Faru's Eyes

Um olhar sobre coisas (não muito) importantes

Esporte virtual

com um comentário

Wii Sports

3estrelas
Depois de vários meses guardando todas as moedas e dinheiros possíveis finalmente comprei um Wii. E não me arrependo dos sacrifícios feitos. Não peguei nenhum jogo jogo mesmo, só estou aproveitando o simpático Wii Sports (e agora um Sonic and the Secret Rings emprestado, que já adianto que é muito legal).

Wii Sports é uma vitrine do que o Wiimote é capaz. São cinco modalidades de esportes: tênis, golf, baseball, boxe e boliche. Como personagens são utilizados os Miis (avatares cartunizados que podem ser construídos e armazenados no Wii). Os gráficos são bem simples, música quase inexistente. Além da possibilidade de jogar qualquer uma das modalidades, é possível também jogar seções de treinamento e um “treinamento diário” que mostra a evolução do Mii através de um gráfico.

A qualidade do reconhecimento dos movimentos entre as modalidades varia muito, sendo os mais realistas o boliche e golf e sendo os mais aleatórios o baseball e boxe. Mas todos são divertidos mesmo assim, ainda mais quando jogado em multiplayer. No mais os meus preferidos são o boxe e golf, sendo meus menos preferidos o tennis e baseball.

Por fim Wii Sports é um bom aperitivo sobre o que o Wii é capaz na jogabilidade, mas ficou devendo mais profundidade. Não chega a ser um jogo ruim, já que acompanha o console. Mas basta chamar alguns amigos que Wii Sports se torna divertidíssimo.

Escrito por Farley

Domingo,23 Setembro 2007 em 10:19 pm

Publicado em Jogos, Pessoal

O tempo não espera por ninguém

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Toki wo Kakeru Shoujo

4 estrelas! 

Não me lembro ao certo quando exatamente descobri Toki wo Kakeru Shoujo (algo como “a garota que conquistou o tempo”), mas lembro que foi procurando informações sobre Paprika. Não fiquei tão animado em vê-lo como o Paprika, mas era certo que eu iria assisti-lo…

Makoto é uma estudante que está tendo um dia muito ruim: acorda atrasada para a aula, acaba tendo um teste surpresa, causa um incêndio na aula de culinária. Quando pensa que está tendo um momento de paz, ela se encontra presa no laboratório de química da escola e acaba tropeçando em algo e consequentemente caindo. Nos segundos que duraram este tombo, Makoto tem uma estranha visão… Por fim ela consegue sair da sala e volta pra casa de bicicleta, só que Makoto sofre um acidente fatal. Mas algo incrível acontece: Makoto volta no tempo alguns segundos e assim consegue evitar sua própria morte. Ela descobre então que adquiriu uma habilidade chamada “salto no tempo”, habilidade essa que lhe permite voltar no tempo. Makoto começa a utilizar este poder da maneira que bem lhe convém… Mas será que ela é capaz de aceitar as conseqüências do uso desse poder?

A essência da história pode parecer um pouco genérica e batida, mas a execução da trama se revela bem original. Cada personagem tem uma personalidade única, mas ao mesmo tempo muito próxima da realidade, fazendo com que muitos se identifiquem com os mesmos. O trio principal apresenta muito carisma, se sobressaindo em relação aos outros personagens. Na parte técnica, Toki wo apresenta lindos e detalhados cenários, como é de se esperar de qualquer longa-metragem de animação japonesa. O traço dos personagens é simplista, aproximando com a realidade do mundo. Para acompanhar a história, belas melodias ao piano foram utilizadas, dando um ar simples e único ao filme

Por fim, o que mais me impressionou e cativou foram as cenas finais, repletas de emoção e imprevisibilidade, por mais que alguns pontos do desfecho fossem completamente previsíveis. A mensagem em que a história foi montada também é muito interessante, assim como a maneira que foi trabalhada

Toki wo Kakeru Shoujo é um ótimo drama, com algumas pitadas de comédia e romance. E fica no ar a reflexão: você está utilizando bem o seu tempo?

