Análise: Downwell (PC)

Explore um poço repleto de perigos nesse intenso e divertido título indie.

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Downwell é um daqueles jogos que te prende muito fácil. Esse título indie tem mecânicas simples, desafio na medida certa e rejogabilidade imensa por conta da mistura maluca entre roguelike, plataforma e aventuras semi-infinitas. Toda vez que vou jogá-lo, só penso em jogar uma única partida mas, quando dou por mim, já se foram muitos minutos — ele é viciante demais.

Caindo no poço

A ideia básica é muito simples: controlamos um personagem que se jogou em um poço repleto de perigos — sapos, morcegos e outros tipos de criaturas — e o objetivo é chegar no fundo. Para enfrentar os perigos, ele está equipado com “pistobotas”, ou seja, um par de botas com pistolas acopladas que lança projéteis para baixo. A maioria dos inimigos pode ser derrotada com um simples pulo, mas alguns monstros específicos só recebem dano por meio dos tiros da arma. Os projéteis também servem para diminuir a velocidade de queda e oferecem algum controle horizontal durante os saltos.

Os estágios são gerados proceduralmente e contam com plataformas e outros elementos que deixam cada partida bem única. Pelas fases, estão espalhadas salas especiais com outras armas e dinheiro, que pode ser utilizado para comprar itens. No final de cada estágio, é possível escolher uma melhoria permanente de um conjunto aleatório. São coisas como um drone que atira nos monstros, mais vida e até mesmo efeitos mais interessantes como explodir inimigos ao pisar em cima deles.

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Os vários tipos de arma é outra característica que torna cada partida única. O personagem começa com uma simples pistola, mas durante a aventura pode encontrar armamentos como escopetas, lasers e metralhadoras, cada qual com tiros e efeitos distintos. Dominar cada uma delas é parte da diversão.

Pulando e fazendo combos

Em um primeiro momento, Downwell parece só mais um jogo de plataforma qualquer, mas suas mecânicas o tornam bem único e divertido. Você até pode descer o poço tranquilamente e com cuidado, mas o legal mesmo tentar derrotar vários inimigos sem tocar o chão: cada morte adiciona um ponto ao combo, que rende uma grande quantidade de dinheiro e até mesmo vida — mas basta tocar o chão para o combo ser reiniciado.

Para manter um grande combo, é importante atirar com as armas para poder controlar melhor onde você vai cair. Acontece que a munição das pistobotas é bem limitada e acaba rapidamente. Contudo, algumas ações recarregam as armas: tocar no chão, pisar em cima de um inimigo ou levar dano. Sendo assim, é extremamente importante importante dominar a arma equipada e ter bons reflexos para se dar bem. O resultado são partidas repletas de situações frenéticas e intensas.

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Você até pode não ligar para os combos em um primeiro momento, mas logo você percebe que isso se torna meio que uma necessidade. O motivo disso é que Downwell é bem difícil: o poço está infestado de monstros, o personagem tem pouca energia e os itens para recuperá-la são caros. Nos estágios mais avançados, é importante ter dinheiro para conseguir se curar um pouco. O mais curioso é que pegar novas armas pode recuperar a vida do personagem ou aumentar a quantidade de munição, mas aí vem o dilema: vale a pena pegar uma arma mais difícil de usar somente para recuperar a vida? Downwell te força a fazer escolhas difíceis e a se acostumar com todas as armas.

Retrô moderno

Downwell tem uma história de desenvolvimento bem curiosa. O jogo foi criado por Ojiro Fumoto, um japonês que estava insatisfeito com a faculdade de arte e decidiu fazer jogos. Ele não sabia programar, mas isso não o impediu de alcançar seu objetivo: estudou intensamente e fez vários outros títulos pequenos na ferramenta GameMaker até ficar bom o bastante e fazer Downwell.

Por conta dos desafios de desenvolvimento, ele resolveu utilizar um visual pixelart e uma paleta de cores que lembra o NES. Aliado à ação frenética, o resultado é um jogo visualmente agradável e repleto de pequenos detalhes interessantes — tudo é bem construído. A minha característica favorita são as “bolhas de tempo”: a entrada das salas extras e da loja estão protegidas por uma bolha que congela a ação ao mesmo tempo que mantém o combo — tudo pára lentamente e o efeito é bem legal.

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Freneticamente divertido

Downwell me fisgou por ser uma experiência arcade intensa e divertida, gosto muito desse tipo de coisa. É extremamente recompensador e emocionante navegar por seus estágios mantendo um grande combo — mal pisco os olhos enquanto fico tentando identificar possíveis perigos que possam quebrar minhas ótimas sequências.

Cada partida é uma sensação diferente. Em uma delas fui extremamente cuidadoso e ataquei os inimigos meticulosamente, mas não avancei muito por não ter dinheiro suficiente para me curar. Já em outra partida eu explodia tudo o que aparecia pelo caminho, em uma combinação caótica de tiros e pixels.

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Gostei também dos desbloqueáveis. O dinheiro libera novos estilos de personagem: um deles tem mais energia, mas encontra menos melhorias; já outro cai mais lentamente é mais fácil de controlar no ar. Em combinação com as melhorias malucas, a variedade é grande. Outras combinações de cores também podem ser desbloqueadas com o dinheiro

Minha única ressalva é sobre alguns inimigos que só podem ser derrotados com tiros. Eles normalmente são indicados pela cor vermelha, mas no meio do caos e bagunça é muito fácil se confundir e perder o combo ou até mesmo morrer. Um pouquinho mais de clareza seria legal.

Uma experiência intensa

Downwell é um daqueles jogos com ideia simples e ótima execução, sendo o resultado algo bem viciante e divertido. É ótimo descer o poço em alta velocidade mantendo um grande combo sem ao menos tocar o chão. Além disso, o jogo tem várias características, como armas e melhorias, que deixam cada partida distinta. Não deixe de experimentar Downwell, só tome cuidado para não conseguir mais largá-lo.

2 comentários em “Análise: Downwell (PC)”

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