por fim Jem largou tudo e montou um estúdio móvel, produzindo então quatro músicas demo que deram começo a sua carreira.

Seu estilo musical é difícil de definir: é uma mistura de vários gêneros, indo do pop, passando pelo reggae e indo até trilhas sonoras e trip-hop. Sua voz também é outra característica de difícil definição, é algo incomum, lembra sussurro, algo suave. É comum em suas canções experimentar artifícios como vocais e sons mais incomuns, mas nada muito exagerado.

Todas estas características podem ser comprovadas em Finally Woken, seu primeiro e único álbum até o momento. Composto de doze canções, o álbum apresenta uma grande diversidade musical. Temos a pop Just a ride, a rock 24, a reggae Save Me, a experimental They. As letras vão de coisas do cotidiano a questionamentos sobre regras, não sendo nem tão profundas e nem tão tolas.

Por mais que caracterize uma cantora meio ame-ou-odeie, Jem oferece um pouco pra todos, já que mistura vários estilos. Será que ela te agrada?

Clipes: They, Just a ride