Impressões: Kid Icarus: Uprising

Minha relação com Kid Icarus: Uprising foi bem oscilante: no anúncio do jogo fiquei maravilhado e empolgado, mas conforme as informações foram sendo liberadas eu fui desanimando (como assim usar praticamente somente um botão do 3DS?). Mas aí a Nintendo começou sua campanha massiva e fui ficando animado, até que finalmente me rendi e não me arrependo nada.

O jogo é basicamente um shooter 3D dividido em dois momentos: batalha aérea estilo Sin & Punishment e shooter em terceira pessoa no solo (com uma batalha contra um chefe no final do estágio).

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Gostei:

Gráficos: Não são os gráficos mais bonitos de 3DS (tem algumas coisas quadradas demais, por exemplo), mas é a direção de arte é muito boa. São tantos detalhes que dá vontade de explorar todos os cantos.

Efeito 3D: Mesmo não sendo um diferencial na jogabilidade, o efeito 3D é muito bom. Como era de se esperar o efeito é de profundidade, mas Pit literalmente flutua para fora da tela, sendo possível sentir perfeitamente a aproximação dos inimigos. Outro uso legal é a mira, dá pra saber exatamente se ela está no local correto e a que distância os inimigos estão.

Música: A música do jogo é maravilhosa. As canções em sua maioria são imponentes e orquestradas. Os estilos são variados, como a calma música dos menus, a inusitada canção tema do Dark Pit e o intenso tema de batalha contra chefes. Natural esse ponto ser excelente, já que são cinco compositores conhecidos: Yuzo Koshiro (Shinobi, Etrian Odissey), Masafumi Takada (Killer 7, No More Heroes), Motoi Sakuraba (Star Ocean, Tales of), Noriyuki Iwadare (Lunar, Grandia) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger, Xenogears). E sou suspeito pra falar disso, aprecio muito os trabalhos do Sakuraba e Koshiro.

Replay: Kid Icarus: Uprising é jogo no estilo arcade, ou seja, é necessário jogar cada uma das fases várias vezes. O destaque aqui é o sistema de dificuldade chamado de “Fiend’s Cauldron”. Apostando os corações (a moeda do jogo) é possível mudar o nível de intensidade, deixando o jogo mais difícil (ou até mesmo mais fácil – não recomendo). Quanto maior a intensidade, melhores os itens e recompensas. Outra coisa legal é que certas áreas só podem ser acessadas a partir de certo nível de intensidade.

Customização: Pit tem a disposição uma infinidade de armas diferentes, sendo que cada tipo tem particularidades específicas. Por exemplo, os porretes são armas grandes e lentas, mas seus tiros são poderosos e têm alcance excelente. Já as garras são mais indicadas para luta corpo a corpo. É possível também equipar várias habilidades defensivas e ofensivas. E as mudanças são visuais também, os projéteis e ataques mudam completamente.

Muito conteúdo: Além do modo principal existem várias outras coisas para se fazer no jogo. É possível fundir armas, ver o perfil de personagens e itens, criar gemas de armas para trocar via StreetPass, entre outras possibilidades. Assim como Smash Bros Brawl, existe um painel de conquistas que vão sendo desbloqueadas conforme tarefas vão sendo feitas. E são muitas armas e habilidades para descobrir, terminar completamente vai dar muito trabalho. Destaque para o curioso modo no qual é necessário oferecer corações à deusa Palutena, fazendo com que ela fique cada vez mais próxima da tela. Inútil, mas inusitado.

Multiplayer: Para fechar o pacote Kid Icarus ainda conta com um modo multiplayer para até seis pessoas, seja localmente ou via internet. São dois modos: Free For All e Light vs Dark. São bem frenéticos e divertidos, sendo possível ganhar itens neles também. Ah, toda a experiência online é ótima, com atrasos mínimos e com rápida montagem de salas.

Caixa: Finalmente as caixas dos jogos americanos de 3DS estão recebendo o mesmo tratamento das caixas japonesas. O encarte tem ilustrações que aparecem por aqueles espaços de dentro da caixa, muito legal.

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Não gostei tanto

Controles: Não que eu tenha odiado os controles, eles funcionam bem, mas a curva de aprendizado não é das melhores. Pior ainda se o jogador se decidir pelo multiplayer online, tudo acontece tão rápido que mal dá tempo de reagir. A dica mesmo é jogar até pegar o jeito e customizar o que for preciso.

A base: É um acessório meio inútil, mas até interessante. O único problema é encontrar uma superfície que dê pra utilizá-la de maneira satisfatória. Eu mesmo tenho problemas com o 3D quando uso ela. Mas no geral ela cumpre o que promete e melhora significativamente a experiência de jogo.

Multiplayer desbalanceado: Isso eu já esperava. Por ser um jogo focado em customização acabou que o multiplayer ficou desbalanceado. A chance de vitória é muito maior quando se tem uma arma poderosa e com atributos fortes (coisas roubadas como congelar o oponente, por exemplo), assim como habilidades úteis (explosões, lasers, buracos negros). Ao menos o modo Light vs Dark é um pouco mais balanceado e oferece uma chance maior de vitória para os não tão bem equipados.

AR Cards: É uma coisa legal colecionar essas cartinhas, o único problema é a utilidade duvidosa. Ao escanear uma carta o modelo correspondente é registrado no jogo e ganha-se alguns corações…e só. Tem uma batalha entre as cartas, mas não tem utilidade além da animação dos personagens. E o outro problema está na maneira de adquirir as cartas, pelo menos nos Eua elas serão distribuídas somente em eventos. O Brasil mal tem eventos de jogos, imagine em Brasília….

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Kid Icarus: Uprising é um jogo incrível. O diretor Masahiro Sakurai usou muito bem todo o longo tempo de desenvolvimento e o resultado é um jogo muito bem acabado, recheado de conteúdo e que utiliza praticamente todos os recursos do 3DS. Gostei muito e com certeza vou gastar muito tempo nele. Agora… onde estão as pessoas pra jogar multi? :]

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9 comentários em “Impressões: Kid Icarus: Uprising”

  1. gostei muito da sua avaliaçãp mas achei muito exagero seu sobre os controles(muito bons depois q acostuma além de ser comparivel com o acessório de analog extra) a base q mesmo tendo problemas com aderência (pouco) é muito útil e o multiplayer q não é nem um pouco desequilibrado pois mesmo com armas fortes elas diminuem mais o team gauge e no free for all os poderes entre outros fatores deixam o jogo razoavelmente equilibrado

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