Escrito por Farley

Domingo,16 Setembro 2007 em 8:45 pm

Publicado em Animes, Filmes

Micro-blogging

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twitter 

É fato que raramente atualizo esse meu blog.  Também é fato que eu escrevo praticamente pro Google, já que quase ninguém que eu conheço lê meus textos. Mas estou feliz com isso. E agora descobri mais algo semi-inútil pra minha vida.

O Twitter é uma espécie de micro-blog: você só pode postar frases curtas, de até 140 caracteres. E só. Nada de imagens e vídeos embutidos, no máximo links. Pra completar o pacote isso tudo é também uma pequena rede social, aonde você “acompanha” as atualizações de seus amigos e vice-versa.  Os posts podem ser feitos tanto no próprio site quanto pelo Gtalk ou até mesmo por SMS (grátis!). A qualidade dos posts vão de completamente inútil (“Acabei de acordar”) à notícias (como o Twitter do New York Times).

Eu acabei abrindo um pra mim por achar a idéia interessante. É muito fácil e rápido postar qualquer coisa lá e também tem que ser bem criativo pra poder falar algo interessante com tão poucos caracteres. Já mergulhei um pouco fundo nele e já descobri um povo bem legal, vou passar a “seguir” eles. A alegria só não está completa por estas pessoas se tratarem de totais desconhecidos para mim, seria muito mais legal se fosse a minha rede de amigos mesmo.

Mas é isso aí. Aqui está a minha página lá, tento escrever coisas mais ou menos interessantes, mas no começo foi tudo meio aleatório mesmo. E ao contrário deste blog ela é atualizada com muito mais freqüência =]

Escrito por Farley

Sábado,8 Setembro 2007 em 4:22 pm

Publicado em Outros, Pessoal, Web2.0

Desvendando o labirinto?

com 5 comentários

Labirinto do Fauno

 4 estrelas

O Labirinto do Fauno sempre me deu medo. Sempre. Quando assisti o trailer, pensei comigo: “credo, filme bizarro e medonho!”, mesmo todas as críticas sendo positivas. Pior ainda foi ver a classificação no verso do DVD alugado pelo meu irmão, 16 anos. Ou ele era realmente muito bom ou na verdade muito ruim. Ainda bem que gostei muito.

Ofélia é uma jovem garota que perdeu o pai recentemente e está acompanhando sua mãe, que está grávida, em uma viagem para a casa de Vidal, seu padrasto, que é o capitão das forças facistas daquela região.  Ofélia não aprova o novo casamento da mãe e não gosta de seu padrasto, muito menos da situação em que se encontra. Chegando ao lugar, Ofélia descobre um labirinto e lá encontra um Fauno, criatura meio humana, meio bode. Este fauno explica para Ofélia que na verdade ela é a princesa do reino subterrâneo e para poder regressar ao mesmo deve cumprir três tarefas. Enquanto Ofélia tenta completar as tarefas, Vidal tenta exterminar os rebeldes da região.

Sempre acreditei que O Labirinto do Fauno se tratasse de um conto de fantasia bem sombrio, mas não é bem essa a premissa do filme. A trama, inicialmente, é focada nas tarefas de Ofélia, mas o confronto entre os facistas e rebeldes tem tanto ou até mais foco. Acredito que isso é necessário para talvez explicar a situação de Ofélia. O círculo de personagens principais é bem construído, mas é necessária muita observação e capacidade de análise aguçada para realmente entender os motivos de cada um.  Fica também no ar o que é real e o que não é: será que Ofélia não está criando este “mundo” somente como uma válvula de escape ou o Fauno e as outras criaturas realmente existem?

Outro ponto que pesou pra mim foi a maneira que a história é contada. Poucas cores vivas e cenas repletas de brutalidade, tensão e violência (o que me traz angústia terrível, não gosto disso em exagero). A parte mais memorável de todo o filme foi a do Homem Pálido, foi possível sentir todo o peso e tensão daquele lugar naquele intervalo de tempo. Por fim fiquei fascinado pela beleza rústica do Fauno e do Homem Pálido, simplesmente incríveis.

