Análise: Rhythm Thief and the Emperor’s Treasure (3DS)

rf1Pegue um liquidificador e coloque Professor Layton, Rhythm Heaven, um desenho animado da década de 90 e uma pitada da França. O resultado dessa mistura é Rhythm Thief & the Emperor’s Treasure, um ambicioso game de 3DS que promete ser uma aventura musical interessante. Será que a mistura ficou boa?

Um ladrão, uma garota e um imperador

rf2Raphael seria um garoto francês como qualquer outro se não fosse um pequeno detalhe: ele é também Phantom R, um ladrão de obras de arte. O fato curioso é que o gatuno devolve as peças roubadas alguns dias depois, deixando todo mundo confuso. O real objetivo de Raphael é encontrar seu pai, que o abandonou quando ele era criança. A única pista é uma moeda com um estranho símbolo, presente também em várias outras obras de arte.

Em uma de suas buscas por artefatos relacionados ao símbolo da moeda, Raphael acaba salvando uma garota chamada Marie de um estranho grupo de cavalheiros. Ela tem em sua possessão um violino, que também tem o símbolo da moeda. Os dois rapidamente tornam-se amigos e passam a trabalhar juntos na busca de respostas. Durante as investigações, a dupla volta a ser importunada pelo grupo de cavalheiros, que está sob o comando de uma pessoa que afirma ser o falecido imperador Napoleão Bonaparte. O vilão está em busca de vários artefatos e tudo indica que ele tem as respostas sobre o passado de Marie e o paradeiro do pai de Raphael.

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Exploração e ritmo

rf4Rhythm Thief é um game predominantemente de ritmo, como o título implica. Para avançar pela história, é necessário vencer minigames musicais que utilizam a tela de toque, botões e giroscópio do portátil. Quando não está vencendo algum desafio rítmico, Raphael explora Paris, conversando com pessoas e resolvendo puzzles.

A ideia de misturar conceitos é boa, entretanto o título sofre de vários problemas. O primeiro deles é a parte de exploração, que tenta reproduzir uma experiência parecida com os clássicos adventures point and click. Passeando pela cidade, Raphael pode conversar com as pessoas e em alguns momentos é necessário resolver algum puzzle. Isso seria legal se não fosse tudo extremamente fácil e simples. Os enigmas não oferecem desafio algum e resumem a completar ou repetir sequências. Até existem segredos escondidos pelos cenários, mas eles estão espalhados de maneira aleatória, basta sair tocando por toda tela até encontrá-los.

Já nos minigames o desafio é superar variadas situações, usando o ritmo como guia. A variedade é boa: lutas contra inimigos, apresentações de dança e violino, corridas pelos telhados de Paris, Phantom R se escondendo da polícia, entre outros. Os minigames até são divertidos, entretanto muitos deles são reciclados e aparecem inúmeras vezes com poucas alterações. A dificuldade é crescente, mas no geral o desafio é baixo. A classificação de desempenho também é estranha: ao invés de fazer uma média da performance do jogador, o game considera somente a perfeição das partes finais do minigame. Isso significa que um simples erro no final do desafio pode baixar a classificação de A para D, o que é bem frustrante.

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Paris estilosa

O que mais gostei em Rhythm Thief foi a direção de arte e áudio. O game conta com cenários bem desenhados e personagens carismáticos. Em muitos momentos a trama é contada através de cenas animadas muito bem produzidas, acompanhadas de uma dublagem bem competente. Uma pena que a história seja bem fraca e inconclusiva. A trilha sonora é muito boa, com uma pegada meio jazz e canções bem estilosas. Entretanto nem tudo é puro estilo: se prepare para ouvir mil versões diferentes da canção tema pela aventura.

Enquanto os cenários e cenas animadas são de qualidade, o mesmo não pode ser afirmado dos modelos 3D nos minigames. Os gráficos apresentam serrilhados e estruturas simples. O pior são os personagens: eles parecem bonecos sem vida, com movimentação mecânica e rostos sem expressões. Faltou um pouco de esmero por parte da Sega.

Uma mistura mediana

Rhythm Thief & the Emperor’s Treasure tenta ser muitas coisas ao mesmo tempo e infelizmente não dá conta do recado. As ideias são boas, entretanto a sensação é que tudo ficou desenvolvido pela metade, faltando polimento em alguns pontos. Mesmo com problemas, o game não deixa de ser interessante e divertido, perfeito para partidas rápidas. Se estiver com a fila de jogos vazia e gosta do gênero, Rhythm Thief é uma boa escolha.

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