Impressões: Paper Mario: Sticker Star (3DS)

Torci o nariz quando vi as inúmeras alterações feitas em Paper Mario: Sticker Star. Tirar os elementos de RPG e misturar conceitos? Isso não parecia bom. Some o fato que eu ainda estou com gosto ruim na boca por conta de Super Paper Mario (que achei bem chatinho), aí meu interesse pelo novo título praticamente desapareceu. Mas conforme o lançamento foi se aproximando, eu comecei a ficar curioso pelo jogo e decidi arriscar. Não me arrependo, Paper Mario: Sticker Star é bem legal.

A trama é básica: Peach e Mario estão participando de um festival e Bowser aparece para estragar tudo. O vilão quebra um cometa com poderes especiais, espalhando confusão pelo Reino dos Cogumelos. Mario, com a ajuda da “fada do adesivo” Kersti, parte em uma jornada para derrotar Bowser. A novidade é que tudo gira em torno dos stickers: adesivos espalhados pelos cenários que são utilizados nas batalhas e em puzzles.

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Gostei

Visual de papel: Dessa vez não são somente os personagens que são feitos de papel, mas o cenário também. As coisas são feitas de papelão e tem vários detalhes interessantes: a água espirra confete, os personagens se amassam, pontes são “desdobradas”. O resultado é muito divertido. As reações também obedecem a lógica do material. Por exemplo, quando o Mario pula em cima de um Goomba em batalha, o monstrinho fica amassado. E um Koopa Troopa entrando dentro do casco? Ele se “dobra” em uma espécie de origami, muito bom! Também é possível “recortar e colar” para resolver puzzles, muito criativo. E tudo isso é reforçado pelo efeito 3D, que dá um aspecto de maquete para todo o jogo.

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Música: Confesso que nunca dei muita atenção para as músicas da série Paper Mario, sempre achei elas bem bobinhas, tanto é que as únicas canções que eu lembro até hoje são os temas de batalha. Já em Sticker Star o áudio está bem caprichado e a trilha tá bem legal, sendo o saxofone o instrumento mais aparente. E os arranjos de temas clássicos da série Mario ficaram muito bons. Alguns destaques: Go Go Trolley!, Battle Theme e Decalburg.

Batalhas: Lembro perfeitamente que torci o nariz para as batalhas exibidas nos trailers, essa coisa de stickers parecia boba… mas me surpreendi. As batalhas continuam divertidas, só que agora são bem mais dinâmicas. A mecânica de stickers funciona bem e tem um monte de ataque legal logo de início. E a variedade de adesivos é grande, contando com coisas bizarras como um bode que mastiga os inimigos (!!!). E mais uma vez as “regras de papel” entram em efeito, com por exemplo Goombas se dobrando para ficarem pontudos, tornando-se imunes aos pulos do Mario.

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Uma mistura de conceitos: Sticker Star não é um RPG tradicional como os dois primeiros games, assim como não é a bagunça de plataforma que foi Super Paper Mario. Na verdade o título mistura vários conceitos e gostei do resultado. Agora existe um mapa dividido em estágios, com caminhos secretos e tudo mais. Tem um pouco de tudo nessas fases: plataforma, exploração, puzzles e batalhas. Achei o formato é excelente para um portátil.

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Não gostei

Sem parceiros: Uma das coisas mais divertidas dos primeiros Paper Mario eram os parceiros. Cada um tinha personalidade e habilidades únicas, o que era bem necessário já que Mario é mudo. Em Sticker Star só existe um parceiro: Kersti, a “fada do adesivo” (mas heim?). A única função de Kersti é dar dicas, tirando isso ela é chatonilda e inútil.

Poucos incentivos para batalhar: Neste game Mario não ganha experiência e nem sobe de nível. As recompensas das batalhas são moedas e stickers, somente. Não achei que são um bom incentivo para enfrentar os inimigos, por mais que as batalhas sejam bem divertidas. Batalhei tanto que em uma hora de jogo já tinha 2000 inúteis moedas.

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História: Ok, Paper Mario nunca teve tramas primorosas, mas dessa vez está tudo simples demais. Mario é simplesmente arrastado por Kersti e pelo caminho acontece tanta coisa que mal dá pra lembrar o real motivo da aventura. Ao menos o humor continua afiado.

Tentativa e erro: Um dos usos dos stickers é na resolução de puzzles. Os vários objetos encontrados pelo jogo podem ser transformados em adesivos e utilizados para resolver enigmas. O problema é que boa parte deles só comportam uma solução, quando outros itens também funcionariam. Outro problema está nas batalhas contra os chefes: eles são bem mais fáceis de derrotar com stickers específicos, só que o jogo não dá nenhuma dica sobre isso. Kersti até chega a comentar isso depois da batalha, qual é o sentido disso depois do chefe já derrotado?

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Paper Mario: Sticker Star foi uma grande surpresa para mim. O jogo é bem divertido e tem vários conceitos legais, sendo um título bem único na série. Os problemas existem e chegam a irritar, entretanto a experiência geral não é comprometida. Se você gosta da série e não tem medo das várias mudanças, Paper Mario: Sticker Star é uma excelente escolha. Recomendado!

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