Archive for the ‘Jogos’ Category
Professor Layton and the Curious Village

Já tinha ouvido falar várias vezes de Professor Layton, afinal é bem famoso e foi bem na crítica, mas nunca tive vontade de jogar e nem curiosidade em conhecer. Mas depois de conhecer a trilha sonora (via Alexei Barros no Hadouken) e jogar rapidamente no DS de um amigo corri pra jogá-lo. E depois disso não consegui largá-lo.
Impressões: Video Games Live 2008 – Brasília
Quase um ano depois o Video Games Live volta a se apresentar em Brasília. Nesse meio tempo minha opinião sobre o evento mudou muito, principalmente depois de começar a acompanhar os posts de Alexei Barros no Hadouken. Mas como é o único evento desse porte que vem por essas bandas eu não poderia deixar de ir. E é uma pena que o resultado final não tenha sido tão bom quanto eu esperava.
Video Games Live Brasil

Ao contrário do que muita gente por aí videogame não é coisa “de criança”, muito menos música de videogame. E pra provar isso está aí o Vídeo Games Live. Vídeo Games Live é um concerto com músicas de jogos eletrônicos, com um jogo de luzes que lembra shows de rock e um telão exibindo vídeos dos jogos em questão.
Na turnê brasileira deste ano incluíram uma apresentação em Brasília, e eu como não sou bobo não deixei de participar. O VGL aconteceu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, achei ótima a estrutura do lugar (por mais que estacionar ali perto foi muito difícil, sem contar a poeira). O concerto em questão começaria às 19h, mas já a partir das 15h era possível entrar no lobby do local e conferir alguns jogos. Nesse ponto um problema: só estava disponível tvs ligadas com Guitar Hero II, uma mini lanhouse com uns 10pcs e 2 estações de um jogo de Fórmula 1 da Petrobrás. Achei isso muito fraco em comparação com RJ e SP, podiam ter trago mais coisas. Por fim era possível comprar uma camiseta do evento, um livreto com o programa do show (caríssimo, por sinal), posters e um boné.
Por volta das 18:30h foram abertas as portas do auditório aonde o show realmente iria ocorrer, boa parte das pessoas foram para seus lugares. Após um concurso de cosplay, começa então o VGL. É mostrado no telão um simpático vídeo de Pac-man e logo em seguida é tocado um medley de arcade/clássicos. Tommy Tallarico e Jack Wall se apresentam e o show continua. Martin Leung, conhecido por tocar músicas da série Mario com os olhos vendados tocou algumas músicas. Também houveram participações especiais: a banda 8bit tocando Metroid e Street Fighter e Lucas Vandanezi que tocou vários temas da série Mario no violão. Não vou entrar em detalhes sobre as músicas em questão, mas para mim os destaques foram Crono Cross, Beyond Good & Evil, Myst, Civilization e Metal Gear.
Ao contrário do que imaginei, o público se comportou mutíssimo bem, ficando quase que completamente calado durante as músicas. Tommy Tallarico se mostrou muito carismático e divertido, ficava fazendo a dança do siri o tempo todo (ele deve pensar que é uma dança comum e típica aqui no Brasil). Um ponto que ficou devendo foi não terem tocado Castlevania, enquanto tocaram Mario e Final Fantasy três vezes cada, realmente uma pena. Destaque para a imagem que ficou no telão durante o intervalo (“Video Games Live Act II is loading…”).
No fim foi um concerto muito memorável e divertido. Parece que ano que vem eles voltarão a se apresentar em Brasília, irei novamente com certeza. E fica provado o que Tallarico disse no começo do show, videogame também é arte.
Algumas fotos, por Roberto Berlim
Esporte virtual