O Labirinto do Fauno deve ser apreciado com muita atenção, os detalhes importantes estão meio que escondidos. E cabe cada um decidir o que é real e o que não é.

Escrito por Farley

Domingo,2 Setembro 2007 em 10:21 pm

Publicado em Filmes

Tem alguém rindo dentro do armário: Anja Garbarek

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Anja Garbarek

Não ignore sinais. Se algo insiste em aparecer pra você este algo pode ser algo bom, dê uma chance. Foi isso o que aconteceu comigo: na minha dashboard do last.fm sempre tinha um nome na minha lista “artistas recomendados” e eu não dei muita atenção, por mais que o nome fosse diferente. Até que um dia dei atenção e encontrei Anja Garbarek.

Anja Garbarek nasceu em 1970 na Noruega e é filha do famoso saxofonista Jan Garbarek (ele é tão famoso que nunca ouvi falar dele). Seu primeiro álbum, Velkommen inn, não fez tanto sucesso assim, mesmo recebendo críticas positivas. Anja começou a ter mais reconhecimento com seu segundo álbum, intitulado Balloon Mood. Foi seu primeiro álbum totalmente em inglês e foi lançado em outros países além da Noruega. Após Balloon Mood, Anja lançou mais três álbuns, sendo que um deles é a trilha sonora do filme Angel-a.

A música de Anja é definitivamente trip-hop. Trip-hop, como o nome sugere, coloca quem está ouvindo numa viagem, num passeio em um mundo paralelo. Com sons ousados e diferentes, Anja passeia por vários estilos, sempre valorizando o diferente, sem exagerar, lembrando em boa parte canções do mundo pop. Brincando com as palavras, Anja fala de tudo em suas músicas: a inquietude do amor, as maravilhas da incerteza, as loucuras pessoais diárias.

Na procura pelo diferente Anja Garbarek é mais um ótimo achado. Quem se arrisca em ouvir o som dessa norueguesa acaba encontrando um mundo diferente, uma dimensão paralela.

Vídeos: The Last Trick, Beyond my control, Something Written, I.C.U., Picking up pieces, Stay tuned, Big Mouth

Escrito por Farley

Sexta-Feira,3 Agosto 2007 em 9:34 pm

Publicado em Música, Pessoal

Livros felizes

com 3 comentários

Como fui indicado pelo Luciano na tal da corrente do bem (versão livros), aí estão as minhas cinco indicações.

Se um viajante numa noite de invernoSe um viajante numa noite de inverno
por Italo Calvino

Você, Leitor, acaba de comprar o novo e esperado romance de Italo Calvino: Se um viajante numa noite de inverno. Começa a lê-lo, está gostando muito. Infelizmente o seu exemplar está com problema a partir da página 32, a partir dali o livro repete o primeiro capítulo até o final. Você, então, volta à livraria e troca o livro. Acontece que você recebe um livro totalmente diferente do primeiro. Você gosta muito do livro, mas este também apresenta um problema e você volta à livraria para trocá-lo… É sobre a premissa de encorajar o leitor a encarnar o protagonista da história que Se um viajante numa noite de inverno começa. O leitor aparentemente não consegue ler nenhum livro até o fim… Ítalo Calvino faz uma crítica à indústria de best-sellers, enquanto apresenta ao leitor variados estilos literários.

 

Depois daquela viagemDepois daquela viagem
por Valéria Piassa Polizzi

Depois daquela viagem é uma pequena-pseudo-auto-biografia. Valéria conta como a sua vida mudou após contrair o vírus da AIDS aos 16 anos. É um livro bem adolescente e descontraído, sobre coisas que acontecem com boa parte das pessoas nessa fase da vida. O que diferencia de outros livros do gênero é o fato de Valéria ser portadora do HIV e dela mostrar que é possível viver normalmente com esta doença.

