Archive for Junho 2007
Jem: mistura agradável

Jem foi meu primeiro achado (de vários) no last.fm. Estava ouvindo a rádio artistas similares à Imogen Heap e uma faixa de 30 segundos tocou. Gostei muito, mas infelizmente eram somente 30 segundos… Fui atrás pra descobrir quem cantava e a encontrei. E não me arrependo.
Natural do País de Gales, no Reino Unido, Jem começou a cantar e escrever aos treze anos. Anos depois, enquanto fazia sua faculdade de direito, trabalhou como uma “DJ agent” promovendo discotecas e outros lugares do gênero. Por fim Jem largou tudo e montou um estúdio móvel, produzindo então quatro músicas demo que deram começo a sua carreira.
Seu estilo musical é difícil de definir: é uma mistura de vários gêneros, indo do pop, passando pelo reggae e indo até trilhas sonoras e trip-hop. Sua voz também é outra característica de difícil definição, é algo incomum, lembra sussurro, algo suave. É comum em suas canções experimentar artifícios como vocais e sons mais incomuns, mas nada muito exagerado.
Todas estas características podem ser comprovadas em Finally Woken, seu primeiro e único álbum até o momento. Composto de doze canções, o álbum apresenta uma grande diversidade musical. Temos a pop Just a ride, a rock 24, a reggae Save Me, a experimental They. As letras vão de coisas do cotidiano a questionamentos sobre regras, não sendo nem tão profundas e nem tão tolas.
Por mais que caracterize uma cantora meio ame-ou-odeie, Jem oferece um pouco pra todos, já que mistura vários estilos. Será que ela te agrada?
Clipes: They, Just a ride
Vuduuu necessário


Ainda lembro como conheci a Björk: um colega louco pseudo-suicida me falou “Já que você gosta de Enya você vai gostar de Björk”… Hmmm, e lá fui eu. Comecei com Pagan Poetry, achei meio estranho, mas acabei gostando. Em seguida caí em Pluto, achei horrenda quando ouvi (e hoje é uma das minhas favoritas). Quando dei por mim já era fã dela. Fã só de mp3, até que agora estou tendo oportunidade de comprar os álbuns dela, e é aí que Volta, o novo álbum da Björk, entra na história.
Eu nem pretendia compra-lo por causa do abusivo preço de lançamentos no Brasil, mas acabei ouvindo algumas faixas como Earth Intruders e Innocence…. Apaixonei. E pra minha sorte consegui o álbum por somente 28 dinheiros.
O conjunto justifica o preço: a versão brasileira do álbum é bem simples. Enquanto a versão americana/inglesa é em embalagem digipack recheada de fotos e extras, com a björk-pezão-maçã-mclanche-feliz na capa, a versão brasileira tem um encarte simplíssimo (uma folha somente, com a letra de todas as músicas em fonte minúscula) e a björk-fogo-da-loucura na capa (o que deixou muitos fãs indignados, mas eu gostei). Realmente uma pena que os encartes sejam simples e a capa diferente, mas pelo menos o álbum foi lançado no Brasil.
O álbum em si é composto de 10 canções que vão de batidas africanas aos ritmos meio industriais e batidas techno. Gostei muito de Earth Intruders, Wanderlust, Innocence, I see who you are, Hope e Declare Independence. E odiei Vertebrae by Vertebrae, The Dull Flame of Desire e Pneumonia.
Por mais “pop” que o álbum seja em relação ao seu ultimo trabalho (Medulla), ele ainda vai assustar os ouvintes mais “comuns”. Mesmo não tendo a “variedade” dos trabalhos anteriores, Volta é delicioso.
Ouça um trecho de Earth Intruders, música que dá nome ao post, aqui



