Impressões: Theatrhythm Final Fantasy

Nunca fui fã da série Final Fantasy. Joguei alguns da série principal, mas nunca cheguei a terminá-los, sempre preferi os spin-offs (principalmente o primeiro Crystal Chronicles, Final Fantasy Tactics A2 e Dissidia Final Fantasy). Quando Theatrhythm Final Fantasy foi anunciado eu me animei, pois adoro jogos de ritmo e a trilha sonora da série é incrível. Como era de se esperar, o resultado é muito bom.

Lançado para 3DS em Julho de 2012, Theatrhythm Final Fantasy é um jogo musical com alguns toques de RPG. O jogador acompanha músicas da série através de toques e riscos na tela inferior. São três estilos de jogabilidade: campo, batalha e evento. Na essência são praticamente iguais, mas cada um tem sua particularidade. Ao final de cada canção o grupo de heróis recebe pontos de experiência e Rhythmia, unidade que serve para desbloquear vários extras pelo jogo. A seleção musical vai desde o primeiro Final Fantasy até o XIII, excluindo os spin-offs.

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Gostei

  • Excelente qualidade de áudio: Usar fones de ouvido é obrigatório ao jogar Theatrhythm. As músicas estão com qualidade incrível, o som sai alto e claro, algo de fato necessário para a imersão do jogador.
  • Visual caprichado: Mesmo sendo um jogo paralelo, a Square-Enix foi bem cuidadosa. Os menus são bonitos, com detalhes sutis em todo canto. O efeito 3D dá uma impressão de pop-up book. Um exemplo é no menu principal, sempre aparece algum dos heróis e diz alguma frase relacionada ao seu jogo de origem.
  • Modo Batalha: É com certeza a categoria mais divertida. Ao som de canções de batalha, o grupo de personagens enfrenta inimigos. O legal aqui é que podem ser utilizadas magias e habilidades, sendo que quanto mais inimigos os heróis derrotam, melhores são as recompensas adquiridas. Sempre tem também um trecho especial da música no qual as notas ficam prateadas e que caso o jogador acerte completamente a sequência, um summon será invocado.
  • Modo Campo: Este é parecido com o modo batalha, sendo a diferença que a ação é o líder do seu grupo correndo por cenários do jogo da música. A jogabilidade tem uma alteração aqui: nos momentos de manter a stylus na tela é necessário movê-la verticalmente, a fim de seguir uma linha sinuosa. Ao acertar a sequência especial, o personagem se transforma num Chocobo e viaja bem mais rápido, aumentando a probabilidade de encontrar itens.
  • Muito conteúdo: São por volta de 70 canções, com três dificuldades cada, totalizando em 210 possibilidades. Ainda não está satisfeito? A Square-Enix está disponibilizando faixas extras por download, pelo módico valor de R$2 (eu mesmo corri e comprei o tema de batalha do Final Fantasy VI). Além disso o jogo tem um sistema de troféus (liberados ao atingir certos requisitos) e uma coleção de cartas.
  • Aspectos de RPG num jogo de ritmo: Algo que achei bem divertido é o fator RPG. O jogador cria um grupo com quatro personagens e eles ganham experiência ao fim de cada canção. Ao subir de nível, os heróis ganham novas técnicas e seus atributos são melhorados. E isso não é enfeite e afeta diretamente a performance: HP determina a quantidade de erros permitidos, enquanto agilidade aumenta a velocidade no modo campo e assim por diante. Além dos protagonistas de cada um dos jogos, outros personagens podem ser liberados.
  • Desafiante e divertido: Mesmo apresentando somente três comandos (tocar, riscar e segurar), o game é bem desafiante. As dificuldades iniciais são tranquilas de dominar, mas o nível Ultimate exige reflexos incríveis e muito treino.
  • Caixa: Finalmente mais uma caixa que aproveita os espaços vazios, assim como o Kid Icarus: Uprising. O mais legal é que dá pra inverter o encarte, tendo assim uma arte de capa alternativa.
  • ProfiCard: Gostei muito desse cartão de perfil. Ele é bem personalizável, com direito a um título maluco que referencia coisas da série. O chato vai ser conseguir outros via StreetPass, acho difícil que esse jogo se torne popular.

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Não gostei

  • Sem previews no menu de DLC: Comprar músicas via download é simples e fácil, é como se fosse um mini-eShop. Mas infelizmente não é possível ouvir nem um trecho delas, sendo necessário conferir em algum outro lugar antes (a não ser que você seja tão fã a ponto de reconhece-las só pelo nome).
  • Event Mode: Este é o modo mais fraco dos três. É complicado se concentrar ao mesmo tempo no vídeo que passa no fundo da tela e nas notas surgem pela tela. E a jogabilidade é a menos inspirada também: faça o comando quando o marcador passar por cima da nota.
  • OP/ED themes: Quando se joga o Series Mode existe a opção de ‘jogar’ também uma música de abertura e encerramento do jogo. As regras são simples: notas musicais voam para o centro da tela, em direção a um cristal, bastando tocar a tela com a stylus quando ambos se sobrepõem. É bem bobo e felizmente dá pra pular tranquilamente.
  • Marcador de riscar a tela: O marcador do movimento de riscar é um círculo com uma seta dentro. O problema é que nos momentos mais frenéticos é meio difícil identificar a direção correta. Um símbolo mais distinto seria ideal.
  • Rosto estranho dos personagens: Eu até gosto do estilo dos personagens, mas não suporto esse rosto estranho deles. Me dá agonia, argh!
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No mais Theatrhythm Final Fantasy é um lançamento bem completo e vai agradar mais quem gosta de jogos de ritmo. Por não ter uma história ou modo campanha elaborados, o game é recomendado para partidas curtas. Torço para que ele seja bem sucedido, assim a Square-Enix pode vir a produzir novas versões (eu ia adorar um Theatrhythm Seiken Densetu). Recomendado!

Confira também minha análise completa no Nintendo Blast

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3 comentários em “Impressões: Theatrhythm Final Fantasy”

    1. Que bom que concorda 🙂
      Eu até gosto de algumas músicas do Event Mode, como “Home, Sweet Home” do Final Fantasy V e “Defiers of Fate” do Final Fantasy XIII, mas os marcadores de riscar aparecem em ângulos estranhos e o jogo nem sempre registra corretamente =/

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