 

O Diabo veste PradaO diabo veste prada
por Lauren Weisberger

Andrea Sachs é uma garota recém-formada que consegue o emprego dos sonhos (um emprego que qualquer garota daria a vida para ter) como assistente de Miranda Priestly, poderosa editora da revista de moda Runaway. O único problema é que Miranda Priestly é um verdadeiro demônio e transforma a vida de Andrea em um verdadeiro inferno. O Diabo é uma comédia muito divertida e descontraída, não há quem não sinta ódio por Miranda diante de suas absurdas tarefas. Não se deixe levar pelo mediano filme, que remete a muito pouco da diversão do filme.

 

DráculaDrácula
por Bram Stoker

Inspiração de muitas releituras sobre o famoso Conde Vampiro, Drácula mostra os resultados da influência de Conde Drácula sobre Jonathan Haker e seus amigos. A principal característica de Drácula é que a história é contada através de diários, cartas e memorandos dos personagens envolvidos, proporcionando variados estilos de narrativa. Por fim conta com um alto grau de detalhamento, fazendo que o leitor sinta-se imerso no universo de Drácula.

 

 

O Mundo de SofiaO mundo de Sofia
por Jostein Gaarde

Sofia Amundsen é uma garota de 15 que mora na Noruega com sua mãe. Sofia vive uma vida normal até começar a receber misteriosas cartas com perguntas como “Quem é você?” e “De onde vem o mundo?”, assim como cartões endereçados a uma garota chamada Hilde Møller Knag. Por fim Sofia acaba recebendo um curso de filosofia e começa a ter aulas com um filósofo chamado Alberto Knag. Basicamente é um livro educativo, mas conta também com uma misteriosa (se não também bizarra) história entre as “aulas”. O Mundo de Sofia é uma ótima e divertida maneira de aprender alguns conceitos de filosofia aplicados à vida de uma jovem garota.

 

Como a minha blogesfera é reduzidíssima, por ora não vou indicar ninguém. Mas se algum dos meus 3 leitores, além do Luciano, desejar citar 5 livros pode faze-lo nos comentários =]

Escrito por Farley

Segunda-feira,16 Julho 2007 em 4:58 pm

Publicado em Livros, Pessoal

Paprika: sonhos temperados

com 6 comentários

Paprika2

4estrelas

Chiba Atsuko, uma psicoterapeuta, e Okita Kosaku, um cientista, criaram em conjunto com a sua equipe um impressionante aparelho chamado DC-mini. Com este aparelho é possível entrar nos sonhos dos pacientes para facilitar o tratamento dos mesmos. Os primeiros DC-mini criados são somente protótipos, sendo utilizados com cautela, pois é possível destruir a personalidade dos pacientes caso algo errado seja feito. O problema começa quando alguns desses DC-mini são roubados e logo em seguida os integrantes da equipe de desenvolvimento começam a serem atacados em seus sonhos. Dra. Chiba então passa a investigar quem está por trás destes ataques assumindo a forma da bela Paprika, correndo contra o tempo para evitar que os problemas tomem proporções ainda maiores.

Paprika é um passeio na mente dos personagens da trama. Dúvidas, problemas e lembranças são mostradas através de cenas repletas de simbolismos e detalhes. Por mais que não pareça, Paprika1boa parte dos personagens tem personalidade rica e complexa, que são exteriorizadas ao máximo nos sonhos. É necessária muita atenção para entender o que realmente se passa, o que realmente cada personagem sofre ou pensa.

Algo muito legal em Paprika é a maneira que a história é contada, ora na realidade, ora nos sonhos. Chega um momento que estes dois mundos parecem estar (ou realmente estão) sobrepostos, ficando difícil distinguir o que é sonho e o que é real, trazendo assim várias cenas interessantes. A trama é simples, sua conclusão mais ainda. Os mais atentos conseguirão perceber com certa facilidade quem está por trás dos ataques investidos contra a equipe. Outro ponto interessante são referências ao mundo da Psicologia e Mitologia, como o momento em que Paprika se transforma em uma fada com asas de borboleta (que representa a alma e a liberdade do corpo).

