A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan

Li a série “Percy Jackson & Os Olimpianos” e achei bem agradável, sendo assim quando soube de uma nova série do autor fiquei curioso para conferir.

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avôs e Carter viaja o mundo como o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao Bristish Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada em busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.

“A Pirâmide Vermelha” é um livro divertido e descompromissado, lembra muito aquelas aventuras mágicas de filmes da década de 80/90. Acontece que para quem já leu a série Percy Jackson essa nova série tem muitas coisas em comum, fica até parecendo uma “pintura” diferente da outra série. Crianças que têm sua vida subitamente mudada por conta de fatos misteriosos do passado? Confere. Os protagonistas descobrem que têm poderes especiais e acima da média em relação a outros? Confere. Uma jornada frenética para impedir que algo horrível aconteça? Confere. E por aí vai.

Riordan até tenta colocar características únicas para essa história, mas infelizmente não consegue. A trama é narrada alternadamente por Carter e Sadie, mas praticamente não existe mudança na narrativa, mesmo eles tendo personalidades diferentes, salvo alguns poucos momentos de opiniões divergentes. Outro problema é que os personagens são bem básicos, sendo assim é difícil sentir afeição por eles. O tema “Egito antigo mágico” é bem interessante, mas faltou tato do autor para explicar melhor os termos e conceitos da mitologia egípicia (duat, por exemplo, que é mencionado o tempo todo no texto). E novamente Riordan usa de recursos repetitivos para conduzir a história (perseguições frenéticas, criaturas atacando a todo momento, humor nem sempre tão afiado e algumas outras coisas que seria spoil comentar), tornando-a um tanto quanto previsível.

Mesmo com tantos defeitos, “A Pirâmide Vermelha” é aquilo que é proposto: uma aventura mágica, divertida e desenfreada. Gostei sim do livro: a história é divertida, o universo é interessante, os personagens nem tanto, mas fiquei curioso de como a série vai evoluir e terminar.

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