Impressões: Mother 3

E depois de tantos anos finalmente terminei Mother 3. Sucessor de Earthbound (Mother 2 no Japão), Mother 3 demorou eras pra sair, afinal foi planejado para o 64DD e só no final da vida do Gameboy Advance que foi lançado. A Nintendo não lançou o jogo no ocidente, decepcionando inúmeros fãs. Diante disso, um grupo decidiu traduzir o game. Após dois anos de trabalho a tradução foi finalmente lançada e eu aproveitei para conferir o resultado.

Mother 3 é um RPG bem clássico: batalhas por turno com visão em primeira pessoa, evolução básica de personagens (somente aumentam de nível e alguns aprendem técnicas), equipamentos que melhoram atributos e só. O grande charme está na ambientação, que se passa na era contemporânea, e no humor aguçado. Essa combinação de características dá um ar bem retrô, já que remete aos simples RPGs da década de 80-90, com algumas pitadas de modernidade.

Na trama acompanhamos Lucas e seus amigos que têm que lidar com a aparição da Pigmask Army, exército que altera completamente a vida nas Nowhere Islands. Ao contrário do seu antecessor, Mother 3 é muitíssimo focado na história, o que acabou deixando a aventura linear demais. Simplesmente não existem side quests e o jogador sempre sabe qual é o próximo passo a seguir. Ao fim do game me senti um pouco decepcionado por conta da linearidade, entretanto os diálogos bem bolados e as situações divertidas compensam esse problema. A história tem poucos clichês, mas alguns pontos não foram desenvolvidos o bastante, deixando algumas coisas confusas. Só mais pro fim do jogo que dá pra ter uma visão melhor de tudo.

O sistema de batalha pode parecer bobo numa primeiro olhar já que não oferece os complexos sistemas dos RPGs modernos, mas algumas nuances o deixa divertido. A principal novidade na série é o sistema de combos, no qual o botão A deve ser apertado de acordo com o ritmo da música de batalha. São inúmeras canções, que variam de acordo com os inimigos enfrentados. Em algumas faixas é facílimo manter o ritmo, enquanto em outras é praticamente impossível devida à melodia estranha. Dominar este sistema é essencial, afinal o jogo está repleto de batalhas difíceis.

Tecnicamente é um jogo bonito, que lembra muito o estilo gráfico do Earthbound. Cada um dos personagens, incluindo os NPCs, são muito bem trabalhados. Os inimigos são bem criativos e malucos, assim como as localidades. A trilha sonora também é ótima, com músicas muito legais e viciantes (como a música tema dos Pigmask Army), sendo que foi até lançado um álbum com versões rearranjadas chamado MOTHER 3+ (destaque para D.C.M.C Theme, Mr. Great’s Theme e Snowman).

É uma pena que provavelmente este será o último jogo na série Mother. Uma pena também ver que a Nintendo não tem interesse de trazer para o ocidente, mesmo com forte demanda. De qualquer maneira é uma ótima pedida para quem quer um RPG divertido e fora dos padrões atuais da indústria.

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