Anime: ALDNOAH.ZERO

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Sempre dou uma olhada nos lançamentos de animes de cada temporada, mas poucos continuam me interessando. Foi por acaso que eu soube da existência de ALDNOAH.ZERO, um novo anime com robôs gigantes e conflitos interplanetários. Não sou muito fã de histórias com mechas, mas duas coisas me chamaram a atenção nesse título: foi criado por Gen Urobuchi (de Madoka Magica, Fate/Zero e Psycho-Pass) e a premissa básica (pessoas com robôs inferiores conseguem superar os vilões). Por conta disso, dei uma chance à Aldnoah.Zero e me surpreendi.

Em 1972, a humanidade encontrou um portal na Lua. Usando essa tecnologia, os humanos começaram a colonizar Marte. Naquele planeta, os cientistas encontraram uma tecnologia avançada de uma raça já extinta e com isso o Império Vers foi fundado. Os membros dessa nova organização tomaram para si Marte e a tecnologia alienígena, cortando relações com a Terra. Por conta do atrito político entre os dois planetas, o Império Vers entrou em guerra com a Terra em 1999. Em uma batalha na Lua, o portal foi destruído junto com partes do satélite — que caíram na Terra, matando milhões e alterando o formato da crosta terrestre. A guerra acabou depois desse evento, mas o clima de tensão entre as duas nações se manteve. Em 2014, 15 anos depois da destruição do portal, a princesa de Vers vai até a Terra em uma missão de paz, mas um atentado contra ela faz com que o Império Vers ataque novamente a Terra.

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É nesse cenário que a trama de Aldnoah.Zero se desenvolve. Ele é um anime com lutas entre robôs (chamados de “Cataphracts”), mas com um diferencial muito interessante: por conta da tecnologia alien, os robôs do Império Vers são infinitamente superiores aos da Terra. Por conta disso, os “marcianos” destroem facilmente as forças “terráqueas”. Sem outra opção, as pessoas simplesmente fogem — felizmente a humanidade tinha se preparado e colocou em ação uma operação para refugiar o máximo de civis possível.

No meio desse caos está o garoto Inaho Kaizuka, um estudante do ensino médio japonês. Ele e seus amigos tentam, a todo custo, sobreviver a esse caos fugindo das investidas dos “Cavaleiros de Marte”. Como todo estudante nessa realidade alternativa, o grupo recebeu treinamento militar e consegue controlar Cataphracts, além de saber também técnicas de sobrevivência. Mas só isso não é suficiente para superar os robôs de tecnologia superior dos invasores.

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Aldnoah.Zero fica interessante justamente nesse ponto. Para conseguir fugir, é inevitável enfrentar os Cataphracts de Marte — e eles parecem simplesmente invencíveis. E para deixar as coisas mais complicadas, o grupo de Inaho só tem a disposição robôs extremamente simples, utilizados nos treinos militares na escola. Como sobreviver? A solução é usar estratégia. Inaho é inteligente, frio e concentrado, por isso ele consegue manter a sanidade dentro do caos, sempre pensando em maneiras de derrotar os inimigos. Mas claro, cada missão é extremamente arriscada e com chance mínima de sucesso. O resultado são confrontos repletos de tensão e surpresa, em cenas de tirar o fôlego, sempre com soluções inteligentes e quase nada de deus ex machina. E claro, os oponentes vão ficando cada vez mais perigosos e letais, é muito difícil não ficar curioso pra saber como a situação será resolvida.

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Fora das lutas e da ação, existe uma trama até interessante sobre a relação dos dois planetas e detalhes de seus conflitos. O legal é que nada é completamente explicado, com espaço para interpretações e especulação. Mas não espere algo muito elaborado, é uma trama que não é muito bem construída. Já os personagens caem no estereótipo de animes: o protagonista calado e centrado, a amiga que está sempre animada, um cara inseguro por conta de um passado complicado, a garota que guarda um segredo e assim por diante. Os personagens não desenvolvem muito (talvez principalmente pelo curto intervalo de tempo em que acontece a história) e seus passados são mal explorados — eu gostaria muito de saber mais sobre Inaho. Mas, no geral, isso pouco atrapalha a experiência.

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Graficamente, Aldonah.Zero é ok e com boa animação. Algo estranho, ao menos num primeiro momento, é que todos os mechas são feitos por computação gráfica. A sensação inicial é que eles foram “colados” de qualquer jeito, mas conforme a série avança a qualidade deles melhora muito. Gostei muito do design deles: os Catachrapts da Terra são bem simples e básicos, enquanto os robôs de Marte têm características únicas e elaboradas — isso resulta em um contraste legal entre “antiquado” e “moderno”. Já a trilha sonora é excelente, o que já era de se esperar de Hiroyuki Sawano, responsável pela música dos animes Ao no Exorcist, Attack on Titan, Kill la Kill e do jogo Xenoblade Chronicles X (Wii U).

Aldnoah.Zero me conquistou rapidamente com suas ótimas características. É difícil não querer saber o que vai acontecer, por conta da tensão constante e das cenas repletas de situações interessantes e surpreendentes. Os pontos fracos são os personagens subdesenvolvidos e algumas características fracas da trama, mas no fim das contas esses problemas não atrapalham a diversão. É importante lembrar também que uma segunda temporada já está planejada, o que pode esclarecer os pontos obscuros da história. Se procura uma história interessante e com ótimas cenas de ação, Aldnoah.Zero é uma ótima escolha.

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2 comentários em “Anime: ALDNOAH.ZERO”

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