A arte é simplesmente incrível. O traço dos personagens tem um certo ar surreal (como o Dr. Shima), Paprika3ao mesmo tempo que são belos. Os cenários apresentam detalhamento absurdo e cores muito vivas e fortes. Destaque para o desfile estranho que acontece nos sonhos dos personagens. A trilha sonora é composta de poucas músicas, mas consegue dar o ar necessário ao filme. São canções que apelam mais para o estilo eletrônico e psicodélico, adicionando ainda mais à atmosfera surreal do filme. As duas músicas mais tocadas no filme grudam na cabeça com facilidade.

Paprika não é tão fácil de ser digerido. Muitos não irão gostar, dizendo que é muito confuso ou bagunçado. Já acho que este foi um fator decisivo para eu gostar muito do filme: é bem surreal, diferente. Como era de se esperar, assistir mais de uma vez ajuda a entender melhor o que se passa, assim como os motivos de cada personagem.

Enfim, Paprika é um ótimo tempero para a mente.

Escrito por Farley

Quarta-feira,4 Julho 2007 em 5:39 pm

Publicado em Animes, Filmes

Jem: mistura agradável

com 3 comentários

 

Jem

Jem foi meu primeiro achado (de vários) no last.fm. Estava ouvindo a rádio artistas similares à Imogen Heap e uma faixa de 30 segundos tocou. Gostei muito, mas infelizmente eram somente 30 segundos… Fui atrás pra descobrir quem cantava e a encontrei. E não me arrependo.

Natural do País de Gales, no Reino Unido, Jem começou a cantar e escrever aos treze anos. Anos depois, enquanto fazia sua faculdade de direito, trabalhou como uma “DJ agent” promovendo discotecas e outros lugares do gênero. Por fim Jem largou tudo e montou um estúdio móvel, produzindo então quatro músicas demo que deram começo a sua carreira.

Seu estilo musical é difícil de definir: é uma mistura de vários gêneros, indo do pop, passando pelo reggae e indo até trilhas sonoras e trip-hop. Sua voz também é outra característica de difícil definição, é algo incomum, lembra sussurro, algo suave. É comum em suas canções experimentar artifícios como vocais e sons mais incomuns, mas nada muito exagerado.

Todas estas características podem ser comprovadas em Finally Woken, seu primeiro e único álbum até o momento. Composto de doze canções, o álbum apresenta uma grande diversidade musical. Temos a pop Just a ride, a rock 24, a reggae Save Me, a experimental They. As letras vão de coisas do cotidiano a questionamentos sobre regras, não sendo nem tão profundas e nem tão tolas.

Por mais que caracterize uma cantora meio ame-ou-odeie, Jem oferece um pouco pra todos, já que mistura vários estilos. Será que ela te agrada?

Clipes: They, Just a ride 

Escrito por Farley

Segunda-feira,18 Junho 2007 em 9:49 pm

Publicado em Música

Vuduuu necessário

com 2 comentários

Volta

4estrelas

Ainda lembro como conheci a Björk: um colega louco pseudo-suicida me falou “Já que você gosta de Enya você vai gostar de Björk”… Hmmm, e lá fui eu. Comecei com Pagan Poetry, achei meio estranho, mas acabei gostando. Em seguida caí em Pluto, achei horrenda quando ouvi (e hoje é uma das minhas favoritas). Quando dei por mim já era fã dela. Fã só de mp3, até que agora estou tendo oportunidade de comprar os álbuns dela, e é aí que Volta, o novo álbum da Björk, entra na história.

Eu nem pretendia compra-lo por causa do abusivo preço de lançamentos no Brasil, mas acabei ouvindo algumas faixas como Earth Intruders e Innocence…. Apaixonei. E pra minha sorte consegui o álbum por somente 28 dinheiros.

