O Rei da Sarjeta, de William C. Gordon

Romance policial é um dos meus estilos favoritos. Que surpresa ter ganhado um livro assim de presente :]

Armand Hagopian é um homem de negócios bem-sucedido. No entanto, ele tem um fim de vida macabro. O corpo do empresário armeno é mutilado e pendurado no portão do depósito de lixo do qual era dono, tal qual uma sinistra lembrança. Ao que parece, o crime tem como suspeitos imigrantes mexicanos que eram funcionários de Armand. Porém, a verdade não é tão simples para o jovem repórter Samuel Hamilton. Dono de uma persistência incansável, ele decide investigar o crime. Ao lado de Janak Marachak, advogado de defesa dos acusados, o repórter descobre um sórdido mundo de vingança e violência.

William C. Gordon é um autor direto e sem floreios. Seu texto é simples e limpo, sempre direto ao ponto. Mas Gordon não consegue fazer a história ser completamente envolvente, ele é tão objetivo que o texto mais parece uma reportagem detalhada de revista ou jornal. Sim, ele tenta desenvolver seus personagens (e consegue até certo ponto), mas fica bem claro que seu foco é a trama. Gordon também tenta dar mais dinamismo à narrativa, alternando entre vários pontos de vista e personagens, até funciona, mas acaba confundindo o leitor.

A trama, que deveria ser o maior destaque do livro, é regular. Já bem no começo são apresentadas pistas que o leitor sabe que vão ser extremamente importantes para a solução do caso, só que o autor deixa isso óbvio demais (como um inseto grudado na calça do cadáver que a polícia insiste em ignorar). E a trama vai ficando mais confusa conforme a investigação prossegue, misturando fatos históricos com fictícios. Mas o maior problema são as coincidências: elas acontecem o tempo todo e são elas que resolvem a maioria dos problemas, achei isso extremamente preguiçoso da parte do autor.

Mas o livro não é descartável, existem partes muito interessantes e os ganchos são bem colocados. Mesmo com os vários problemas o texto flui bem, a leitura é bem rápida. Destaque principalmente para o julgamento dos mexicanos, é um trecho bem energético e frenético, com algumas reviravoltas legais.

No mais “O Rei da Sarjeta” é um livro mediano, um passa-tempo rápido.

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Um comentário em “O Rei da Sarjeta, de William C. Gordon”

  1. Voce conseguiu definir bem sua opnião sobre o livro ao le-la decidir pesquisar sobre o assunto,pois o modo como voce apresentou a trama,os personagens,o enredo e tambem o modo como voce descreve o autor e demosntra sua forma de trabalho foi muito inspiradora e instigante,assim que eu qcqbei de ler o artigo fiquei curioso para saber mais,obrigado gostei muito,boa sorte para achar novos autores que realmente sejam bons. Até a proxima.
    Ulisses.

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