Impressões: Tales of Graces f (PS3)

Tales of Graces f

A série Tales of sempre foi uma das minhas séries de RPG favoritas. Fiquei muito feliz ao saber que o Wii receberia um episódio da série principal intitulado Tales of Graces, mas infelizmente ele não saiu do Japão. O tempo passou e a Namco decidiu portar o jogo para PS3 com alguns extras, nem dei atenção afinal não tenho um PS3 e as chances de vir para o Ocidente eram mínimas. Mas o improvável aconteceu: Tales of Graces f foi anunciado para os EUA e arranjei um jeito de jogá-lo.

Desenvolvido pelo Team Destiny, equipe responsável pela maioria dos títulos 2D da série como Tales of Destiny e Tales of Rebirth, Graces é bem único em relação aos seus antecessores. A maior mudança foi no sistema de batalha, bem mais dinâmico e fluído. Outra alteração significativa é o fato de não existir um mapa mundi, sendo todas as áreas conectadas através de estradas que devem ser percorridas andando.

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Gostei:

Sistema de batalha: Intitulado Style Shift Linear Motion Battle System, este novo sistema pouco lembra as batalhas tradicionais dos jogos anteriores. A principal mudança é a adoção do Chain Capacity (CC) no lugar dos Tech Points (TP): todas as ações durante a batalha gastam uma determinada quantidade de CC, sendo que este valor se recupera automaticamente depois de algum tempo. A perspectiva mudou também: ao invés da ação ser lateral, agora a câmera fica atrás do personagem, tomando o topo da tela como referência. O combo básico de três ataques foi abolido e no lugar foram colocadas as Assault Artes, uma árvore de ataques possíveis com diferentes características. Por fim existe um novo movimento de esquiva, basta segurar defesa e mover para alguma direção, essencial na maior parte do tempo. É um sistema bem mais rápido e ágil, com vários outros pequenos detalhes interessantes.

Títulos: O desenvolvimento das habilidades agora é feito através de títulos. Cada um destes tem uma série de cinco habilidades associadas e podem ser aprendidas através de Skill Points recebidos após as batalhas. Os títulos são obtidos através da progressão da história, missões paralelas, ações em batalha e assim por diante. É um sistema flexível e que incentiva a exploração, já que sem eles não é possível aprender técnicas avançadas.

Sem mapa: Convenhamos, andar por mapas mundi em RPGs nunca é interessante. Normalmente eles são feios e sem graça, não adicionando nada de significativo. Em Tales of Graces f os mapas foram abolidos, agora é necessário andar de fato entre os lugares. Ok, não são áreas tão bem inspiradas assim, mas funcionam melhor que o sistema anterior.

Menos Skits: Skits são as tradicionais conversas entre os personagens do grupo. São legais pois desenvolvem o relacionamento entre eles e costumam ser bem divertidas. Felizmente dessa vez são bem menos conversas e elas estão melhores trabalhadas. Falo isso pois era simplesmente irritante ver três ou quatro conversas seguidas no Tales of the Abyss.

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Não Gostei

História: A história do jogo demora a desenvolver e quando avança não é lá muito interessante. Como era de se esperar tem alguns vários clichês e coisas que dá para prever facilmente, algo comum na série Tales. Ao menos os personagens legais compensam esse fato.

Dificuldade desbalanceada: Tales of Graces f é um game um pouco mais difícil que o normal, principalmente por conta do sistema de explorar as fraquezas dos inimigos. Basta aprender isso que tudo fica mais suave. Mas o problema de fato está nos chefes, o nível de dificuldade é bem diferente e vai ficando mais complicado conforme o inimigo perde HP. Mesmo colocando a dificuldade no nivel Normal (joguei boa parte do jogo no Hard) alguns chefes ainda foram bem chatos de derrotar. Senti também que a inteligência artificial  dos outros aliados não é das melhores e adora se jogar contra ataques poderosos.

Gráficos inconsistentes: Ok, é um port de um jogo de Wii, logo não tem como esperar um trabalho excelente. O jogo em si é bem competente na parte gráfica, os personagens principais ficaram muito bem modelados, nem lembra jogo de Wii. Mas o resto não é bem assim, com algumas texturas em baixa resolução e movimentação mecânica.

Trilha sonora: Amo game music e o Motoi Sakuraba é um dos meus compositores favoritos, mas já tá passando da hora de outro compositor assumir essa área na série Tales. Tirando alguns poucos temas de batalha, a música é completamente esquecível.

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No mais Tales of Graces f é um jogo bem divertido. O sistema de batalha é o destaque, sendo fácil um dos melhores da série. Quem gosta da série Tales deve com certeza jogá-lo, já em antecipação ao Tales of Xillia, que será lançado no Ocidente em 2013.

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