O conjunto justifica o preço: a versão brasileira do álbum é bem simples. Enquanto a versão americana/inglesa é em embalagem digipack recheada de fotos e extras, com a björk-pezão-maçã-mclanche-feliz na capa, a versão brasileira tem um encarte simplíssimo (uma folha somente, com a letra de todas as músicas em fonte minúscula) e a björk-fogo-da-loucura na capa (o que deixou muitos fãs indignados, mas eu gostei). Realmente uma pena que os encartes sejam simples e a capa diferente, mas pelo menos o álbum foi lançado no Brasil.

O álbum em si é composto de 10 canções que vão de batidas africanas aos ritmos meio industriais e batidas techno. Gostei muito de Earth Intruders, Wanderlust, Innocence, I see who you are, Hope e Declare Independence. E odiei Vertebrae by Vertebrae, The Dull Flame of Desire e Pneumonia.

Por mais “pop” que o álbum seja em relação ao seu ultimo trabalho (Medulla), ele ainda vai assustar os ouvintes mais “comuns”. Mesmo não tendo a “variedade” dos trabalhos anteriores, Volta é delicioso.

Ouça um trecho de Earth Intruders, música que dá nome ao post, aqui

Escrito por Farley

Sexta-Feira,8 Junho 2007 em 9:47 pm

Publicado em Música, Pessoal

A promessa, a virada e o prestígio – O Grande Truque

com 2 comentários

O Grande Truque

5estrelas

Um truque de mágica é dividido em três momentos. No primeiro momento o mágico mostra algo simples, ordinário. No segundo momento este algo simples é transformado em algo misterioso e nebuloso… No terceiro e último ato ocorre então “O Prestígio”: algo muito impressionante e realmente extraordinário acontece, algo nunca jamais visto.

Alfred Borden e Robert Angier são ajudantes em um perigoso truque de mágica. Por culpa de um erro de Borden, um acidente fatal ocorre neste truque e assim as coisas começam a dar errado. Borden e Angier então se separam e tentam a vida como ilusionistas, cada um a sua maneira. Começa assim uma competição interna entre os dois, alimentada principalmente pelo ódio e desejo de vingança de Angier, um tentando provar para o outro quem é melhor, com direito a truques sujos e trapaças. Borden então cria um novo e impressionante truque chamado O Homem Transportado e Angier fará o possível e o impossível para descobrir o segredo deste truque, mesmo que isso lhe custe a vida e a sanidade.

Toda a história é contada em cima dos três momentos de um truque de mágica, não sendo mostrada de uma forma linear, mas de uma forma que tenha que ser montada aos poucos, com qualquer detalhe sendo importante para o entendimento da trama. É fácil notar que Borden é mais simples que Angier principalmente por suas roupas e pelos teatros em que apresenta o seu show, mostrando assim um competente trabalho de figurino e escolha de locação. Todos os personagens são trabalhados muito bem, assim como a extrema rivalidade entre os protagonistas. A trilha sonora e a fotografia só ajudam a tornar a experiência ainda mais imersiva.

O destaque mesmo fica é na maneira de se prender a atenção do espectador. Pequenos truques são explicados na trama e isso faz com que se queria saber mais e mais. Se sente, assim como Angier, vontade de realmente descobrir o mistério por trás dos truques e principalmente por trás de “O Homem Transportado”. Detalhes que parecem bobos, falas que parecem sem muito sentido, cenas que parecem desconexas… ao fim tudo é atado de maneira impressionante, assim como vários pontos são deixados em aberto para uma possível discussão. A diversão é mais completa quando o filme é visto mais de uma vez e percebem-se sutilezas desde o início.

Raramente assisto um filme mais de uma vez (a única exceção com mais de 10 vezes assistido foi Vida de Inseto), mas este eu tenho certeza que assistirei mais do que uma vez. Isso porque sei que me divertirei tanto ou mais do que a primeira vez que o vi. O Grande Truque se mostrou bem mais do que aparenta no início, deixando verdadeiramente “o prestígio” para o fim.

Escrito por Farley

Sexta-Feira,11 Maio 2007 em 8:18 pm

Publicado em Filmes