Depois de vários meses guardando todas as moedas e dinheiros possíveis finalmente comprei um Wii. E não me arrependo dos sacrifícios feitos. Não peguei nenhum jogo jogo mesmo, só estou aproveitando o simpático Wii Sports (e agora um Sonic and the Secret Rings emprestado, que já adianto que é muito legal).
Wii Sports é uma vitrine do que o Wiimote é capaz. São cinco modalidades de esportes: tênis, golf, baseball, boxe e boliche. Como personagens são utilizados os Miis (avatares cartunizados que podem ser construídos e armazenados no Wii). Os gráficos são bem simples, música quase inexistente. Além da possibilidade de jogar qualquer uma das modalidades, é possível também jogar seções de treinamento e um “treinamento diário” que mostra a evolução do Mii através de um gráfico.
A qualidade do reconhecimento dos movimentos entre as modalidades varia muito, sendo os mais realistas o boliche e golf e sendo os mais aleatórios o baseball e boxe. Mas todos são divertidos mesmo assim, ainda mais quando jogado em multiplayer. No mais os meus preferidos são o boxe e golf, sendo meus menos preferidos o tennis e baseball.
Por fim Wii Sports é um bom aperitivo sobre o que o Wii é capaz na jogabilidade, mas ficou devendo mais profundidade. Não chega a ser um jogo ruim, já que acompanha o console. Mas basta chamar alguns amigos que Wii Sports se torna divertidíssimo.
Além do bem e o mal


Beyond Good & Evil é um jogo de aventura lançado para todas as plataformas “de mesa” em 2003.
Jade é uma fotógrafa freelancer que vive com o seu “tio” Pey’j (que é um porco-humanóide) no planeta Hillys. Hillys está passando por uma crise: uma raça alienígena chamada DomZ está atacando o planeta constantemente, raptando seus habitantes e destruindo tudo. O governo do planeta afirma que tudo está sobre controle com a ajuda das Alpha Sections, espécie de exército do lugar. Jade então recebe uma proposta de trabalho simples: tirar fotos de uma criatura dentro de uma caverna, nada de mais. A partir disso Jade começa a se envolver com uma organização que afirma que as Alpha Sections não está tentando impedir a invasão alien, mas sim os ajudando. Cabe agora a Jade conseguir evidência suficiente para convencer os habitantes de que os DomZ não estão agindo sozinhos.
BG&E tem ótimos gráficos para a época em que foi lançado. Os modelos são bem trabalhados e os efeitos de iluminação são muito convincentes, já a movimentação dos personagens não é tão natural (Jade parece bem artificial em certos movimentos), mas nada que estrague a experiência.
A jogabilidade é variada e ajuda a quebrar e diversificar o ritmo. Na maior parte do tempo Jade estará explorando locais e resolvendo os variados puzzles. Quando inimigos aparecem inicia-se um combate em que Jade utiliza um bastão para atacar as criaturas. O estilo de batalha é parecido com Zelda e similares, mas bem mais simples. Os combates também não são muito freqüentes. Outro momento é a espionagem: Jade tem que percorrer vários lugares sem ser vista por guardas e câmeras. Existe também sempre um personagem npc que auxilia Jade nas batalhas e puzzles.
A dublagem é competente, mas não é nada além disso, parecendo artificial muitas vezes. A trilha sonora é muito boa e ajuda a compor o clima necessário em cada cena. São músicas que vão de belos instrumentais a composições techno. Os sons cumprem o seu papel, sem destaques.
A grande maioria das personagens são extremamente carismáticas, mas infelizmente a personalidade da grande maioria foi mal trabalhada. Nem mesmo Jade e Pey’j são bem trabalhados, com poucos detalhes sobre suas origens. A história também é simples e com poucas reviravoltas, mas prende.
Não são muitas localidades que podem ser visitadas, mas isso é compensado com algumas sidequests como, por exemplo, tirar fotos de todos os animais de Hillys e corridas de hovercraft. Existe também uma sidequest que só pode ser acessada através do site oficial, assim como um ranking mundial.
Mesmo com as baixas na história, Beyond Good & Evil é um jogo imperdível. É uma pena que pouquíssima gente tenha jogado. É relativamente curto, mas vale a pena. Boatos apontam para uma continuação, o que seria ótimo para esclarecer detalhes do enredo. O melhor mesmo é deixar os preconceitos de lado e se divertir com este ótimo jogo =]




