Impressões: Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance (3DS)

Não sou fã da franquia Kingdom Hearts, mas gosto dos jogos da série pois costumam ser bem divertidos. Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance é o mais novo episódio da confusa saga e tem inúmeras novidades. Neste game, que se passa após os eventos de Kingdom Hearts II, o jogador acompanha Sora e Riku pelos mundos adormecidos, a fim de receberem o título de Keyblade Masters.

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Gostei:

Gráficos: Os gráficos estão muito bons, um pouco melhores que o Birth By Sleep (PSP), com modelos detalhados e cenários maiores que os jogos anteriores da série. O efeito 3D reforça a sensação de grandiosidade, em junção com a câmera que afasta em alguns momentos e intensifica o efeito 3D. Entretanto ainda acho que a direção de arte da série é fraca, existem jogos com gráficos mais simples que apresentam visual mais interessante, como Kid Icarus: Uprising.

Jogabilidade frenética: O destaque de Kingdom Hearts sempre foi a jogabilidade frenética, algo que continua inalterado em Dream Drop Distance. O legal nessa versão é que os personagens têm acesso a ataques interessantes desde começo da aventura, tornando o combate divertido e variado desde o início.

 

Sistema de Drop: Gostei desse recurso de forçar o jogador a trocar de protagonista depois de um certo intervalo de tempo. É bem suave e o jogador pode manipular um pouco esse tempo, caso queira. É bem legal ver a história pela perspectiva de cada um dos personagens, já que elas se completam.

Flowmotion: Uma das novidades no game é o Flowmotion, um movimento no qual os personagens usam as paredes e outros obstáculos para pegar impulso, resultando numa investida rápida pelo ar. É um recurso utilizado tanto no combate quanto na exploração e torna a movimentação algo ágil e fluído, com um efeito visual bem legal.

Sistema de evolução de personagens: Quando vi que o jogo contaria com um sistema de monstros, torci o nariz. Felizmente ele é mais interessante do que eu imaginava, mesmo apresentando alguns pontos falhos. Desta vez os personagens aprendem ataques e habilidades através dos Spirits, versões boazinhas dos inimigos, que podem ser criadas ao combinar itens. Cada Spirit tem uma grade de habilidades que são destravadas através de Link Points, pontos que são recebidos ao interagir com os monstros e quando eles sobem de nível.

Música: Yoko Shimomura (Legend of Mana, Xenoblade Chronicles) volta como compositora, com uma série de canções excelentes. Ok, algumas músicas são bem parecidas com as dos episódios anteriores da série, mas as novas são muito boas. Destaque, claro, para as versões remixadas das composições do The World Ends With You.

Enciclopédia: É fato que a história de Kingdom Hearts é uma bagunça, com um monte de termos estranhos e uma quantidade absurda de personagens. Dream Drop Distance tenta ao menos explicar o básico com uma espécie de enciclopédia opcional que mostra os principais fatos. Outra coisa legal é que algumas cenas complementares podem ser assistidas depois, sem quebrar o ritmo da ação.

Arte da caixa legal, como nos lançamentos recentes da Square-Enix

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Não gostei:

Flowmotion descontrolado: É divertido usar o movimento Flowmotion para navegar pelos cenários, mas perder o controle do personagem ao usá-lo é muito fácil. As coisas ficam piores ao tentar alcançar partes altas dos lugares, é comum acertar uma parede errada e cair, já que a câmera não ajuda muito.

Reality Shift: O Reality Shift é um ataque que muda de acordo com o mundo e normalmente usa a tela de toque para tentar variar a jogabilidade. Infelizmente eles são desinteressantes e só quebram o ritmo da ação.

Brincar com os Spirits: Dentro do menu é possível brincar com os Spirits, as criaturas que acompanham a dupla de heróis. Através da tela de toque o jogador pode acariciá-los, dar comida e jogar alguns minigames, melhorando características dos monstrinhos. Interagir com eles é enfadonho e repetitivo. A parte chata é que esta ação é necessária, já que certas habilidades só ficam disponíveis ao alcançar certos níveis de afinidade com os Spirits.

  

Problemas de design recorrentes: O game apresenta algumas decisões de design consolidadas pela série que não me agradam. Um exemplo são os mundos vazios, nos quais os personagens só interagem nas cenas. Outro ponto é a pouca estratégia necessária para vencer os combates (pelo menos na dificuldade padrão), é muito fácil ficar só apertando o botão de ataque e destruir tudo. Por fim temos a exploração simples, sem puzzles e outros recursos que incentivem a busca de segredos.

Reaproveitamento: Mesmo com várias novidades, Kingdom Hearts 3D usa muita coisa dos jogos antigos. Música, cenários, modelos de personagens e até menus foram reaproveitados. Ao menos existem vários mundos novos dessa vez.

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Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance é um jogo bem divertido. Quem já conhece a série vai aproveitar melhor, já que este episódio combina os fatos dos games anteriores, preparando o terreno para Kingdom Hearts III. Para quem nunca acompanhou as aventuras de Sora e seus amigos, o melhor é pular todas as cenas e concentrar-se na jogabilidade. Se procura um jogo de ação, com alguns toques de RPG, este é o game certo.

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