Impressões: The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS)

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The Legend of Zelda: A Link to the Past é um dos meus jogos favoritos de SNES. Passei inúmeras horas naquela Hyrule, explorando cada cantinho e tentando desvendar os segredos. Quase dez anos depois, a Nintendo revela que estava trabalhando em uma continuação direta para 3DS, que eventualmente recebeu o nome The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Confesso que não me animei muito, achava que a Nintendo só queria se aproveitar da nostalgia para vender fácil um novo título da franquia… ledo engano. Considerado um dos melhores Zeldas dos últimos anos, A Link Between Worlds foi ovacionado pela crítica. Com tantas recomendações (e sob a influência decisiva de certa pessoa), acabei me rendendo ao novo jogo.

Em A Link Between Worlds, Link é um aprendiz de ferreiro que acaba se envolvendo em problemas que podem afetar toda Hyrule. Tudo é culpa de Yuga, um misterioso personagem que está transformando os decendentes dos sábios antigos em quadros. Este grupo de intelectuais foi responsável por proteger e esconder a Triforce, artefato mágico criado pelos deuses e capaz de realizar desejos. Link parte em uma aventura para descobrir e impedir os planos nefastos de Yuga. O herói conta com um novo poder: Link pode se transformar em um desenho e andar pelas paredes.

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Gostei

zelda2Sistema de aluguel de itens: Um paradigma da série Zelda é que cada calabouço tem um novo item, que é utilizado nos puzzles daquele local e no chefe. Isso mudou em A Link Between Worlds: agora os equipamentos de Link podem ser alugados na lojinha do misterioso Ravio. A quantia de rupees necessária para o aluguel de itens é pequena e logo no início da aventura é possível usar equipamentos como o hookshoot e bumerangue. Isso abre inúmeras possibilidades desde cedo;

Liberdade de exploração: Esta é, de longe, a melhor novidade em A Link Between Worlds. Logo após os dez minutos iniciais da aventura, é possível explorar praticamente toda Hyrule. O sistema de aluguel de itens dá grande flexibilidade e você dita seu ritmo e como vai jogar. Como é de costume, o jogo está repleto de segredos. Em muitos momentos eu esqueci da trama principal e fiquei completamente imerso explorando o mapa e procurando coisas escondidas;

Sensação nostágica: A Link Between Worlds se passa vários anos após os acontecimentos de A Link to the Past, logo o mapa das duas aventuras têm muito em comum. Em conjunto com a música, fui transportado para a época na qual joguei o primeiro título… bons tempos :]

Taxa de quadros: A Link Between Worlds roda a 60 quadros por segundo. Isso significa que a movimentação é fluida e bonita, dá gosto ver as animações;

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Efeito 3D: É fato que o efeito 3D tem sido negligenciado no portátil, mas, felizmente, esse novo Zelda utiliza o recurso muito bem. É muito legal ver as coisas “saltando” da tela e sentir a profundidade das construções, principalmente nos calabouços. Jogar com o 3D no máximo é essencial em A Link Between Worlds;

Música: Boa parte das composições vieram de A Link to the Past, mas todas elas foram retrabalhadas e melhoradas. O resultado é ótimo e de qualidade;

StreetPass Battles: Um recurso que achei bem legal são as batalhas via StreetPass. Por meio desse recurso, é possível enviar e receber Shadow Links para lutar. Dependendo dos itens equipados, a dificuldade e a recompensa pela vitória mudam. Medalhas são adquiridas ao alcançar certas condições, como “vença utilizando a lanterna” ou “derrote dez oponentes”. Uma pena que poucos vão conseguir aproveitar essas batalhas.

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Não gostei

Alguns pequenos defeitos nos gráficos: A Link Between Worlds tem um bom gráfico, mas sinto que faltou esmero em alguns pontos. Alguns modelos são meio simples e algumas texturas são de baixa qualidade. Esses defeitos ficam bem aparentes nas cenas não interativas, nas quais a câmera se aproxima da ação. Mas isso pouco afeta a experiência geral de jogo e muitos nem vão notar;

Link nas artes conceituais: Quando o jogo foi revelado, a Nintendo mostrou artes conceituais do herói Link e seu design era muito parecido com o protagonista de A Link to the Past. Meses depois, novas artes foram liberadas e Link estava completamente diferente: agora ele parecia um moleque travesso. Não gostei Nintendo, quero o Link antigo de volta u.u

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Me surpreendi completamente com The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. O jogo pega o melhor da franquia e ainda consegue acabar com a lentidão e linearidade que assolaram os últimos títulos (estou olhando para você, Skyward Sword). O título fecha muito bem 2013, que foi um excelente ano para o 3DS. A Link Between Worlds é mais um daqueles jogos que todos os donos do portátil deveriam jogar.

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5 comentários em “Impressões: The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS)”

  1. É muito bom ver que a Nintendo mantêm a criatividade suficiente para reinventar as franquias, quando a fé está baixa e títulos como esse, ou como o novo Mario que acabei de jogar, me deixam muito feliz!

  2. Muito bacana a analíse porém dizer “lentidão e linearidade” ao Skyward Sword está mais que incorreto, afinal Skyward Sword foi um dos poucos que salvaram atualmente, e até sinto me seguro a dizer que o Between não tem um nível que possa chegar a este último.

    1. Em comparação com A Link Between Worlds, Skyward Sword é “lento” por conta do ritmo (quase duas horas de jogo para você de fato começar o jogo) e “linear” por te dar pouca liberdade de como progredir na aventura. Mas essa é só a minha humilde opinião, cada um dos dois títulos têm seus prós e contras 🙂

      1. Hmm seu ponto ficou um pouco mais claro a sua colocação, compreendo, bem certamente é um inquérito que pode ser o que consideramos “chato” para alguns jogadores, mas acho que de certa forma foi uma “introdução” necessária mas claro ísto fica a critério de cada player, valeu e até brother Faley!.

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